Das águas límpidas e frondosas margens que possui, o Rio Âncora corre riscos de colapsar.
A fauna e a flora aquática do Rio Âncora poderão estar seriamente ameaçadas, derivado ao baixo nível de água que o leito do rio comporta.
Apesar do caudal que apresenta ser considerado normal tendo em conta a época do ano, não se revela suficiente para manter os níveis lóticos normais, podendo afetar a vida aquática, porque o açude do Paredão foi alvo de danos causados com a construção do Pontão da ciclovia.
O açude da levada do Paredão foi danificado e alterado na sequência das intervenções levadas a efeito pelo empreiteiro contratado pela sociedade do Polis Litoral Norte no âmbito da empreitada de construção da Ciclovia batizada com o nome de Francisco Sampaio.
A Junta de freguesia de Âncora contatou a Polis Litoral, solicitando informações sobre o eventual estudo de impacto ambiental que terá sustentado a alteração efetuada no açude que desde incontáveis anos regula o volume de água do leito do rio, mas não obteve qualquer resposta.
Na realidade, o percurso desde a levada do Paredão, até à levada da Torre, dista cerca de 850 metros para montante e está irremediavelmente ameaçado no que diz respeito à sua biodiversidade, caso num curto espaço de tempo, não sejam tomadas medidas necessárias para devolver ao rio as suas capacidades de desenvolver os ecossistemas para os quais está vocacionado.
A Junta de Freguesia de Âncora está a ponderar recorrer ao apoio das Associações Ambientais que possam interessar-se pelo problema para tentar sensibilizar as entidades responsáveis uma vez que o diálogo que encetou com elas não se revelou profícuo.
A Junta de Freguesia de Âncora fez o registo fotográfico no início de Outubro, desde a Ponte da Torre até ao Paredão, verificando que o caudal do Rio Âncora corre perigo.