A Assembleia Municipal de Caminha aprovou uma série de contratos com as juntas de freguesia destinados a reforçar a rede de transportes escolares, apoio à família e fornecimento de refeições.
Foi pretexto para que a deputada municipal socialista Emília Roda tivesse realçado a "aposta" do Executivo camarário nesta área, apontando alguns exemplos, o que permitirá "mais um ano tranquilo" para os cerca de 1.600 alunos do Agrupamento de Escolas do Concelho de Caminha, se exceptuarmos as obras de reabilitação previstas, precisou.
Miguel Alves assumiu que "este é um tema que passa um pouco ao lado", apesar de a Câmara ter investido muito, mesmo antes da descentralização em curso.
O autarca congratulou-se com a manutenção do número de alunos no agrupamento, nomeadamente na pré-primária e aumento no 1º ciclo, e avançou com uma série de números referentes a investimentos anuais neste sector, "na perspectiva de termos melhor ensino nas escolas e bons cidadãos", explicou.
Acrescentou que com a descentralização de competências na autarquia, o Ministério da Educação disponibilizará 1,5 milhões de euros para o próximo ano, verba que inclui os salários dos 113 trabalhadores que passaram para a alçada da Câmara. Com as obras de reabilitação da C+S de Caminha, serão ainda investidos 3,5 milhões de euros e 1,7 na Primária de Vila Praia de Âncora e sede da Academia de Música Fernandes Fão, cujo projecto deverá ficar concluído até Outubro a fim de ser objecto de uma candidatura, completou.
Respondendo a uma interpelação dos deputados municipais Pedro Casal e Celestino Ribeiro sobre o processo de construção da nova escola de Caminha, o presidente do Município reconfirmou as suas palavras da reunião camarária de 2 de Setembro.
O corte verificado no ensino profissional no ensino público "afastou alunos do concelho", denunciou o comunista Celestino Ribeiro.