O arquitecto camarário João Brás, líder da equipa que gizou o projecto destinado a dotar o Vale do Âncora com uma Escola Básica, foi à reunião camarária do passado dia 17 apresentar o projecto deste equipamento escolar, dependente de uma candidatura em apreciação no Ministério da Educação.
A nova escola deverá arrancar este ano e prevê oito salas de aulas, três de expressões de artísticas e uma de técnicas de informática.
A Academia de Música Fernandes Fão integrará este conjunto escolar, embora em edifício autónomo mas com ligação directa à EB1, para que os alunos comuniquem directamente sem necessidade de sair das suas escolas.
Auditório com 177 lugares
A sede da AMFF possuirá uma área administrativa, um espaço para a direcção, áreas de formação, um lugar para o público e haverá ainda lugar para espaços verdes e áreas de recreio, espalhados por uma área de 15.000 m2.
Um auditório com capacidade 177 lugares servirá essencialmente a academia de música, uma vez que a EB 1 terá igualmente um espaço para actividades diversas.
Na apresentação deste projecto com recurso a um power-point, o arquitecto citou o filósofo chinês Confúcio: "A educação do homem deve começar pela poesia, ser fortificada pela conduta justa e consumar-se na música".
"Diálogo com as escolas"
O vereador Guilherme Lagido, responsável por um gabinete de projectos camarários, aproveitou esta ocasião para destacar o "diálogo" mantido com as escolas no intuito de estabelecer uma ponte entre elas e os técnicos do Município envolvidos na elaboração dos projectos, permitindo que ambas as escolas tanto funcionem em conjunto como em separado.
Este edil ancorense chamou a atenção para aquilo que apelidou de "centro de serviços de Vila Praia de Âncora" concentrado num quarteirão, onde situam equipamentos como o pavilhão municipal, piscinas, GNR, Centro de Saúde e as escolas.
Guilherme Lagido afirmou que V.P.Âncora era a única vila do norte do país com tais funções "tão próximas ou articuladas".
O facto de o projecto ter apresentado um valor de 1,9 milhões de euros, um pouco acima do previsto inicialmente, prendia-se com a aposta na remoção total do amianto ainda existente em alguns pontos da EB+S do Vale do Âncora, levando-o a afirmar que o concelho de Caminha ficará totalmente livre deste produto cancerígeno, o que levou a vereadora Liliana Silva a rectifica-lo, dizendo-lhe que não será bem assim, atendendo a que a EB1 de Seixas ainda mantém este material no telhado.
Esta vereadora da oposição saudou esta obra que "tinha de acontecer", mais cedo ou mais tarde, mas aproveitou para pedir que se resolvesse o ruído ensurdecedor do refeitório actual. Apenas com uma intervenção de fundo no refeitório antigo será possível debelar este problema, assinalou o vice-presidente Lagido, garantindo apenas que na nova cantina não existirá tal eco.