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Festa do Rio agradou a todos

Homenageados no Dia da Comunidade ainda vão ser escolhidos

"A Festa do Rio melhorou com a passagem para junto do rio" e regista-se uma progressão "de ano para ano", admitiu António Rodrigues, delegado eleito pelo PSD para a Assembleia de Freguesia (AF), tendo ainda agradecido "a todos os que colaboraram", no que foi corroborado por Rui Ramalhosa, presidente da Junta, frisando que "o local é bom, fez bom tempo e a programação decorreu sem interrupção", o que agradou aos muitos seixenses e turistas que acorreram até ao parque de estacionamento do Cais de S. Bento, onde decorreu o evento.

De modo a projectar ainda mais esta festa, Nuno Cardal, igualmente delegado da oposição na AF, sugeriu que houvesse uma "melhor planificação e com mais tempo" de preparação do programa.

"Dêem mais ideias para o ano", sugeriu o presidente da Junta, tendo apontado como um dos pontos fortes desta edição a colocação de candeias.

Homenageados no Dia da Comunidade ainda indefinidos

Maioria socialista e minoria social-democrata na AF e a Junta de Freguesia vão reunir em princípios de Outubro a fim de acertarem em definitivo os nomes dos homenageados no Dia da Comunidade Seixense (9/Novembro) deste ano.

Depois de os quatro delegados sociais-democratas terem sugerido na reunião de Junho os nomes de Fernando Catarino, responsável pelos Escuteiros de Seixas que completaram 40 anos em 2019 e das catequistas da paróquia, os cinco delegados socialistas e a Junta de Freguesia, propuseram nesta assembleia de Setembro que fosse adiada uma tomada de decisão definitiva, alegando que deveria ter havido um "pré-entendimento", antes de serem apresentados nomes.

Os eleitos nas listas do PSD discordaram desta opção que acabou por ser aprovada com os votos dos cinco delegados do PS e a abstenção da oposição, porque, justificaram, tinham indicado esses nomes depois de no ano anterior lhes terem sugerido que o fizessem no seguinte, conforme referiram António Rodrigues e Nuno Cardal, sob promessa de que os aprovariam.

Assim, AF e Junta vão reunir-se em princípios de Outubro com o propósito de encontrar um consenso, após o que a Assembleia de Freguesia decidirá em definitivo, se não se verificar unanimidade entre todos.

Sarjetas do Paçal soterradas após pavimentação

Após ter sido levada a cabo uma repavimentação do piso no Paçal em mandato do PSD, as sarjetas aí existentes despareceram, ficando enterradas.

Uma moradora neste lugar voltou a marcar presença na AF, pedindo a sua reposição, porque os cheiros maus apoquentam os moradores, nomeadamente quando lavam o peixe na rua, denunciou.

A Junta de Freguesia gostaria de resolver este problema, mas o projecto da pavimentação da rua desapareceu do arquivo camarário, explicou Rui Ramalhosa, sendo impossível estar a esburacar o tapete sem que se saiba com exactidão onde ficavam os locais das sarjetas.

No entanto, o autarca seixense prometeu voltar a falar com o vice-presidente sobre este caso, mas duvida que seja possível encontrar o respectivo projecto.

Limpeza e semáforos

Outro morador agradeceu a colocação de lâmpadas na sua rua, e, um segundo seixense, lamentou o atraso registado na limpeza da beirada do rio no Verão que agora finda, bem como na EN13.

A falta de pessoal e bastante humidade durante os últimos meses obstaram a que a limpeza da beirada do rio tivesse sido mais eficaz, justificou a situação o presidente da Junta, e quanto à N13, é da responsabilidade da antiga Junta Autónoma de Estradas, tendo apontado como algo perigoso a falta de visibilidade no cruzamento do Alto da Veiga. Louvou, contudo, a aceitação por parte deste organismo da colocação numa situação de intermitência os semáforos durante o Verão. Todavia terminado o mês de Agosto, logo voltaram a funcionar regularmente, o que gerou longas filas de carros, nomeadamente aos fins-de-semana, lamentou Nuno Cardal.

Falta pessoal

A Junta de freguesia, perante a insistência da oposição quanto à necessidade de reforçar o sector da limpeza dos espaços públicos (como sucede na Av. de Feital, recordou António Rodrigues), assinalou a dificuldade em recrutar pessoas na freguesia, conforme é seu desejo, vendo-se na contingência de o fazer noutras paragens.

A degradação da prancha de embarque de S. Sebastião e a falta de vedação da marina ("ia lá caindo uma criança", precisou Nuno Cardal) mereceram reparos da oposição, levando a Junta de Freguesia e admitir que iria alertar a Câmara quanto à perigosidade da primeira plataforma, mas admitiu que a autarquia caminhense não tem dinheiro para a reparar e, quanto à segunda, reconheceu ser necessário intervir. Referiu, no entanto, que procederam à limpeza da marina, dado que tinham lançado vários objectos e lixo para o seu interior.

Lixo, recolha dos ecopontos e lombas

Mais pormenores a merecer a atenção da Junta de Freguesia foram apontados pela oposição, como foi o caso da forma deficiente como é feita a recolha do lixo e limpeza dos contentores em Coura, como destacou Anabela São Bento, ou a necessidade de recorrer à colocação de lombas na Av. das Faias, conforme sugeriu José Carlos Sousa. Esta proposta não foi bem acolhida por parte da Junta de Freguesia, porque "eu sei bem o que é ter lombas à porta", atalhou Rui Ramalhosa, antes preferindo pedir à GNR que proceda a uma vigilância mais apertada aos excessos de velocidade.

Ainda em relação à recolha dos depósitos nos ecopontos em Coura, o socialista Hugo Rodrigues informou que tinha contactado a empresa alertando-a para a necessidade de proceder ao seu esvaziamento, e que resultara, embora os atrasos se verificassem também noutras freguesias.

Limites de Coura com Marinhas para ratificação

A manutenção do contrato estabelecido com a Portucel para a exploração do monte do Gurito mereceu um pedido de explicação da parte de António Rodrigues, e a definição dos limites com o lugar de Marinhas, em Vilar de Mouros, permitiu uma troca de palavras com o presidente da Junta, atendendo a que o acordo com a empresa de celulose carece de uma clarificação ("ratificação") de confrontações entre as duas freguesias, mas que António Rodrigues assegura que já tinha sido estabelecida quando fizera parte da junta seixense.

Rui Ramalhosa apontou ainda para o problema da falta de limpeza nos montes.

Alguns pormenores a merecer a atenção da Junta fora ainda apontados pelos delegados sociais-democratas, tais como uma tampa de saneamento desnivelada junto ao antigo posto da Guarda Fiscal, em Pedras Ruivas, a necessidade de recolocar o cruzeiro derrubado junto à N13 (a Junta pretende construir um novo, atendendo a que o original não era antigo) e reposição de umas pedras no Largo de S. Bento.

Quatro projectos camarários em dois anos

Instado a esclarecer quais as obras que a Câmara pretende incrementar em Seixas nos próximos dois anos, Rui Ramalhosa referiu que o vereador Rui Lages, responsável pelas obras públicas, aponta para a intervenção na marina, prolongamento da ecovia até Pedras Ruivas, criação da zona de lazer junto ao Cais de S. Bento e resolução de alguns problemas na rede de saneamento.


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