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Âncora

SIRA com 17 eventos para 2020

Direcção reduz mandatos para um ano

A Sociedade de Instrução e Recreio Ancorense levou por diante 13 eventos no ano passado e perspectiva elevar o número para 17 em 2020, anunciou Mário Fontainha, presidente da direcção, em recente assembleia geral, a fim de "trazer gente a esta casa".

Este dirigente da SIRA respondia assim a um pedido de informação solicitado pelo sócio Agostinho Gomes sobre o aumento de quotas no último ano, sem que a assembleia geral tivesse autorizado.

Os estatutos prevêem actualizações anuais de 4% de acordo com o valor do ordenado mínimo, esclareceu Rodrigo Presa, presidente deste órgão social (AG). Apesar de ter sido possível elevar o valor da quota para os 25€/ano, a actual direcção ficou-se pelos 21€, acrescentou o presidente da AG, razão pela qual não haveria argumentos para dizer que estariam a "contrariar os dispositivos legais", vincou.

"Sou frontalmente contra o aumento anual dos 4%", ripostou Agostinho Gomes, "e isso deveria ser banido", porque "vai castigar os sócios, o que é um erro crasso", além de acreditar que tal decisão iria dificultar a cobrança de quotas.

"Pseudo idealismo esquerdista"

Este associado - que exerceu o cargo de presidente da SIRA durante alguns anos, até que deixou o lugar em finais de 2018 -, disse ainda que "não sei do que se está à espera para se mudar os estatutos e trazer uma alma nova a esta casa".

Considerou que estavam "agarrados a um pseudo-idealismo esquerdista" com esta proporcionalidade dos aumentos de quotas, e, por outro lado, ainda não tinham conseguido obter o estatuto de utilidade pública, o que teria permitido isentar de pagamento do IMI e do IVA.

Estas considerações não convenceram Mário Fontainha, presidente da direcção, respondendo-lhe que nos seis anos em que Agostinho Gomes tinha presidido à direcção poderia ter aprovado novos estatutos. Negou que o aumento de quotas tivesse sido mal recebido pelos sócios, dando como exemplo o recebimento de 14 quotas já em 2020 e "ninguém protestou".

Referiu ainda que se "cada sócio tivesse frequentado os eventos levados por diante em 2019, teria beneficiado de um desconto e 35€" e, se fosse um casal, esse benefício seria de 70€, além de os filhos não pagarem até aos 14 anos.

"Aqui não há esquerdismo"

"Aqui não há esquerdismo. Aqui não há política", acentuou o presidente da direcção, nem permitem alusões ao passado recente da colectividade no face-book.

O tal "esquerdismo" referenciado por Agostinho Gomes não se aplicava à actual direcção, fez questão de esclarecer posteriormente este associado, após ouvir a resposta de Mário Fontainha. O associado precisou que tal decisão "é antiga" e, prosseguindo, afiançou que "se não mudei os estatutos foi porque "houve uma tentativa de linchamento pessoal". Apesar dos apelos da direcção para que se acabe de uma vez com esta situação, Agostinho Gomes acusou "uns artolas" que teriam tentado compromete-lo e assumiu-se como "um homem sério e coerente".

Sócios receptivos à actualização de quotas

Referindo-se novamente à questão da quotização, Mário Fontainha reforçou o cumprimento dos estatutos quanto à actualização da quotização, e no que se refere à receptividade dos sócios, deu como exemplo o recebimento de 168 quotas em 2019, contra as 70 do ano anterior em que Agostinho Gomes presidira à direcção da SIRA.

Mandatos de um ano

Os órgãos sociais da Sociedade de Instrução e Recreio Ancorense vão passar a ter uma duração de um ano, de acordo com uma proposta apresentada pela actual direcção, repondo assim o que constava dos estatutos anteriores, explicitou Rodrigo Presa, presidente da AG, ao aceitá-la e colocá-la à consideração dos presentes que a aprovaram por unanimidade.

Segundo justificou Mário Fontainha, esta alteração nada tinha a ver com os motivos que tinham contribuído para a revisão anterior, mas simplesmente porque, desta forma, será mais fácil recrutar sócios ("um grupo de amigos") que aceitem incluir um elenco directivo, face à dificuldade em convencer as pessoas a assumirem cargos com duração superior a um ano.

"Não atiro pedras a quem cá passou"

"Queremos que esta casa continue", assegurou este director, e, prosseguindo, disse que "estamos a dar o nosso melhor", tal como outros o fizeram no passado. Por tal motivo, "não atiro pedras a quem cá passou, nem estamos de costas voltadas para ninguém", apelando seguidamente para que "se ponha uma pedra nisto", em referência a algumas pontas que ainda persistem nos dias de hoje.

Em reforço deste assunto, Rodrigo Presa assumiu que "nunca senti que alguma direcção não tivesse dado o seu melhor" para que esta colectividade centenária se mantenha viva.

Mas Agostinho Gomes insistiu com mais um assunto, pelo facto de a Cruz ter visitado a SIRA no Páscoa, levando Mário Fontainha a assumir que tinham feito bem em recebê-la, porque "estamos num país católico".

Esta sessão serviu para aprovar as contas do último ano, em que a direcção apresentou um saldo do exercício de 3.419 euros. Mário Fontainha apresentou como "incapacidade logística" a justificação para a realização da Noite de Fados e da festa de passagem, admitindo, no entanto, que presentemente, possuem mais contactos para levarem por diante o primeiro projecto.



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