O Sindicato dos Professores da Zona Norte (SPZN), aproveitando o início do novo ano escolar, levou a efeito esta semana uma campanha junto dos estabelecimentos de ensino do Alto Minho, pela defesa da contagem integral do tempo de serviço dos professores e criação de condições que tornem "atractiva a carreira" e permitam "o rejuvenescimento do corpo docente". A acção começou no dia 10 na zona do Porto e estendeu-se a todo o Minho e Trás-os-Montes.
Rosa Máximo, dirigente sindical do SPZN e coordenadora da distrital, foi uma das professoras que colocou uma tarja à entrada da Escola Preparatória e Secundária de Caminha, explicando ao C@2000 que a campanha visa prosseguir a luta pela recuperação do tempo de serviço total de serviço dos professores (nove anos, quatro meses e dois dias), dado que o actual Governo "teima em dar-nos somente dois anos, nove meses e dezoito dias", levando a que os sindicatos insistam na contagem total do tempo para efeitos de "carreira e aposentação".
Simultaneamente, uma vez que se acentua o envelhecimento ("aspecto grisalho", chamou-lhe) dos professores, em que 32.000 se encontram acima dos 50 anos no 3º Ciclo e Secundário; mais de 12.000 no 2º Ciclo igualmente acima dessa média de idade; mais de 11.000 no 1º Ciclo e mais de 10.000 no pré-escolar, "isso significa", vincou a sindicalista, que "apenas 0,1% dos professores têm menos de 30 anos".
Por tal motivo, acentuou que "não queremos que os professores se aposentem e sejam penalizados, o que queremos", prosseguiu, "é que sejam criadas condições de aposentação para que não sejam penalizados", insistiu.
Avançou ainda que através desta campanha, "sejam criadas condições nas escolas para que a partir de determinada idade, os professores não tenham uma carga lectiva e possam estar noutras funções que já foram revogadas do estatuto, nomeadamente o artº 81, e possam desempenhar funções que também conhecem".
Recorreu a Cícero para fundamentar o pensamento do sindicato, quando este aludiu à "experiência a força da juventude" a fim de que "se juntem e se articulem para que conseguirem o melhor para a educação".
Rosa Máximo aludiu ainda à situação do acesso às quotas de acesso ao 5º e 7º escalão, porque, precisou, "se todos os professores forem excelentes, porque é que têm entrave nas progressões na carreira?", interroga-se.
Pretendem igualmente "redefinir a situação dos quadros de zona pedagógica e que são extremamente largos", dando como exemplo a Zona 1 que abarca todo o Minho, Porto e Tâmega, considerada "muito extensiva".
Através da implementação destas medidas, a motivação dos professores será maior, garantiu.