A Junta de Freguesia reuniu com a organização do Festival de Vilar de Mouros, durante a qual foram revelados alguns pormenores significativos sobre o evento de 2019.
Segundo dados recolhidos pela organização, a maioria dos festivaleiros situa-se entre os 36 e os 45 anos, sendo predominantes os assistentes das zonas do Porto, Braga, Espanha, Viana do Castelo, Lisboa e Aveiro.
Cerca de 150 orgãos de comunicação social fizeram a cobertura do evento, e a maior parte das notícias produzidas (que triplicaram) foram on-line.
Registou-se um aumento (22.000) do número de espectadores, situando-se nos 46.000 nos três dias, segundo divulgou a organização.
As tendas de campismo subiram para 4.000, e mereceram destaque as preocupações ambientais, como foram as apostas nas águas dos banhos reutilizáveis para autoclismos e a criação de uma central de compostagem comunitária.
Decorrente do protocolo estabelecido entre Junta, Câmara e organização do Festival de Vilar de Mouros, a autarquia vilarmourense já recebeu 20.000€ da autarquia caminhense e espera que em breve o consórcio organizador pague os 45.000€ em dívida. A autarquia vilarmourense não esquece a criação de um Museu do Festival, tendo a Casa do Barrocas logo ali à mão de semear para esse efeito, diga-se de passagem.
Gás natural é benefício, só que vai "esventrar" a freguesia
A Junta de Freguesia reuniu igualmente com responsáveis pela empresa a quem foi adjudicada a exploração do gás natural no concelho de Caminha, ficando a saber que este produto vai chegar a Vilar de Mouros através da instalação de uma conduta proveniente de Argela e que seguirá até Lanhelas em direcção a Vila Nova de Cerveira, prevendo-se que todas as freguesias venham a beneficiar deste bem de consumo.
"O mau é que teremos toda a freguesia novamente esventrada" em 2020, disse receoso Carlos Alves, autarca que pretende evitar que seja aberta a Estrada do Funchal, embora para colocação dos ramais a alternativa não exista.
Saneamento deverá expandir-se
Pensando no futuro, a Junta vai pugnar pelo alargamento da rede saneamento até ao Agrelo e Marinhas, de modo a que a totalidade da freguesia venha a beneficiar rapidamente deste melhoramento.
Quanto ao futuro imediato, neste ano de 2020, a Junta de Freguesia vai contar com 140.000€ no seu Orçamento aprovado com três abstenções (PS e PSD), em que as intervenções mais significativas previstas serão as seguintes: Limpeza dos largos do Casal e António Barge; pavimentações ou repavimentações de um troço dos caminhos do Agrelo (desde o fontenário), Cruzeiro e Laura (Marinhas) e dos caminhos do Tonicos, Torrão e Rocha.
A Junta, a par de diversas operações de limpeza e desobstrução de regos e valetas, pretende efectuar a manutenção do caminho pedonal entre a Ponte Medieval e as Azenhas e criar um outro desde o CIRV até à Escola Básica. A reabilitação do largo da Fonte está igualmente nos projectos deste ano, sublinhou Carlos Alves, assim como pretende continuar a reflorestação da freguesia e combater a praga das lagartas que tem dizimado árvores no Largo António Barge. A criação (conclusão) de um roteiro turístico, a sinalização dos Caminhos de Santiago e a aquisição de uma carrinha para transporte de crianças são outros projectos em perspectiva para 2020.
O que foi feito em 2018/19…
Esta assembleia permitiu ainda ao Executivo local recordar o que já foi executado nos últimos seis anos, nomeadamente em 2018/19, como foi o caso da extensão da rede de fibra óptica, compra de terrenos na Chousa, colocação de piso em paralelo na Estrada do Ponte (10.000€), alargamento das curvas da estrada do Funchal e respectiva repavimentação em betuminoso (15.000€), assim como foram repavimentados troços dos Barros Negros (10.000€).
...e antes desses anos
Quanto a obras anteriores a estes anos, citaram o Largo da Lapa, ligação dos fontenários antigos do Agrelo, conclusão do Largo de S. Brás, beneficiação do adro de Santo Amaro, recuperação do Festival e conquista da Bandeira Azul na praia das Azenhas.
Capela da Srª do Encontro em mudança
A mudança de local da Capela da Senhora do Encontro, obrigou a Junta a colocar muros em granito e a delimitar os respectivos terrenos, o que originou alguma troca de opiniões nesta assembleia, frisando Carlos Alves que assumiu estas obras porque "era de interesse público" a sua concretização.
Muro caído na Buraca
Há pisos em Vilar de Mouros a necessitar de intervenções, como serão os casos dos caminhos da Aveleira e da Buraca, conforme destacou o delegado eleito pela CDU, Jorge Feital, por haver um muro caído há muito tempo nesta última ligação.
"Iluminação está um caos"
A falta de iluminação pública em vários pontos da freguesia (junto à capela mortuária p.e., conforme assinalou a delegada socialista Julieta Alves) permitiu a Carlos Alves fazer-se eco das demais queixas de autarcas das freguesias do concelho de Caminha.
O autarca repisou que as falhas de luz acontecem em toda a parte. Os cidadãos também têm protestado junto da EDP, mas argumentam que "não têm meios", o que se torna "um calvário" para todos, lamentou.
A existência de muitos buracos em algumas estradas e caminhos de Vilar de Mouros mereceu outro reparo dos eleitos socialistas, levando o autarca da CDU a responder que, eventualmente, a empresa que esteve a instalar a rede de saneamento talvez estivesse de férias, situação agravada pelo mau tempo que se fizera sentir. Carlos Alves referiu que a própria Junta fora obrigada a "tapar buracos" a fim de remediar a situação.
Pedida conclusão da Estrada do Funchal
Outro assunto que mereceu uma apreciação da parte do Executivo da CDU, foi a marcação do pavimento da Estrada do Funchal e a colocação de um abrigo para passageiros, conforme assinalara Raúl Torres, o único delegado eleito pelo PSD.
Carlos Alves admitiu que já tinham falado com a Câmara Municipal sobre este assunto, admitindo que o mau tempo tenha obstado a que fosse sinalizado o meio da via e também ao longo das valetas. Quanto ao abrigo, está previsto no Pano de Actividades para 2020.
O presidente da Junta deu conta à assembleia de que uma pessoa com segunda habitação em Vilar de Mouros tinha doada uma roçadora à Junta e oferecera prendas para as crianças da freguesia.