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Âncora

Apreciada colaboração dos ancorenses
na I Festa dos Sabores do Forte, Mar e Serra

A delegada Catarina Neves elogiou a realização da I Festa dos Sabores do Forte, Mar e Serra que decorreu durante três dias do mês de Agosto no Forte do Cão e aproveitou a sessão da Assembleia de Freguesia (AF) para agradecer a colaboração dos ancorenses que contribuíram para o êxito da iniciativa.

A Junta de Freguesia congratulou-se também com o regresso da festa e com a disponibilidade das pessoas para a reerguerem, o que permitiu angariar verbas para a reparação dos largos da junta e do parque infantil.

Coincidindo a reunião da AF com o final do Verão, a época balnear foi referência obrigatória, tendo reconhecido esta delegada socialista que tinha "corrido bem", pese embora o problema com os passadiços. Passadiços estes que suscitaram alguma discussão entre a delegada da oposição Idalina Fernandes (PSD) e António Brás, presidente da Junta.

"Falta de civismo"

António Brás, após comungar do optimismo expresso pela delegada do seu partido (PS) em referência ao Verão na praia da Gelfa - "cada vez mais procurada", precisou -, explicou ter sido impossível reparar os passadiços por falta de madeira - dado que as empresas fornecedoras se encontravam de férias - e verberou certas pessoas que, "por falta de civismo" levam consigo tábuas soltas.

Os delegados dissecaram a actividade do executivo local durante os últimos meses e Catarina Neves felicitou-o pela instalação de luz pública no adro da igreja ("há pokemons por detrás dela", anotou) e pediu informação sobre a criação de casas de banho neste local, bem como se referiu ao aproveitamento dos pisos das ruas do Poço e Moinho.

Exigida fibra óptica para a Gelfa

A fibra óptica ainda não chegou à Gelfa, apesar de ter sido prometida há três meses, referiu Idalina Fernandes, pedindo igualmente explicações sobre o facto de o hospital de S. João de Deus já a possuir.

Após sinalizar a falta de espelhos em alguns pontos, esta eleita pelo PSD pediu a repavimentação das artérias dotadas da rede de saneamento e pediu esclarecimentos sobre a situação do loteamento de Laboradas. A delegada acentuou que ignorava a relação entre o Seixinho e a Espiga com esse processo, atendendo a que nunca tinham abordado estes locais em AF.

Fibra óptica depois de electrificação da linha férrea

A colocação da fibra óptica só depois da electrificação da linha férrea, justificou António Brás o atraso, apesar de ter havido expectativas de que poderia ser instalada num prazo de três meses. Se o Hospital da Gelfa já possui fibra óptica, foi porque se enquadra num esquema industrial.

Deu outras explicações sobre a situação do imbróglio de Laboradas, começando por dizer à delegada social-democrata que não percebia que ligação poderia ele ter com um processo que se reporta aos mandatos sociais-democratas e que António Brás e os seus executivos têm estado a tentar resolver desde 2009.

Criticando a actuação dos executivos anteriores, António Brás disse que eles tinham trabalhado "tão bem", ironizou, que "agregaram o Seixinho e a Espiga em Laboradas", concluindo ter havido um "tratamento duvidoso" da Junta do PSD ao longo desses anos, o que obrigou o actual Executivo a "rectificar rudo", tarefa que vêm desenvolvendo há 10 anos.

Entulho mal colocado

Esta assembleia debateu com algum pormenor a colocação indevida de lixo e entulho na freguesia, frisando o presidente da autarquia local que não compete ao seu Executivo fiscalizar esses despejos, nem os passadiços. Contudo, vem alertando a Câmara Municipal e é de opinião de que quem o faz não merece ficar "impune". Em contraste, apontou o exemplo de um acto de civismo, quando disse ter visto um veraneante de Barcelos a pregar tábuas soltas nos passadiços dos Caldeirões, pelo que convidou o delegado social-democrata João Oliveira (igualmente denunciante da situação dos passadiços) a participar nestas iniciativas, ao que este ripostou sobre quem tem responsabilidade de intervir.

Insistindo o PSD no despejo irregular dos designados "monstros", a Junta insistiu que a sua recolha está reservada à empresa Lusagua e admitiu ser estranho o atraso apontado por uma delegada (Maria João Lima) do PSD relacionado com uma situação pessoal de pedido de esclarecimento à empresa contratada pela Câmara.

Junta e Câmara intervirão da Rua do Calçadão

Ficou a conhecer-se nesta sessão pública - em que foi aprovado um voto de pesar e respeitado um minuto de silêncio apresentado pela Junta de Freguesia pelo falecimento de João Rodrigues Afonso, ex-secretário da autarquia (e também vereador) eleito nos anos setenta/oitenta pelo PSD - "gesto" apreciado por Idalina Fernandes, conforme fez questão de vincar -, que a Junta e Câmara pretendem agora avançar com a intervenção na Rua do Calçadão.

Rua do Seixinho

Outro voto aprovado pela AF relacionou-se com a cedência de um terreno à freguesia por parte de um morador. Os delegados concordaram com a atribuição do nome de Rua do Seixinho a um caminho sem saída com 63 metros, mas de acesso a várias casas, inserido no lugar com o mesmo nome, após conclusão de obras de pavimentação.

Programa Qualifica enfrenta oposição e Junta

A cedência do edifício da Junta para o funcionamento (sempre que necessário) de aulas do programa Qualifica (recusado pela Ancorensis, aquando do encerramento da escola), mereceu o estabelecimento de um protocolo com a Coopetap, aprovado pela maioria socialista. Idalina Fernandes discordou deste acordo, dado não ver qual a vantagem do mesmo para a freguesia, entendendo que apenas serviria aos administradores dessa cooperativa de ensino para se candidatarem a financiamentos. António Brás admitiu que quantas mais juntas o subscreverem, melhor para a aprovação da candidatura, levando-o a insurgir-se contra a posição de desconfiança dos sociais-democratas, quando estes disseram que "a sede da Junta não era um salão de mostras".

Idalina Fernandes insistiu na sua posição e afirmou que "nós não vetamos os interesses dos ancorenses", levando António Brás a concluir que "se prova que o PSD está contra a alfabetização".

Terreno arrendado igualmente motivo de controvérsia

A cedência/aluguer de um terreno para que um pequeno industrial possa colocar um contentor num terreno da Junta a fim de desenvolver a sua actividade, suscitou troca de palavras entre maioria e oposição, com esta a perguntar se a pessoa em causa não possuía um terreno próprio, porque "todos são ancorenses" e haveria que ponderar bem o arrendamento.

A Junta desconhece se a pessoa em causa possui espaços disponíveis ou não, mas considera ser importante arrendar o terreno, atendendo inclusivamente à falta de rendimentos próprios da autarquia, dado que apenas recebem uma verba da cedência da instalação de antenas. António Brás concordou que "todos os ancorenses são iguais", um lema também seguido pela sua autarquia, acentuou, mas elogiou os alertas dados pela delegada da oposição.

Maioria e oposição com posições antagónicas

A assinatura de um contrato com a Câmara de Caminha, a exemplo de anos anteriores, correspondente aos transportes escolares, suscitou novo enfrentamento entre as duas forças políticas representadas na AF e Junta.

Idalina Fernandes acusou a Câmara de "estar a governar com o dinheiro da Junta de Âncora", devido aos atrasos verificados nas transferências das tranches respeitantes aos transportes escolares e António Brás a garantir que pretende colaborar com todos, incluindo a utilização da carinha da Junta para eventos, a qual merecerá o estabelecimento de outro protocolo, continuando a ser cumpridos com rigor os pagamentos previstos, como a Câmara tem feito, atalhou.


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Da Monarquia à República no Concelho de Caminha
Crónica Política (1906 - 1913)

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