A Junta de Freguesia vinha exigindo há muito que fossem tomadas medidas e cumpridos os regulamentos de funcionamento dos bares da Rua Direita, foco de protestos frequentes dos escassos moradores/resistentes, envelhecidos na sua maioria, face aos desmandos registados em termos de ordem pública, barulho e segurança.
Na tarde de ontem, Miguel Alves convocou a Junta de Freguesia, GNR e proprietários de bares para uma reunião, a fim de tentar tomar medidas no verão e nos períodos de maior animação nocturna, já a seguir à Páscoa, através da elaboração de um plano de segurança.
Miguel Alves declarou-nos ser imprescindível que "os bares cumpram as regras e horários de funcionamento", bem como controlem o ruído da música que perturba o sossego dos moradores. Vincou o esforço feito pela Câmara para reabilitar o Centro Histórico.
Segundo adiantou ainda o autarca, a Câmara assumirá o pagamento de policiamento, e a GNR ter-se-á comprometido também a reforçar a sua presença.
Miguel Alves acordou com os privados que estes estabelecessem um outro projecto de dinamização da Rua Direita e Centro Histórico, num processo de "compaginação de posições" com bares, discotecas e moradores, de modo a atrair e fixar mais residentes numa área cada vez mais desertificada e que agora foi alvo de um processo de reabilitação - embora ainda permaneça a vergonha do espaço junto a um pano de muralha a norte da antiga cerca medieval, onde se situam um dos poços e a base da Porta Nova.