Enquanto que se aguarda pela decisão de João Galamba, secretário de Estado da Energia, sobre os pedidos de prospecção e exploração de lítio no concelho de Caminha, nomeadamente na Serra d'Arga - o que abarca mais municípios, registe-se -, no decorrer da última Assembleia Municipal (28/Fevereiro), o assunto foi objecto de uma apreciação da parte do PSD por intermédio de Taxa Araújo, a que respondeu Miguel Alves, presidente do Executivo.
PSD pede "posição pública" da Comunidade Intermunicipal
O deputado municipal social-democrata acusou o actual Governo de estar a validar a exploração do lítio desde 2018, e pretender "vender o nosso território", apesar de se verificar "repúdio popular" secundado pelos autarcas que se posicionam "ao lado das populações".
Perante a contestação existente, "O Governo adia" uma decisão, prosseguiu o eleito "laranja", simulando reforçar o poder das autarquias, mas sem dispensar a sua decisão final na concessão da exploração mineira, dado que os concursos públicos não necessitam de avais dos municípios.
Sabendo-se que as empresas e multinacionais pretendem explorar lítio na Serra d'Arga, eventualmente com excepção da área de protecção, o deputado da oposição interrogou-se: "Como se pode proteger o topo (da serra) e destruir as encostas?".
Desta forma, o PSD de Caminha apresenta-se contrário a este "programa" do Governo para uma exploração massiva e apela a uma posição pública da Comunidade Intermunicipal.
Câmara (PSD) "nunca tinha dado um parecer negativo às minas de lítio"
A resposta de Miguel Alves foi dirigida aos partidos que atribuíram licenças de prospecção e exploração, apontando o PSD como o "único que até agora atribuiu licenças em Portugal", indicando Boticas e Montalegre como exemplos.
O autarca elogiou a mudança de posição do PSD em Caminha, depois de recordar que a Câmara social-democrata "nunca tinha dado um parecer negativo às minas de lítio", daí resultando "licenças de prospecção" no concelho.
Frisou que tinha sido o seu Executivo a conceder agora "pareceres negativos à exploração de lítio" e, pegando nos comentários de Taxa Araújo, anotou que "para quem não dava pareceres negativos (Câmara PSD), é estranho que fique preocupado que os pareceres negativos não tenham efeito vinculativo".