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Assembleia Municipal

Carlos Castro mantém ameaça de entrar em greve de fome se não for resolvido o problema da limpeza na vila

Miguel Alves acusa presidente da Junta de ser "um dos máximos responsáveis pela falta de limpeza"

Carlos Castro e Miguel Alves travaram um debate aceso no decorrer da reunião da última Assembleia Municipal, neste final de verão, em que a questão da limpeza dos espaços públicos e recolha do lixo tiveram interpretações diametralmente opostas por parte dos dois políticos locais.

Se Carlos Castro considera "obsoleto" o sistema de limpeza urbana em Vila Praia de Âncora, o presidente da Câmara respondeu-lhe que "é da sua responsabilidade e recebe dinheiro (da Câmara) para limpar os espaços públicos".

"Inaceitável"

O presidente da autarquia ancorense insiste que os pavimentos se encontram sujos e cheios de lixo e prevalecerem maus cheiros decorrentes da falta de higiene, acusando a empresa contratada pela Câmara de não cumprir o que foi definido, o que considera "inaceitável".

Foi referido pelo autarca ancorense que tem enviados ofícios para a Câmara e empresa mas que não obtêm resposta, nem ter resultado a reunião que manteve com os responsáveis da Luságua, o que o levou a afirmar que "nós ainda temos que cortar a erva e limpar".

Carlos Castro, após admitir que a limpeza apenas melhorou durante a Festa de Nª Sª da Bonança, perguntou ao líder do Executivo camarário se o problema não residia na dívida de um milhão de euros à Luságua, conforme o revelavam as contas no final de 2018, além de ignorar se ela não teria mesmo aumentado.

Por tal razão, assegurou que mantém de pé a hipótese de realizar uma greve de fome, se não resolverem este problema.

"Se é incompetente, nós assumimos"

As críticas à Câmara mereceram uma réplica de Miguel Alves, dizendo-lhe que "se é incompetente, nós assumimos" a limpeza que se encontra delegada na autarquia ancorense. Sobre o funcionamento da Luságua, o presidente da edilidade assegurou que ela "tem que cumprir o contrato", o qual não difere do que tinha sido estabelecido no passado, precisou.

O impedimento por parte da Junta de utilização de herbicida (glifosato) na eliminação de ervas e mato terá causado algumas dificuldades à empresa, admitiu Miguel Alves, mas a própria autarquia ancorense usou esse produto, além de combustível, completou.

"Faça o seu trabalho e nós o nosso", prosseguiu Miguel Alves após exibir cópia do contrato de execução estabelecido entre ambas as autarquias, antes de apontar um mau exemplo constatado pelo próprio nesse mesmo dia no Terreiro de Caminha, quando de uma das unidades de restauração aí existentes, surgiu com um balde com lixo que foi despejado directamente num contentor.

Miguel Alves acusou ainda a Junta de Freguesia de proceder a limpezas em propriedades particulares e referiu que em Novembro procederá a uma revisão do contrato da limpeza em Vila Praia de Âncora, porque, insistiu, "se não lhe chega o dinheiro, desista" e a Câmara procederá à limpeza de toda a vila, garantiu.

"O senhor é um bom orador mas não basta"

Carlos Castro retorquiu, dizendo que "o senhor é um bom orador mas não basta", justificando o mau relacionamento com a Câmara desde que tinha sido posto à margem do processo de gestão do Forte da Lagarteira e do problema decorrente dos patrocínios da equipa de Futsal, e estar ainda à espera de uma reunião prometida pelo vereador Rui Lages a fim de definir "áreas de execução".

Elogio ao actual presidente de Câmara

O assunto das limpezas em Vila Praia de Âncora não se ficou pelo debate travado entre estes dois autarcas, porque interveio também Paulo Alvarenga, presidente da Junta de Freguesia de Riba d'Âncora, sendo de opinião de que a Câmara deverá reunir com os trabalhadores da empresa de limpeza.

Prosseguindo, com alguma ironia, Paulo Alvarenga referiu que não existem espaços verdes em Vila Praia de Âncora, atendendo a que "puseram uma pedreira na Praça da República, onde nem os bonsais se dão".

Acrescentou que, presentemente, "estamos muito melhor", aconselhando a que não se esteja sempre a dizer mal do concelho e das freguesias, porque "se há alguma coisa a ter vergonha, é do nosso passado e não do presente".


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