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Argela

"Saneamento, fibra óptica e gás natural é caminhar para o século XXI", Sandra Ranhada

"É pena que não tivesse sido feito (gás natural) ao mesmo tempo que o saneamento", José Sousa

Depois da fibra óptica e do saneamento, o gás natural vai chegar a Argela dentro em breve, prometeu Sandra Ranhada, presidente da Junta de Freguesia.

Esta informação foi prestada no decorrer de mais uma Assembleia de Freguesia, tendo a autarca esclarecido que a conduta entrará nesta aldeia pelo caminho do Atalho, proveniente de Venade, seguindo pela Rua da Boucinha, Rua de S. Bento e, "talvez até à Igreja", aduziu a autarca, uma extensão que se encontra em negociações, pormenorizou.

Sandra Ranhada está confiante que "mais dia, menos dia, poderá chegar às nossas casas", uma vez que o início da abertura das valas está previsto para este ano.

Insistindo no reconhecimento do benefício que este produto aportará à freguesia, a presidente de Junta lamentou contudo que as pavimentações novas recentemente realizadas como resultado da instalação da rede de saneamento, impedem que a rede de gás passe pelos mesmos sítios, devendo ser encontradas alternativas para que não se esburaque tudo novamente.

Este melhoramento foi reconhecido pela oposição social-democrata, levando José Gomes (novo delegado na AF, juntamente com Susana Gonçalves) a afirmar que "o gás natural é um bem para a freguesia" e que deve estender-se a mais pontos de Argela, apenas lamentando igualmente que este projecto não se tivesse desenvolvido em simultâneo com a rede de saneamento.

Sandra Ranhada está a pensar realizar um estudo a fim de avaliar os sítios por onde esta rede poderia também passar, como alternativa aos pavimentos recuperados.

Miolo do pavimento da N301 não foi entregue à Junta

Sandra Ranhada confirmou que a Câmara Municipal lhe tinha prometido entregar o miolo removido do antigo pavimento da EN 301, após ter sido substituído por um novo tapete no ano passado, mas o empreiteiro não o cedeu.

Esse miolo seria aplicado no caminho de Vales, com ligação a Vilar de Mouros, mas após contactos com a autarquia vilarmourense, foi-lhe dito que esta não estaria disposta a alugar máquinas a fim de o colocar a alisar esse piso.

Perante isto, a Junta de Argela pensou em aplicá-lo nos caminhos da Veiga, contudo, o empreiteiro não entregou esse material, impossibilitando-a de cilindrar esses pisos com ele.

Este assunto tinha sido abordado pelos delegados do PSD, ao pedirem informações sobre os contactos estabelecidos com a freguesia vizinha.

Estes delegados pediram também explicações à Junta sobre o aumento da altura do piso na EN301, o que provoca acidentes, referindo a Junta que o mesmo se passa no caminho de S. Martinho (em cuja ponte foram colocadas grades, referiu a autarca) onde o pavimento subiu sete centímetros, mas após contactar a Câmara, foi-lhe dito que não havia dinheiro para resolver o problema, encontrando-se a autarquia argelense a levar por diante um levantamento com a finalidade de resolver a questão da água.

Muros Brancos à espera de intervenção

Um madeireiro derrubou uma valeta ao cortar árvores nos Muros Brancos, na estrada de acesso a Dem, obrigando à colocação de umas placas em betão para proteger os condutores de veículos, os quais se viam igualmente constrangidos pelo precipício criado pela falta dos pinheiros e eucaliptos eliminados por esse corte, uma vez que apenas as árvores mais finas ficaram de pé, o que não lhes conferia confiança.

O caso está em tribunal e o PSD quis saber em que ponto estava o processo, revelando Sandra Ranhada que pretendia um acordo envolvendo a Câmara Municipal, para que o lenhador refizesse o piso e a valeta e o Município colocasse rails de protecção.

Falta de empreiteiros é constrangimento

A Junta de Freguesia depara-se com dificuldades em conseguir que os empreiteiros apresentem orçamentos para as obras que pretende levar por diante na aldeia caminhense.

Os eleitos pelo PSD chamaram a atenção para esta situação, bem como para a transferência de obras constantes do Plano de Actividades de 2019 para o seguinte, dando como exemplos o cemitério, Largo de S. Martinho e o caminho dos Moinhos, como referiu Carlos Azevedo.

Sandra Ranhada assinalou que "não há quem faça as obras", porque "o lucro é pequeno" para as empresas, a par de ter chovido muito nos últimos meses de 2019, o que atrasou algumas intervenções, como foi o caso da colocação de bancos ("prontos há três meses") em vários pontos da freguesia e de pavimentações referentes à instalação da rede de saneamento.

A autarca socialista disse ser esta "a realidade que existe", em que já têm material comprado, mas falta quem o coloque.

Caminho de Belém substituído pelo da Presa

Face à impossibilidade de levar por diante o arranjo do caminho dos Moinhos em 2019, a obra deverá arrancar este ano, e quanto à prevista intervenção no caminho de Belém ("que está muito feio", sublinhou), foi substituído pelo da Presa, o que obrigou à aprovação de uma alteração orçamental nesse sentido nesta assembleia, com os votos favoráveis de cinco delegados (incluindo um do PSD) e duas abstenções (PSD).

Caminho dos Moinhos ou da Páscoa

Com um orçamento de apenas 76.000€ para 2020, a Junta de Freguesia vai optar entre concretizar o caminho dos Moinhos ou da Páscoa. A par desta obra, pretende prosseguir com as limpezas e pequenos arranjos, ao mesmo tempo que aguarda que um empreiteiro complete os trabalhos encomendados pela Câmara e Junta com a instalação de grelhas, grades e caixas de água.

Em vias de finalizarem os trabalhos inerentes à rede de saneamento, a Junta de Freguesia apela aos habitantes que peçam a ligação dos ramais às suas casas, beneficiando do desconto de 50%.

Descargas de noite para o Real

O PSD acusou a presidente da Junta de não agir em relação às descargas clandestinas a coberto da noite para o regato do Real e pediu explicações sobre a utilização de herbicidas nos Baldios, uma vez que teme pelas consequências nas águas.

Sandra Ranhada considerou-se ofendida por terem dito que não actuava relativamente aos despejos no Real. Referiu já ter visto águas turvas, o que a levou a chamar de imediato a GNR e Câmara Municipal, mas "é preciso apanhá-los", vincou. A autarca acusou certas pessoas de despejarem as suas piscinas em estradas e regos.

Herbicidas colocam dúvidas

Quanto à utilização de herbicidas, a autarca asseverou que a empresa da limpeza possui "todas as autorizações". Convidou a oposição a colocar as suas dúvidas relativamente ao uso deste produto que elimina acácias e háqueas, mas "pode criar outros problemas", admitiu.

Esta sessão permitiu ainda à oposição pedir que houvesse cuidado na utilização de certas palavras utilizadas na AF anterior, dando Suzana Gonçalves o exemplo da frase "agir com má fé".

Candidatura para antiga escola

Sandra Ranhada historiou o processo de utilização da antiga escola primária pela Associação de Reformados do Concelho de Caminha, entretanto desactivada.

A autarca referiu que tinham decidido devolver o imóvel e bens à Junta, assim como a entrega de 2.000€. Contudo, o edifício pertence à Câmara Municipal, o que já levou à deslocação do presidente do Município ao local a fim de encontrar uma finalidade para ele. Segundo terá proposto Miguel Alves, haveria que tentar uma candidatura a fim de dar-lhe um uso. Todavia, nada mais soube sobre o assunto, concluiu a presidente de Junta.



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Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"
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Da Monarquia à República no Concelho de Caminha
Crónica Política (1906 - 1913)

Autor: Paulo Torres Bento
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O Estado Novo e outros sonetos políticos satíricos do poeta caminhense Júlio Baptista (1882 - 1961)

Organização e estudo biográfico do autor por Paulo Torres Bento
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Memórias da Serra d'Arga
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