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Seixas

"Testes em lares deveriam ser obrigatórios",
Manuel Vilares

A situação preocupante vivida em lares de idosos, tanto em Portugal como em Espanha e Itália, levou-nos a recolher a opinião do presidente de uma das casas de repouso do concelho de Caminha, com o propósito de saber como se adaptaram e responderam ao desafio à preservação da saúde dos seus utentes.

Manuel Vilares, presidente da direcção da Casa de S. Bento, um lar que se encontra repleto com os seus 58 utentes, começou por nos assinalar que "na minha opinião, o Serviço Nacional de Saúde deveria disponibilizar em massa os testes rápidos por todos os lares", tornando mesmo "obrigatório" essa forma de detecção da doença pandémica.

"É um teste simples, rápido, pelo método de zaragatoa no nariz ou na garganta", acreditando que esta prática seria "uma grande prevenção para todos os utentes dos lares", onde existem grupos de risco.

Manuel Vilares insistiu muito na realização de testes de diagnóstico no local, acreditando que mais cedo ou mais tarde, a Segurança Social e o SNS assumirão esta opção, porque, "actualmente, para os fazermos, temos que levar os utentes a Viana do Castelo ou ao Porto".

"Tivemos boa correspondência de familiares e utentes"

O presidente da direcção do Centro de Bem Estar Social de Seixas começou por assinalar que "desde a primeira hora" começaram a tomar medidas e "alguns comportamentos" de precaução, dando como exemplo a proibição das visitas "uma semana antes" dessa determinação pelo Governo.

Precisando, Vilares optou por substituir a palavra proibição por alerta aos familiares através de telefone de que "não deveriam ver os seus utentes", precisando que logo nesse fim-de-semana "não tivemos praticamente visitas", concluindo que "as famílias entenderam a situação", tal como os próprios internos, fruto de "uma acção pedagógica" junto deles, explicando-lhes que "queríamos preservar o ambiente aqui dentro, prevenindo possíveis contágios".

"Plano de contingência"

Uma semana depois destas disposições, o Lar elaborou o seu "plano de contingência", nos seguintes termos:

- O acesso de pessoas ao lar, incluindo os dos funcionários, tem sido muito condicionado. Foram implementadas regras às funcionárias quando vêm trabalhar, logo no acesso, tendo modificado o trajecto para picar o ponto, e como é que deveriam proceder em relação à roupa que trazem e vestem, desinfectando-se à entrada e não voltando a essa área até que comecem a trabalhar.

Impedir que se cruzassem na passagem de turno

Outra acção formativa junto das funcionárias foi a de "impedir que se cruzassem na passagem de turno", atendendo a que é um momento em que aproveitam para falar umas com as outras e informar do estado de saúde dos utentes. Em substituição desta passa a palavra, "utilizamos um programa informático interno que já possuíamos para comunicarmos uns com os outros".

Cinco equipas certas - O presidente desta instituição seixense referiu ainda a criação de cinco grupo de funcionárias que abrange um trabalho de 24 horas e que se encontram separados entre si, "o que permite que na eventualidade de um deles ficar infectado, podermos contar com os outros", ao contrário do que sucedia até ao presente, em que as funcionárias trabalhavam de acordo com os seus horários.

Albergue de peregrinos como retaguarda

Além destes planos, a direcção do Lar de S. Bento tem preparado uma alternativa "mais rigorosa" em caso de contingência, se surgirem doentes contaminados, "implicando horários mais alargados de 24 horas, ou talvez mais". Neste caso extremo, o plano prevê que os doentes infectados sejam transferidos para as instalações do Albergue de Peregrinos que se encontra presentemente encerrado.

Foi reservado o piso superior para os utentes eventualmente infectados e o de baixo ficará reservado para a equipa que vai tratar deles. "Espero que isso não aconteça, mas estamos preparados para isso".

(Atualização: Dia 25, 12h0)



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