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TRIBUNA
Espaço reservado à opinião do leitor

QUERO CHEIRAR TEU BACALHAU…

Venho humildemente apresentar as minhas desculpas ao Quim Barreiros pelas palavras contundentes que entre dentes proferi quando ele veio a lume com essa cantiga. Mau gosto musical, desrespeito pela anatomia feminina, a pedir um bacalhau na cara se o apanhasse a jeito, enfim. E os ralhetes à miudagem que me entrava pela cozinha a trautear a letra e não passava do primeiro verso, corrida e a rir à socapa?

E afinal o Quim estava " tão à frente "!

Pois na última semana comentava-se num programa de televisão que se fabricavam velas com o cheiro da vagina de uma artista famosa e achei uma piada de mau gosto, mesmo para um eventual programa de apanhados. Ninguém me convenceria da realidade que dias depois me foi apresentada como verdadeira. No fundo, no fundo, ainda tenho esperança que não passe de uma notícia falsa…

Perdoa-me Quim Barreiros e aconselho-te a pedir uma providência cautelar à justiça internacional. Que é lá isso de pôr em confronto tais cheiros? Pois " tirem o cavalinho da chuva " que o nosso bacalhau cheira melhor que o vosso! E além disso a ideia original foi tua.

Pensando bem, por cá também se puseram à venda saquinhos com terra abençoada de Fátima, garrafinhas com água santa com a mesma origem e não faltaram compradores…

Já para não falar nos espertinhos que tentaram vender a ponte 25 de Abril, a Torre dos Clérigos…

É que infelizmente a moda é essa: vender a torto e a direito o nosso pequenino jardim.

Este é mais um desabafo de trazer por casa! Não liguem…

Zita Leal


DISCOVER MINHO - DESCOBRIR O MINHO ATRAVÉS DO SAGRADO E DO PROFANO

A ATURMINHO ( Associação de Turismo do Minho) e AHET MINHO - Associação de Hotelaria e Empreendimentos Turísticos do MINHO, no âmbito do Programa Operacional Regional do Norte 2020, encontram-se a desenvolver um conjunto de acções, que tem como objectivo, contribuir para o desenvolvimento sustentado de toda a região do Minho, designadamente através da dinamização do produto turístico religioso e cultural, tornando o DESTINO MINHOnuma referência de excelênciana oferta do turismo acima indicado, neste ano de 2020.

Com aposta prioritária nos mercados internacionais, o projecto trará aos 24 concelhos dos distritos de Braga e Viana do Castelo, turistas e visitantes internacionais que, por via directa ou indirecta, aumentarão a competividade empresarial autóctone e a melhoria de vida generalizada da população minhota.

Após a criação da marca DISCOVER MINHO, o projecto tem já em pleno funcionamento as redes sociais Facebook: (7discoverminho) e instagram.(https://www.instagram.com/discoverminho)

Encontram-se em fase de desenvolvimento um portal sobre o MINHO, bem como duas aplicações para mobile, uma para turistas e outra para os profissionais do sector, que em breve estarão disponíveis para download, entre outras acções. O projecto DISCOVER MINHO tem tido a adesão de inúmeras entidades, como por exemplo as autarquias que entendem a utilidade do mesmo, bem como o seu carácter diferenciador(sagrado e profano, como forma de promover a região minhota.

Caro leitor. Na minha modesta opinião, a Região Minhota tem que aproveitar e desenvolver este fluxo turístico de todas as partes do Mundo, escolhem o nosso País para passar as suas férias ou fixar residência. Para isso é preciso já, criar infraestruturas turísticas(hotéis, hostels, pensões, alojamento local) dinamizar o TURISMO RELIGIOSO ( Braga é um exemplo), bem como a criação de eventos náuticos nos Rios Minho e Lima. O Verão está quasi a chegar e há praias marítimas e fluviais, sem restaurantes, casas de banho e outras estruturas necessárias ao bem estar dos turistas nacionais e estrangeiros. A GALINHA DOS OVOS DE OURO, O TURISMO, tem possibilitado uma entrada de dinheiro útil ao Governo. Mas cuidado. É preciso cativar o turista que nos visita pela primeira vez, para que volte nos anos seguintes. Tem a palavra a PNPortugal e os Vereadores do Pelouro de Turismo das Câmaras Municipais Minhotas.ACORDA CAMINHA!!!!!!! EM 202º, O TURISMO FARÁ DE TI O ALGARVE MINHOTO. MAS PARA COLHER…É PRECISO SEMEAR PRIMEIRO. CAMINHA É LINDA. CAMINHA ES GUAPA, CAMINHA EST JOLIE. CAMINHA IS BEAUTIFUL. CAMINHA IST LIEBERISH, CAMINHA A PRINCESA DO RIO MINHO. CAMINHA LA PRINCESA DEL RIO MIN0. CAMINHA LA PRINCESS DE LA RIVIÉRE MINHO. CAMINHA THE BRIDE OF RIVER MINHO. CAMINHA DAS IST EIN LIEBER.

Antero Sampaio



Assédio no Trabalho. Suicídio.

Assédio no Trabalho. Com uma frequência "assustadora", o assédio a pessoas ocorre em diversas circunstâncias, não só em contexto laboral, mas, seguramente, nas mais diversas situações, desde o ambiente familiar, passando pelo grupo de amigos até ao convívio social, não escapando o âmbito religioso. Os escândalos são divulgados com alguma regularidade, a partir dos mais diferentes processos e meios.

Quando se aborda a questão do assédio, pensa-se, de imediato, na sua dimensão sexual, todavia, há outras formas de assédio, particularmente, moral. Interessa aqui conceptualizar o assédio simples e sexual, segundo a legislação portuguesa, consubstanciada no Código do Trabalho aprovado pela Lei 7/2009 de 12 de fevereiro que estabelece: "Artº 29º, N. 1. Entende-se por assédio o comportamento indesejado, nomeadamente o baseado em factor de discriminação, praticado aquando do acesso ao emprego, ou no próprio emprego, trabalho ou formação profissional, com o objectivo ou o efeito de perturbar ou constranger a pessoa; afectar a sua dignidade ou lhe criar um ambiente intimidativo, hostil, degradante, humilhante ou desestabilizador. Artº 29º N. 2. Constitui assédio sexual o comportamento indesejado de caráter sexual, sob a forma verbal, não verbal ou física, com o objectivo ou o efeito referido no número anterior." (in: CUNHA, et. al., 2010:814).

Entende-se que no assédio considerado simples, quer nas outras formas, designadamente, o de natureza sexual, haverá antecedentes que importa, para este trabalho, e para as vítimas destas práticas abusivas, identificar alguns deles: "(a) a inveja; (b) o racismo; (c) a xenofobia; (d) a perseguição política; (e) as inimizades pessoais. (…) O abuso de poder, uma liderança inadequada, a não resolução de conflitos, a falta de comunicação e a ausência de tacto nas relações interpessoais favorecem o assédio." (Hirigoyen, (1999); Pedro, et. al, (2007); in: CUNHA, et. al., 2010:815).

Várias e nefastas são as consequências do assédio, identificando-se desde já, algumas delas: "(a) estado constante de ansiedade da vítima; (b) medo generalizado e contínuo; (c) sentimento de fracasso; (d) sentimento de impotência, frustração e apatia; (e) transtornos emocionais e psicossomáticos; (f) alterações no sono e na alimentação; (g) perda de auto-estima e de confiança em si próprio; (h) ataques de pânico; (i) alcoolismo; (j) dificuldades de concentração; (k) stresse, depressão e mesmo suicídio; (l) abandono das responsabilidades e compromissos familiares; (m) agressividade e irritabilidade; (n) alterações na afectividade e no desejo sexual; (o) separação matrimonial. A nível organizacional, o assédio moral cria: (a) mau ambiente de trabalho e desconfianças; (b) menores quantidade e qualidade do trabalho; (c) interferências negativas nos círculos de informação e comunicação; (d) absentismo; (e) acidentes de trabalho." (Leymann, (1996); Adams, (1997); Zapf, (1999); Namie e Namie, (2000); in: CUNHA, et. al., 2010:815).

Suicídio. Finalmente, menciona-se uma outra disfuncionalidade que afeta, irremediável e irreversivelmente, o colaborador que tem a infelicidade de a praticar. Trata-se do suicídio que, pelas mais diversas razões, e circunstâncias da vida, levam uma pessoa a colocar termo à sua própria existência.

Será, certamente, uma decisão resultante de uma situação desesperada que, em muitos casos, não se chega a ter conhecimento. Também a instituição que perde um trabalhador, pela via do suicídio, naturalmente que fica afetada, assim como todos os seus colaboradores, clientes, fornecedores e público em geral.

Para além de eventuais e inúmeros conceitos sobre o suicídio, importa mais, neste trabalho referir que: "O suicídio não tem normalmente uma causa simples. Decorre de uma combinação de causas. Em alguns casos, todavia, o trabalho e as condições em que é realizado podem ser causas relevantes. (…) As consequências do fenómeno são claras. Além das perdas pessoais do próprio e dos que lhe estão próximos, as organizações sofrem enormes perdas reputacionais - que as afectam directamente, mas também contribuem para o desprestígio e a desconfiança lançada sobre os gestores e as empresas em geral.

Os efeitos perversos sobre a motivação e o empenhamento dos membros organizacionais também são uma inevitabilidade (o que pensaria e faria o leitor se trabalhasse numa empresa onde decorresse uma onda de suicídios?). As tensões internas aumentam à medida que as relações laborais se degradam." (Jolly e Saltmarsh, (2009); in: CUNHA, et. al. 2010:817).

Como se pode inferir do presente trabalho e, principalmente, dos estudos científicos desenvolvidos por investigadores altamente especializados e credenciados (e.g. CUNHA, et. al., 2010, que se vem seguindo integralmente) as disfuncionalidades laborais que ocorrem no interior das organizações, sejam de natureza profissional, amadora, cultural, desportiva e lúdica, existem em maior ou menor quantidade, podendo-se admitir que em parte depende dos recursos humanos, ao nível da gestão e da liderança, dos equipamentos, dos capitais investidos e dos colaboradores, sendo certo que só com salários e outros benefícios justos, muita formação e excelente preparação dos responsáveis pelas instituições, se consegue reduzir os efeitos nocivos de muitas das disfuncionalidades.

Com efeito: "Muitos destes aspectos não são presença habitual em manuais (…). Mas a verdade é que a gestão de pessoas, seja a exercida pelos técnicos de RH ou pelos gestores em geral que têm pessoas a seu cargo, não pode bastar-se com questões estratégicas e descurar o modo de prevenir este "lado escuro", impedir a sua ocorrência, impedir os seus agentes perversos e gerir as suas consequências para a vida pessoal e organizacional." (CUNHA, et. al., 2010:819)

Bibliografia

CUNHA, Miguel Pina, et. al., (2010). Manual de Gestão de Pessoas e do Capital Humano. 2ª Edição. Lisboa: Edições Sílabo, Ldª.

Diamantino Bártolo


Edições C@2000

Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"
Autor: Paulo Torres Bento
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Da Monarquia à República no Concelho de Caminha
Crónica Política (1906 - 1913)

Autor: Paulo Torres Bento
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O Estado Novo e outros sonetos políticos satíricos do poeta caminhense Júlio Baptista (1882 - 1961)

Organização e estudo biográfico do autor por Paulo Torres Bento
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