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Consequências da pandemia vírica

Pescadores de Caminha sentem-se prejudicados

Contactos com autarquias, Secretaria de Estado das Pescas e deputado do distrito a fim de resolver a sua situação

Pescadores de Vila Praia de Âncora vendem em lota e têm situação controlada

O mercado municipal de Caminha encerrou na Quinta-feira à tarde face às medidas de mitigação decididas pelo Executivo camarário.

Contudo, os pescadores de Caminha que entregam o seu pescado em lota e aqui fazem os seus descontos, estão impedidos de prosseguirem a sua faina, atendendo a que o serviço de lota e vendagem existente no mercado municipal deixou de funcionar.

Conforme nos confirmou Pedro Costa, Comandante da Capitania do Porto de Caminha, o sistema que abrange os pescadores de Caminha, quer para os que utilizam barco de caixa aberta, quer para os truques, obriga a que entreguem o pescado na lota.

O mesmo não sucede para os designados pescadores "autónomos" existentes a montante do rio, autorizados a vender o peixe directamente a particulares, por estarem isentos de o fazer passar pela lota a funcionar no mercado municipal de Caminha. Estes pescadores devem apenas passar as respectivas facturas/recibos correspondentes às vendas realizadas e que serão entregues posteriormente para controle fiscal.

Pedro Costa referiu-nos ainda que relativamente às medidas de contenção que vêm sendo tomadas, a navegação de recreio está interdita no Rio Minho na sua área de intervenção. No mar, este tipo de navegação ainda pode existir, mas os barcos estão impedidos de entrar no território nacional ou de desembarcar sem o controlo das autoridades marítimas, o que tem levado a que a Capitania de Caminha se mantenha especialmente vigilante, nomeadamente através do controle de radar costeiro.

"A safra da lampreia acabou"

A redução drástica do número de restaurantes a funcionar a que se vinha assistindo nos últimos dias - agora complementado com o seu fecho devido à declaração o estado de emergência -, já tinha provocado uma diminuição assinalável na compra de lampreias.

Agora, Augusto Porto, presidente da Associação de Pescadores Profissionais do Rio Minho e Mar, não hesita em afirmar que "a safra da lampreia acabou", apesar de o seu fecho estar determinado para 20 de Abril, atendendo à diminuição quase total da procura "desde final da semana passada".

"Mercado deve salvaguardar os interesses das comunidades locais"

Este pescador referiu que os pescadores de caixa aberta, como é o seu caso, pretendiam ainda exercer a sua actividade na zona do mar/foz, capturando outras espécies, tal como as pequenas traineiras, mas com o fecho da lota e impossibilitados que estão de comercializarem o pescado directamente ao consumidor, os barcos encontram-se amarrados.

Augusto Porto disse-nos que este problema colocado aos pescadores de Caminha tem de ser resolvido e aponta para que no novo mercado a construir proximamente, haja "um espaço para venda directa do peixe do rio e da nossa costa às pessoas", por parte dos profissionais de pesca de Caminha, sem necessidade de passar pelas vendedoras que também comercializam pescado doutras origens.

De modo a resolver de imediato a situação com que se deparam actualmente, têm articulado posições com a Câmara Municipal e Junta de Freguesia, além de terem contactado a secretária de Estado das Pescas e o deputado socialista José Manuel Carpinteira a quem pediram apoio.

"O consumo é menor, mas ainda conseguimos trabalhar"

Em Vila Praia de Âncora, a lota pertencente à Docapesca continua a funcionar, permitindo que os pescadores possam escoar o peixe capturado por eles, embora "o consumo seja menor" reconhece Vasco Tero, presidente da Associação de Pescadores de Vila Praia de Âncora, devido ao encerramento da restauração, "mas ainda conseguimos trabalhar", completou.

"Um barco de cada vez"

Nesta lota, "não existem intermediários", precisou este pescador, estando a ser tomadas medidas de prevenção, como o facto de só descarregar um barco de cada vez na lota, cumprindo outras regras de segurança, como a introdução de uma faixa vermelha de modo a controlar os compradores nos acessos às bancas que têm menos pessoal a servir os clientes, além de estar proibido o processamento (arranjo) do peixe comprado.


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