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Gondar/Orbacém

Orçamento da autarquia com "valor record"

Caminho da Aldeia (Orbacém) e reabilitação do Centro Cultural (Gondar) prioridades absolutas

Junta quer resolver problema da falta de água no verão

A Junta de Freguesia apresentou um orçamento para 2020 com um "valor record" de 340.00€, tendo como "única prioridade" o alargamento e arranjo do piso do Caminho da Aldeia, em Orbacém, e a reabilitação do Centro Cultural de Gondar.

O Executivo local viu este documento aprovado por unanimidade da Assembleia de Freguesia (AF) e referiu que "estamos há dois anos a poupar dinheiro", permitindo-lhe "passar o ano com um saldo de 40.000€", destacou José Cunha, presidente da Junta.

Está previsto iniciar a obra do Caminho da Aldeia na Primavera, e os custos estão estimados em 130.000€, contando com uma verba proveniente do Orçamento Participativo camarário de 65.000€ para o efeito.

Igual montante será transferido igualmente para a Junta, relativamente a outro projecto aprovado em Orçamento Participativo há três anos, respeitante à recuperação do Centro Cultural. José Cunha assinalou que o projecto já está ultimado, devendo os trabalhos iniciar-se este ano, segundo lhe garantiu o Executivo camarário.

O autarca referiu ainda que o dinheiro que sobrar destas obras será aplicado unicamente em pequenas reparações e limpezas. Falou na contenção de custos e o mapa de pessoal com quatro lugares ficará reduzido a três funcionários para as limpezas.

"Estas duas obras são um compromisso nosso nestes dois anos", acentuou José Araújo, presidente da AF.

Inauguração do moinho de Bouça Mé em Janeiro

O moinho de Bouça Mé já está a moer" em Orbacém, anunciou o presidente da Junta, e abrirá quando "formos solicitados pela Câmara Municipal", acrescentou, uma vez que o Município disponibilizou dois homens nos últimos dois meses para concretizar os trabalhos, incluindo o desaterro de um cano em cantaria.

O presidente da Junta de Freguesia de Gondar/Orbacém elogiou esta recuperação porque "o moinho é muito bonito" e não existia nenhum a funcionar em Orbacém, em contraste com Gondar, onde há três engenhos.

Falta de água em Gondar é motivo de protesto

Uma emigrante em França que veio passar o Natal a Gondar onde construiu uma habitação, veio até esta assembleia pedir informações sobre a falta de água no período seco.

José Cunha comentou este protesto, dizendo que não acredita que a nova empresa de águas que passou a gerir toda a rede de águas em sete municípios do Alto Minho, incluindo o de Caminha, venha a investir (construção de reservatório e canalização) milhões para dotar Gondar com a rede de águas, a fim de abastecer cerca de 20 casas.

Junta quer resolver problema e diz haver condições para tal

Em Orbacém a água é um assunto resolvido porque há muita água na zona do Pincho, sendo apenas necessário reparar os canos partidos e cobrir os que se encontram destapados. A Câmara já tem conhecimento desta situação que urge resolver porque "qualquer dia não terão água", alertou.

Já em Gondar, onde a Junta assumiu que ficava com a gestão da água, o assunto é mais complicado, mas num dos lados desta freguesia, através da captação na Lourosa, o caso deverá ficar resolvido. Cunha esclareceu que existem outras minas, que embora fiquem com pouca água no verão, se for deviamente aproveitado todo o líquido das captações, ele deverá ser suficiente para abastecer todas as casas.

Rematando o diálogo travado com a assistente à AF, José Cunha garantiu que "temos água suficiente, mas temos de aproveitá-la bem", prometendo fazer as modificações imprescindíveis a uma abastecimento com garantias.

Este tema da falta de água sucede noutras freguesias próximas, como é o caso de Amonde e Freixieiro de Soutelo, onde os Bombeiros de Viana do Castelo são igualmente obrigados a fornecer este líquido através de autotanques, recordou o delegado Fábio Araújo.

Entroncamento perigoso

A mesma emigrante pediu a colaboração da Junta para resolver o problema do entroncamento da rua junto à sede da autarquia, quando alguém pretende aceder à estrada municipal. O estacionamento de viaturas junto ao café dificulta a visibilidade a quem sobe, podendo ocasionar acidentes, alertou.

Este ponto perigoso para o trânsito rodoviário em Gondar é uma preocupação para a Junta, como fez questão de referir José Cunha. A Câmara já foi alertada para que seja colocado um espelho, mas, recordou, há três anos foi aprovada uma proposta na Assembleia Municipal para que fossem postos 35 sinais de trânsito no concelho, mas até ao presente "nada", lamentou.

O autarca assinalou ainda outra contrariedade nesta rua onde se situa a sede da Junta de Gondar, porque as pessoas esquecem-se que desde há uns anos a esta parte já se circula nela - o que não sucedia no passado - e continuam a estacionar no meio dela, o que ocasiona protestos.

A Junta e a Assembleia de Freguesia abordaram outros assuntos, como foi o caso do entupimento de um aqueduto junto ao antigo café Emigrante, conforme assinalou José Araújo, mas a remoção das folhas é da competência da antiga JAE, recordou José Cunha. Prometeu enviar fotos para a GNR e para esse organismo do Estado para que intervenham, uma situação que a Junta poderia resolver, se não tivesse sucedido terem já sido notificados uma vez por terem actuado em área que não era da sua competência.

"Luz pública é uma desgraça em todo o lado"

Após assinalar que tinham colocado e iluminado uma imagem do Salvador do Mundo num entrocamento da Estrada Municipal com o acesso à Igreja de Gondar, a Junta abordou o problema da iluminação pública que "é uma desgraça em todo o lado". José Cunha referiu que já tinham solicitado à Câmara que intercedesse junto da EDP, a fim de serem colocados três pontos de luz no Alto da Pinta, em Gondar, e no lugar de Roma e no caminho dos Altos das Cancelas, em Orbacém.



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Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"
Autor: Paulo Torres Bento
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Crónica Política (1906 - 1913)

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Organização e estudo biográfico do autor por Paulo Torres Bento
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