Luís Espinheira pretende "chocar" com a edição do seu segundo livro, apresentado na Biblioteca Municipal de Caminha no passado fim-de-semana.
"A Madrasta", assim se chama esta obra, revela a personalidade do autor que escreve "sobre tudo sem medos" e abordando temas que "assustam as pessoas", mas, acentuou, "eu não me assusto".
"Sou super-irresponsável"
Irreverência, muita dose de feminismo ("acho que consigo pôr-me no papel de uma mulher, porque dou-me melhor com elas do que com eles"), centraram a conversa que manteve com três amigos e em que envolveu posteriormente os assistentes.
Numa época em que "as coisas mudam muito depressa", este livro (romance?) centra-se numa madrasta ("mulher muito poderosa") apaixonada pelo enteado (e vice-versa) dias depois da morte do marido (e pai do jovem).
"Estamos aqui para apoiar o Luís", acentuaram os três amigos (Tiago, Renata e Adriana) que mantiveram uma conversa informal (e divertida) e o submeteram um chorrillo de perguntas irreverentes e mesmo provocatórias às quais respondeu com desassombro.
Com um segundo livro pronto, e trabalhando já num quarto, Luís Espinheira compagina o ensino com actividades lúdicas, sendo fiel a uma filosofia de vida em que a igualdade de género é ponto de honra (no bar/discoteca onde colabora, não se praticam preços mais baixos nas entradas de mulheres, fez questão de precisar).