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Executivo vai ainda aprovar apoios à JF de Âncora para obras e à Escola da Banda Lanhelense

CÂMARA INVESTE CERCA DE 68 MIL EUROS EM PROJETOS EDUCATIVOS A CONCRETIZAR PELO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS SIDÓNIO PAIS

Na próxima reunião de Câmara, o executivo vai aprovar o contrato de autonomia a celebrar entre o Município de Caminha e o Agrupamento de Escolas Sidónio Pais para o ano letivo 2019/2020 e atribuir subsídios à Junta de Freguesia de Âncora e à Sociedade Musical Banda Lanhelense. A sessão terá lugar no dia 3 de fevereiro, pelas 15H00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Promover o sucesso escolar e um ensino de qualidade é um dos objetivos estratégicos do Município de Caminha. Neste sentido, o executivo vai votar o contrato de autonomia a celebrar entre o Município de Caminha e o Agrupamento de Escolas Sidónio Pais para o ano letivo 2019/2020, no montante de 67.690,00€, cujo objetivo é dar "autonomia" ao Agrupamento de Escolas Sidónio pais, nomeadamente na concretização de projetos educativos, na aquisição de materiais didático-pedagógicos, na aquisição de material desportivo, entre outros apoios logísticos.

Em cima da mesa está também a atribuição de um subsídio, no montante de 13.500€, à Sociedade Musical Banda Lanhelense para apoio à Escola de Música João Costa e Silva que, neste momento, conta com cerca de 60 alunos e 12 formadores, distribuídos pelos vários instrumentos e pela formação. Recorda-se que a Sociedade Musical Banda Lanhelense tem quase 170 anos de existência e é uma das embaixadoras no âmbito musical e cultural do concelho de Caminha.

O executivo vai deliberar a atribuição de subsídio à Junta de Freguesia de Âncora para apoio na requalificação da Rua do Calçadão, no montante de 30.000€.

Gabinete de Informação ao Munícipe



Volume de investimentos sem precedentes marcam a Vila

MERCADO MUNICIPAL DE CAMINHA AVANÇA EM FEVEREIRO

O concurso para a construção do novo Mercado Municipal de Caminha deverá ser lançado já no próximo mês de fevereiro e vem juntar-se a um conjunto de grandes investimentos em curso e/ou recentemente terminados, que levam o presidente da Câmara a afirmar que a Vila de Caminha vive como que um período de "neofontismo". A dinâmica é também acompanhada pelo crescente aumento da procura turística e pela busca de novas respostas a vários níveis, que permitam compatibilizar a nova realidade. Estes e outros assuntos marcaram a reunião descentralizada do Executivo, que ontem teve lugar na Vila de Caminha, no salão dos Bombeiros Voluntários.

A profunda requalificação do Centro Histórico está prestes a iniciar a segunda fase, que abrangerá a Rua de S. João e o Terreiro, não havendo ainda uma data prevista, mas sendo certo que a calendarização das obras será sempre coordenada com comerciantes e outros ocupantes desta zona, por forma a causar o menor impacto possível. A garantia foi ontem dada pelo presidente da Câmara, Miguel Alves, que respondia ao autarca local, Miguel Gonçalves.

No âmbito das respostas ao autarca, foi também adiantado que o concurso para o novo Mercado Municipal de Caminha está agora a uma distância de poucas semanas, pondo-se fim a um processo "doloroso" que este Executivo conseguiu ultrapassar e a um equipamento desadequado, que é provisório há cerca de quatro décadas.

No capítulo das grandes obras está também a decorrer a obra de requalificação e ampliação da escola de Caminha, um investimento estratégico de cerca de 3,5 milhões de euros, que ontem de manhã foi alvo de uma visita, em que se verificou a total coordenação dos trabalhos e do funcionamento do próprio estabelecimento de ensino.

A estas intervenções deverá juntar-se, num futuro próximo, a ecovia da marginal de Caminha, com financiamento já assegurado e cujo projeto está a ser ultimado. Miguel Alves revelou um aspeto que irá resolver também o crónico problema dos passadiços da Foz do Minho, a que o presidente da Junta se tinha referido na sua intervenção.

Miguel Gonçalves queixara-se mais uma vez das más condições dos passadiços, comentando, em jeito de desabafo, que não conseguia entender como um investimento tão grande e relativamente recente podia trazer tantos problemas recorrentes.

A inadequação dos materiais utilizados na estrutura estarão, em grande medida, na origem dos problemas, tornando o esforço constante da Câmara Municipal inútil. Os arranjos sucedem-se, mas impunha-se uma intervenção de fundo, que, revelou Miguel Alves vai acontecer. O presidente disse que, no âmbito da ecovia, aquele espaço será intervencionado, estando previsto retirar as traves de madeira e colocar piso apropriado para ecovia. Uma boa notícia, a que se juntou o anúncio da intervenção próxima na rua Nª Srª da Encarnação, uma obra que o presidente da Junta tinha reivindicado.

Apoiando a comparação histórica que tinha adiantado (neofontismo), Miguel Alves lembrou que ao grande investimento público se juntou um importante investimento privado e de outras entidades, recordando a rede de fibra ótica implementada, o gás natural, a modernização da Linha do Minho e Ponte Ferroviária, a beneficiação da Estrada para Vilar de Mouros e o Cais da Rua. É um período de evolução "sem precedentes", referiu Miguel Alves.

O presidente também revelou que o concelho de Caminha lidera a nível nacional, a norte do Mondego, apresentando o maior rácio de casas para alugar a turistas no Airbnb, considerando a relação com a sua população, com uma taxa de 23%.

A forte presença na plataforma Airbnb vem, de resto, ao encontro das estatísticas que têm vindo a ser conhecidas, nomeadamente do INE, e que apontam para uma procura cada vez mais elevada por parte de turistas em geral, assim como de peregrinos vindos de todo o mundo, que fazem o Caminho de Santiago.

Na reunião falou-se ainda de questões relacionadas com este crescimento, que estão também a ser equacionadas, nomeadamente de limpeza e de segurança, tendo nesta última a Câmara investido, no último verão, quase 50 mil euros, assumindo uma despesa que não lhe compete na realidade, mas que se revelou importante, sobretudo para salvaguardar o espaço do coração do Centro Histórico.

Gabinete de Informação ao Munícipe




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Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"
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Da Monarquia à República no Concelho de Caminha
Crónica Política (1906 - 1913)

Autor: Paulo Torres Bento
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O Estado Novo e outros sonetos políticos satíricos do poeta caminhense Júlio Baptista (1882 - 1961)

Organização e estudo biográfico do autor por Paulo Torres Bento
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