A Junta de Freguesia já reuniu umas quatro vezes com a Câmara Municipal e Associação Cultural de Vile a fim de definir a intervenção no edifício da antiga escola primária, porque pretendem ampliá-lo e permitir dessa forma que aí se realizem espectáculos até agora impossíveis de materializar por falta de espaço. Uma troca de terrenos como uma vizinha está no projecto da autarquia vilense, referiu José Lima, presidente da Junta, no decurso de uma reunião da Assembleia de Freguesia (AF).
Elsa Barbosa, eleita pelo PS, aproveitou a sessão para pedir que se encerrasse o cemitério à noite, de forma a impedir roubos, embora fosse reconhecido que seria fácil saltar os muros a quem pretendesse entrar no recinto.
Além do mais, assinalou a delegada, verificam-se "movimentos anormais de carros, à noite, entre as 3 e 4 da madrugada" o que vem preocupando os moradores desse lugar. Elsa Barbosa denunciou ainda a falta de luz pública neste ponto da sua freguesia, "o que dá medo", sublinhou.
Junta e Assembleia debateram a melhor forma de resolver a questão do horário e funcionamento do cemitério e um pedido de ronda à GNR durante a noite nas imediações do cemitério foi sugerido nesta sessão.
Também Vile se queixa da falta de iluminação pública
Vile não poderia ser excepção, e as descrições de postes de iluminação ao alto sem que deles jorre luz, foram - a exemplo do sucedido na generalidade das freguesias do concelho de Caminha -, uma constante.
"Há muitas falhas", denunciou um dos delegados do PSD, Pedro Rodrigues, o qual pediu ainda a colocação de uma grade numa linha de água, de modo a impedir que entupisse com as folhas de árvores.
José Lima admitiu que "a EDP falha bastante". As reclamações demoram muito tempo a ser resolvidas e, apesar de todas as juntas já se terem reunido com a EDP, "continua tudo na mesma", além de terem igualmente contactado com os responsáveis pela empresa agora privatizada, na própria freguesia, mas "nada", desabafou. Referiu que a empresa sub-contratada pela EDP para executar estes serviços "tem dificuldade em encontrar as ruas" onde se verificam as falhas de luz, apesar de pedirem as coordenadas e colocarem-nas na plataforma, mas nem assim.
O derrube de um muro por acção de um tractor e a existência de um buraco resultante da instalação da rede de saneamento, permanecem ainda sem solução, referiu José Gaspar, delegado da oposição socialista.
O empenho da Junta de Freguesia e Associação Cultural de Vile na organização da Festa de Natal mereceu um elogio de Marina Coelho, presidente da AF, e em que uma infiltração de água no bar do Centro Cultural e a perigosidade das suas escadas de acesso, mereceram igualmente chamadas de atenção da parte dos delegados.
A Junta vai colocar jacto de areia nos degraus, assumiu o presidente da Junta, e vai averiguar a situação da infiltração. O rego da Rua das Cavadas já tem orçamento, elucidou José Lima, e pretende intervir em Fevereiro, tal como na Rua da Buraca.
Com o Orçamento e Plano 2020 aprovados por unanimidade, a Junta pretende aplicar os 49.000€ ao seu dispor. Cerca de 10.000€ serão destinados a obras e 5.600€ para limpezas que desejam melhoradas.
Apesar da exiguidade de verbas, a Junta paga quase a pronto, precisou José Lima, o que lhes permite negociar com mais facilidade com os empreiteiros.
Neste ano, autarquia vilense tem previsto remodelar os jardins junto ao cruzeiro e no Calvário, bem como pintar os muros do cemitério.
Já com o ano de 2019 a terminar quando a reunião teve lugar, José Lima acentuou a obra realizada em S. Pedro de Varais, com colocação de mais mesas e ampliação do espaço envolvente.