Apenas na votação da proposta do Mercado Municipal de Caminha se registou o voto contra do deputado municipal social-democrata João Lages.
Estas propostas não mereceram qualquer objecção da CDU, tendo assinalado o deputado municipal Celestino Ribeiro que, "sem dúvidas" votariam a favor das duas propostas.
Apesar disso "votaremos a favor"
A bancada do PSD, embora lhe merecendo alguns reparos a situação do Mercado Municipal, votariam igualmente a favor.
Taxa Araújo reconheceu que um mercado municipal "digno" será benéfico para o concelho, mas não deveria ser esquecido todo o "processo" que rodeou este projecto, em que se manteve durante alguns anos uma "lona" e nada mais.
O estabelecimento de uma Parceria Público-Privada destinada a garantir a obra de construção das Piscinas Municipais de Vila Praia de Âncora, através da hipoteca do direito de superfície dos largos da Feira, Fetal Carneiro e Gulbenkian de Caminha foi um dos argumentos esgrimidos pelo Executivo socialista para as dificuldades encontradas na concretização da obra.
Contudo, o líder da bancada social-democrata pretendeu refutar esta teoria, dizendo que a obra no Largo do Hospital (Fetal Carneiro) já se encontrava concluída sem ter sido afectada pela existência da PPP.
"Já é o 5º projecto" diferente do votado pelos munícipes, referiu o deputado municipal após o que acusou o Executivo de ter lançado este último sem "discussão pública". Apesar disso, "votaremos a favor", assegurou.
"Vai abrir-nos ao rio"
"Já devia ter sido feito há muito tempo", exclamou Miguel Gonçalves, presidente da Junta de Freguesia de Caminha, após ter manifestado o seu contentamento "por falar neste ponto" da AM de Caminha de 28 de Fevereiro.
O autarca recordou as "complicações" (falta de dinheiro e PPP) que atrasaram a construção do mercado que tinha entrado em "decadência" há muito, depois de construído nos finais dos anos 70 e que acabou por ser "o primeiro centro comercial da vila" durante alguns anos.
Miguel Gonçalves assegurou que esta obra "com critério"(…) "vai abrir-nos ao rio", graças à "expansão" da ARU da sede do concelho, mas, alertou, "o seu sucesso" só se materializará com a "interacção dos produtos locais", em referência à pesca e campo.
Com este novo equipamento, "teremos uma Caminha nova e requalificada para o futuro", auspiciou o autarca caminhense.
11.4 milhões de investimento planeado
Estas duas obras, a nova Escola Preparatória e Secundária de Caminha/Vilarelho, as ecovias e outros projectos previstos, permitirão dizer que para o concelho de Caminha há um "investimento planeado" de 11.4 milhões de euros, vincou Miguel Alves, presidente do Município, ao comentar as intervenções dos deputados municipais.
Centrando-se no projecto do mercado municipal, o edil, ironizando, disse que "até parece que que o problema do mercado começou em 2013", classificando de um "conto" o que passou com este equipamento, "onde até a ASAE lá foi", face à falta de condições existentes e, continuando a ser mordaz, admitiu que "só por azar não o candidatamos a património da Humanidade".
Logo de seguida, acusou o Executivo camarário anterior de nada ter feito durante 12 anos para construir um mercado novo, o que só agora foi possível ao ter sido conseguido um "acordo" com o maior accionista da PPP, o que "nos permitiu fazer a obra" nesta altura, aproveitando uma candidatura de 600.000€ - o que não tinha acontecido nos últimos anos, justificou também o atraso -, mas que obrigou a "adaptar" o projecto.