O bom tempo registado na noite da Festa de S. João d'Arga contribuiu para que a animação começasse bem cedo, nomeadamente após o início da actuação das bandas de música de Moreira do Lima e S. João da Madeira, a partir das 21H30, o que aqueceu desde logo o ambiente até então confinado à pujança das rusgas que se vinham concentrando dentro e na parte frontal do recinto.
De Caminha, Vila Praia de Âncora (partindo esta logo pela manhã), Afife, Cerveira e Dem e outros pontos da região, partiram grupos de romeiros rumo à mais castiça festa do Alto Minho, e que mais foliões concentra por metro quadrado.
Pelas onze horas da noite, o entusiasmo redobrava, a "algazarra" (como lhe chamava Domingos Cerejeira, numa das suas memórias dedicadas à Serra d'Arga, e que o C@2000 publicou em 2003) já era imensa, e ainda havia centenas de carros que se dirigiam para a festa que decorreu dentro da "normalidade" habitual, tudo dependendo da potência do chiripiti tão apreciado…e estimulante.
Este ano, a polémica gerada com a tentativa de explorar lítio na Serra d'Arga "contaminou" a festa, surgindo uma banca de ambientalistas elucidando as pessoas sobre as consequências das intervenções na serra e tentando mobilizá-las contra a extracção desse minério. Foram colocados cartazes de rejeição a este projecto mineiro e os próprios proprietários das tasquinhas distribuídos pelos quartéis térreos do convento, naturais das freguesias serranas, envergavam t-shirts manifestando a sua oposição à dilaceração da Serra d'Arga.