Um munícipe, José Manuel Presa, aproveitou o período da Assembleia Municipal (AM) reservado ao público para se insurgir contra a morosidade dos despachos de obras particulares por parte dos serviços camarários competentes e incumprimento de prazos.
O eleitor deste município considerou ser "uma tristeza e uma vergonha" o que se passa neste sector. Citou o seu caso pessoal, relacionado com o processo de uma obra iniciado em Abril deste ano, ao qual foi atribuído o número 115/19, mas que passou posteriormente para o 120/19, o que o espantou.
Elencou os passos do seu processo de pedido de licenciamento de uma obra particular, as taxas que teve de pagar, os prazos de resposta que no seu entender não foram cumpridos, o tempo e o dinheiro da gasolina que perdeu nas deslocações à Câmara de Caminha a fim de se inteirar do andamento da análise do pedido de licenciamento, levando-o a desabafar que "não somos pedintes a pedir que que nos despachem o processo", chegando à conclusão de que "só nos resta emigrar".
José Manuel Presa vincou que os deputados municipais são conhecedores desta "realidade" e lamentou que não seja prestado um serviço digno ao eleitorado.
Adiantou ainda que na véspera da AM tinha contactado novamente os Serviços de Obras, e que a chefe de divisão lhe respondera que "ninguém cumpre a lei".
Embora a regimento da AM estabeleça que os munícipes são obrigados a revelar o teor das suas intervenções quando fazem os respectivos pedidos, o Executivo camarário não é obrigado a responder na hora, como voltou a suceder nesta ocasião.
Este ancorense aproveitou ainda para interpelar o presidente da Câmara, sobre assuntos que tinha abordado com ele num encontro informal, nomeadamente sobre o Plano das Camboas e a rede de gás natural, ficando a aguardar por uma resposta.