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Vilarelho

25 Anos do Centro de Dia

O Centro Social e Paroquial de Nª Sª da Encarnação celebrou no último Sábado o seu 25º aniversário, com um acto litúrgico e diversa animação.

Após a celebração de uma missa na Igreja Velha por parte do pároco Rui Rodrigues, simultaneamente presidente da direcção deste Centro de Dia e de Apoio Domiciliário, seguiu-se diversa animação a cargo da Escola de Concertinas de Caminha e da Academia de Danças Tradicionais de Caminha e Vilarelho.

Tasquinhas distribuídas à entrada do edifício do Centro de Dia, permitiram fornecer um lanche aos seus utentes e convidados, mercê das diligentes prestações das 20 funcionárias, sua directora e direcção, terminando com um bolo de aniversário.

"Percorremos imensas freguesias"

O padre Rui Rodrigues assumiu há três anos a direcção desde Centro Social e Paroquial após ter sido investido na condução das paróquias de Caminha e Vilarelho, embora continuando a exercer funções pastorais em Cristelo e Moledo.

Referiu ao C@2000 que este aniversário "representa o iniciar de um sonho para a instituição, começado pelo padre David e continuado pelos meus antecessores", tendo como finalidade "cuidar das pessoas que mais necessitavam, quer em Vilarelho e Caminha, como nas freguesias ao redor".

"Para mim", vincou, "é continuar um legado que me foi confiado", prosseguiu o padre Rui Rodrigues, tendo ao todo mais de 20 utentes a frequentar o Centro de Dia e mais de 40 a receber apoio nos seus domicílios.

A par da presidência do Centro Social e Paroquial de Nª Sª da Encarnação, continua a acumular com o mesmo cargo no Centro Paroquial de Moledo, só possível, explicou, "pelo apoio da direcção e equipa técnica", assegurando que "faz-se bem" este desempenho nas duas instituições.

Falta dinheiro para um novo edifício

Há muitos anos que as sucessivas direcções do Centro de Vilarelho vêm pugnando pela construção de um novo e eficiente edifício que permita desenvolver de uma forma mais abrangente e eficaz o seu labor de apoio aos idosos necessitados. Já há terreno, mas falta dinheiro.

"Falta o principal. O apoio financeiro que não temos, infelizmente, e, a instituição, por si só não tem capital próprio para investir numa obra que implica muito dinheiro, e como a nível do Estado não há financiamento, não se consegue realizar".

O padre Rui Rodrigues não consegue avaliar qual o montante necessário, hoje em dia, para levar a cabo a obra, atendendo a que o próprio projecto elaborado há bastante tempo "se encontra desactualizado", o que obrigaria ao desenho de um novo traçado.

Espera que o novo quadro comunitário enquadre este tipo de apoios financeiros, e, então, não hesitarão em avançar, assegurou.

Uma das primeiras funcionárias

Conceição Dâmaso, já reformada, foi das primeiras funcionárias deste Centro de Dia e não faltou a este convívio do qual fez parte ano após ano.

Um mês depois da sua abertura já se encontrava "a trabalhar na limpeza, na lavandaria, servia os lanches e cheguei a fazer alguns domicílios", até que passou a chefiar a cozinha, cargo que manteve até à reforma, referiu ao C@2000.

Evidenciou saudades que tinha por esses tempos em que "todas nos dávamos muito bem" em prol de uma comunidade que necessitava dos seus préstimos.

"No princípio, éramos oito funcionárias orientadas pela Margarida - uma chefe espectacular - e que andou com isto para a frente", assinalou Conceição Dâmaso que ainda recorda com saudade os utentes que passaram por esta instituição. "Apenas está cá uma utente desses tempos, com 78 anos".

"Raramente venho cá", reconheceu a antiga chefe da cozinha do Centro de Dia de Vilarelho, após elogiar o desempenho de todos ao párocos que o presidiram e que "deixaram saudades", nomeadamente o fundador, o padre David Fernandes.

"Funcionárias são anjo da guarda da população mais idosa"

A Junta de Freguesia de Caminha/Vilarelho marcou presença neste aniversário que "representa um acontecimento feliz para a freguesia, porque este Centro tem feito um grande trabalho e felizes os mentores desta obra que tiveram uma ideia visionária, sabendo do envelhecimento da população e, com muito poucos meios puseram-se a trabalhar para construir um Centro de apoio aos mais idosos", assinalou Miguel Gonçalves.

O presidente da Junta enalteceu todo o esforço dos fundadores, directores e funcionárias que "têm feito uma obra notável", vincando em particular a determinação e desvelo destas últimas que "vão a muitos sítios onde muitas vezes só elas chegam com uma palavra de conforto".

Por tudo isto, "este é um dia feliz para a Junta de Freguesia porque encaramos esta obra como essencial, cada vez mais necessária e só temos que desejar outros 25 anos".

Pronunciando-se sobre uma aposta já com largos anos, referimo-nos à nova sede do Centro de Dia de Vilarelho, Miguel Gonçalves é conhecedor da existência de "um projecto de ampliação das instalações, mas a freguesia não tem capacidade financeira para tratar desse tema". Admite, contudo, a existência de algumas reservas, incluindo a questão dos terrenos, embora saiba que a instituição já possui um espaço destinado a esse fim.

Garante, no entanto, "toda a pressão institucional da freguesia para que estas instalações sejam substituídas porque são manifestamente pequenas".

Estados e Europa terão que dar respostas sociais

Miguel Gonçalves aponta o caminho ao Estado para resolver esta situação, porque "esta realidade existe e será cada vez mais necessária no futuro e estou convencido que haverá fundos comunitários para esta matéria, porque o envelhecimento atinge todos os países da Europa e terão que dar uma resposta, a qual não é possível resolver pelas juntas de freguesia e câmaras municipais", concluiu.



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