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DIA DO BRANDEIRO
LUGARES DE MEMÓRIA
REFERENCIADOS POR ASPETOS GEOANTROPOLÓGICOS
O DIA DO BRANDEIRO foi instituído através da DECLARAÇÃO PATRIMONIAL DA AVELEIRA aquando a realização do Projecto Cultural MEMÓRIA E FRONTEIRA, em 1996.
Os homens do cajado firme no dia 3 de Agosto promovem uma assembleia festiva de anciãos brandeiros, acompanhados de familiares, forasteiros e apreciadores das belezas do património natural, tendo como referencia a Branda da Aveleira, da freguesia da Gave, concelho de Melgaço, numa atitude de 1.120 metros, onde se avistam, ainda, a Branda de Val-de-Poldros (Monção) e a Branda Real (Arcos de Valdevez)
O conjunto da montanha é um autêntico santuário natural com testemunhos geológicos, arqueológicos., botânicos e manifestações geo--antropológicas que passam pelas cardenhas e um "modus vivendi" singular.
Podemos apreciar vestígios dum vale glaciar.
LINGUÍSTICA DAS BRANDAS
A linguística das brandas tem registo como "o monte é mais bonito, porque fica mais perto do céu"; "quem é do monte volta para o monte como o melro para a silvareira"
Ou-ve-se falar de labores com lugões, tarambelho, couceiro, cardenhas, rezes, bibo, mascoto, malga do caldo de leite e ainda batatas solteiras.
A comemoração do Dia do Brandeiro celebra-se pela vigésima terceira vez e é um acontecimento cultural expressivo e festivo. Não faltam os gaiteiros e as concertinas numa verdadeira harmonia, onde, até as árvores autóctones com a brisa que passa, parece que batem os ramos aplaudindo os sons músicas, e as vozes dos brandeiros relatando pormenores de vivência da transumância subindo com o gado da parte baixa da Gave em abril/maio, e desciam em Setembro/Outubro conforme as condições climatéricas.
MEMÓRIA COLETIVA
No concelho de Melgaço as povoações são lindas no verde da ribeira e no castanho da montanha, onde as relações da boa vizinhança são testemunhadas pela adaptação, hospitalidade e reciprocidade.
Há comunhão com a ancestralidade, com os antepassados e com a terra.
Acompanhados por Marcel Mauss, podemos reler "os fenómenos sociais totais", desta terra onde Portugal começa e o mar não chega.
A Branda da Aveleira, conjunto harmonioso de montanha, contem uma paisagem cultural com tons cinzentos e acastanhados, e diferentes aromas, numa altitude de 1.120 metros, onde o ar puro e as águas cristalinas e leves.
Os brandeiros que comungam com estes pedaços de terra, onde cada espaço está denso de permanência e universalismo, foram protagonistas e construtores de uma trama espessa e indissolúvel, onde os factores geológicos, ecológicos e económicos operam uma constante simbiose que contribui para a coesão social, em que o ideário celtista deixou marcas perduráveis.
"As artes da sobrevivência conviveram com a arte de viver na solidariedade activa", de acordo com sociólogo A. Joaquim Esteves.
A branda é um testemunho clarividente dos homens que pastoreando os seus rebanhos, praticavam simultaneamente o cultivo do centeio, da batata e do ferro. A branda é fruto de uma longa elaboração humana e manifesta uma memória colectiva, ao mesmo tempo que evidencia um saber/estar, saber/fazer e saber/ser.
Conforme investigação recente, a experiência de brandeiro foi vivida por crianças de 8 ou 9 anos registando-se, a propósito, a seguinte quadra popular "Óh minha branda querida/ terra da minha afeição;/ onde cresci menina, / e amei a vida em botão".
INVENTAR UM NOVO OLHAR
Conforme Marcel Proust, "a verdadeira viagem de descoberta não é partir para lugares diferentes, mas inventar um novo olhar".
Hipócrates, cinco séculos antes da nossa era, no seu tratado "Dos ares, das águas e dos lugares", atribuía ao ambiente natural um papel determinante para o carácter dos povos; o nervosismo e a agressividade dos habitantes das planícies secas, de clima contrastado, à calma e à valentia dos montanheses.
Montesquieu, no séc. XVII, considerava no "Esprit de lois" que as instituições humanas sofriam a influência da natureza, do clima e do terreno.
O Códice de Leicester" de Leonardo de Vinci, sublinha que "nada cresce num lugar onde não haja vida racional, vegetal e sensitiva… Podemos dizer que a Terra tem uma alma de crescimento e que a sua carne é o solo, os seus ossos são extractos sucessivos da rocha; …a sua cartilagem é tufo calcário, o seu sangue é a água que corre nos seus rios.
Pertenceu aos geólogos a difícil tarefa de estudar as relações entre as sociedades, as civilizações e os sistemas naturais. Isso conduziu à fundação, no final do século passado, entre 1882 - 1897, pelo geógrafo e etnógrafo Friedrich Ratzel, a escola "antropogeográfica", que viria a concretizar-se pelos seus excessos deterministas.
Em síntese, uma dada civilização é determinada pelas condições do seu ambiente físico e natural, conforme a corrente determinada.
Outra corrente, denominada possibilista, afirma que, uma cultura, independente dos constrangimentos ambientais, participa na liberdade de escolha humana entre as potencialidades e possibilidades do ambiente natural.
Uma terceira escola, ambientalista, reconhece que existe reciprocidade nas relações entre a cultura e a natureza, a primeira é a soma de constantes ajustamentos ou desajustamentos ao ambiente natural.
De acordo com o pensamento de Galopim de Carvalho "assim a natureza pensa através do cérebro humano, e é o homem que lhe dá a mais expressiva das suas vozes".
Vidal de La Blache ensinou que "a civilização se traduzia por uma luta contra os obstáculos naturais", e o historiador Ioynbee sustentou que o desafio que esses obstáculos suscitam são um dos elementos estimulantes, a que ele chama "sociedades ou civilizações históricas"
O geografo Caetano Ferro aborda em seus trabalhos as dificuldades dos camponeses mediterrâneos. Porém como Pierre Gourou constatou de modo brilhante, e profundo, pode ser-se economicamente débil "mas digno, ativo, engenhoso, possuidor e transmissor de bons espirituais que são a maior riqueza do património das valhas e sábias civilizações rurais".
"Ser minhoto é ser celta,
Castrelo, Galaico, pouco Lusitano,
mais Suevo do que visigodo…"
(E. Castro Caldas)
Os homens de cajado firme, verdadeiros serranos seguiram anos a fio a rota da transumância, partindo da parte baixa da freguesia da Gave para a Brnda da Aveleira, acompanhados de emoções misturadas com a aventura e inseridos numa comunidade agro-pastoril.
"Um lençol duas mantas, alguns potes ou asados; duas broas e um presunto, dois cabaços descascados, e a chocolateira velhinha eram os trastes usados" e constituía toda a riqueza que transportavam para permanecerem de Maio a Setembro na branda.
Homens possuidores de segredos, de carácter firme, de mundi vidências sábias a quem se pode aplicar o poema "Na sombra dos tempos/ os velhos sabiam/ ouvir as vozes do mundo e falar/ onde o segredo é saber calar"
O murmurar dos ribeiros da Aveleira, do Vidoeiro e do Calcado, que na junção das águas dão corpo ao rio Vez, confirmam o que Miguel Torga escreveu, procurando comungar o sabor da terra de montanha. "Um mundo de primeira beleza, de inviolável intimidade, que ora fugia esquivo pelas brenhas, tímido e secreto, ora sorria de um postigo acolhedor e fraterno".
CARDENHAS COM CÚPULA PALSA
Um brandeiro na meninice, e que seguiu a vida académica, o investigador Loureço Alves descreve com base nas suas vivências, cheias de prolongados caminhos e silêncios profundos, aqueles espaços serranos de montanha de harmonia singular, utilizando uma linguagem pitoresca. "Os campo de cultivo situam-se nos baixos à volta dos lugares. Aí, pelos fins do mês de Maio, lavrados os campo, cerrados os portelos, inicia-se o processo de transumância. Impelidos pela falta de pastos para o gado, os brandeiros, munidos de provisões para a semana, deslocam-se com os animais para os altos".
Assim encontramos a branda pastoril, agrária ou mista, conforma a actividade mis destacada no cimo das encostas.
"Vedados aos pastos pelos fins do inverno, este campo de feno estendem-se, pletóricos de verdura, por entre renques de carvalhos e castanheiros, num desafio escandaloso de aroma e cor dos múltiplos talhões de giesta e tojo.
Pelos fins de julho dá gosto ver dos segadores, a cortar o feno já maduro, num ritmo cadenciado que arranca gemidos lúbricos à lâmina da foice…
Por meados de Agosto, depois de bem seco o feno, os brandeiros da "juntança, meia noite passada, apõem as vacas ao carro dirigindo-se para os altos, a fim de carregarem o feno que transportam numa chiadeira constante".
Aliás, a poesia popular revela estes momentos, com a seguinte quadra: "Couções d'amieira/ Apoladouras de giesta/ Eixo de nogueira/ Todo o caminho é uma festa."
Para se abrigarem, os brandeiros construíram cardenhas, com cúpula falsa, tratando-se de construções simples feitas com a pedra que se encontra no próprio local e se utiliza tal como aparece. Na parte superior durante a noite, dorme o brandeiro, na parte debaixo, descansa o gado, defendendo-se, por ventura, do lobo.
Estas casarotas sem idade cobertas de cinzentos líquenes são bem a imagem da aspereza primitiva da vida das gentes serranas, frugal e dura, revelando uma tendência ancestral.
Segundo os investigadores Fritz Kruger e Leroi- Gourhan "os grupos mais simples construíram, através dos tempos, abrigos redondos, e os de mais posses construções quadrangulares".
Podemos referir que estes testemunhos revelam memórias célticas. Alias, é de sublinhar que na área da Branda da Aveleira, existem do período neolítico cinco mamoas.
LABORES COM LUGÕES
No interior das cardenhas podemos ainda verificar espólios antigos: a lareira, as trempes, a gamela, a chocolateira, o corno, as gadanhas, o mascoto, o ripanço, o arado de pau, a grade, utensílios de pesca e outros testemunhos de vivências diferentes e singulares.
A vida dos brandeiros decorre sempre igual de manhã à noite.
Ainda o dia vem longe e ele, meio estremunhado, solta o gado para o monte que fica adjacente. Enquanto os animais vão retouçando as marrafas de erva que encontram por entre o tojo agreste, até que a mosca e o calor os atacam obrigando-os a regressar aos cortelhos, o brandeiro vai segar a erva dos arredores dos lameiros para deitar ao gado, enquanto permanece na corte.
A estadia dos brandeiros nas terras de altitude só termina quando se corta o feno e o milho já tem pendão para alimentar o gado a descida para a a aldeia da Gave o corre, geralmente, no princípio de Setembro, a fim de participar na festa da Nossa Senhora da Natividade.
Constatamos que as brandas, espaços harmoniosos da montanha, onde o ar é mais brando e as águas cristalinas e leves são comuns na área cultural do Noroeste Peninsular como bem demonstram os estudos realizados por Clodio González Pérez, Xosé González Reboredo e Rodrigues Campos, na Galiza. É de citar a investigação produzida por Maria Cátedra Tomás no Principado das Astúrias.
Diversos investigadores portugueses que vão desde Leite Vasconcelos, Jorge Dias, Carlos Alberto Ferreira de Almeida, Isabel Medeiros, Luís Polonah, Tude de Sousa, Lourenço Alves, Clara Saraiva, Alexandra Lima, Bernardo Pintor, e outros, têm produzido documentação importante.
É de destacar o trabalho materializado pela tríade Ernesto Veiga de Oliveira, Fernando Galhano e Benjamim Pereira, intitulado "As construções primitivas em Portugal".
A Branda da abeleira é considerado um santuário natural, atendendo à riqueza britânica com espécies de valor científico considerável, das quais destacamos a abrótea, o vidoeiro, a orquídea, o azevinho, o salgueiro branco, o piorno, a urze, o freixo, o castanheiro, a calta, a angélico e outras. Quanto a plantas como vestígio da antiga florestação, destacamos o cedro do oregon e o pinheiro silvestre, para além daquelas que oferecem possibilidades para a medicina alternativa. São de referir ainda a variedade de gramíneas e rupícolas.
Num ambiente ecológico de rara beleza , os olhares estendem-se para lugares diferentes, acompanhados com estórias fora de tempo, levam-nos a um verdadeiro retorno `as origens.
TURISMO DE ALDEIA
Com o intuito de preservar a riqueza cultural existente na Branda da Abeleira, vários proprietários candidatarem-se ao programa LEADER II do Vale do Minho, recuperando as cardenhas e adaptando-as afim de serem utilizadas pelos turistas que apreciam o silêncio da montanha, os valores significativos do património natural e cultural dando assim descanso ao corpo e paz ao espírito.
Possuindo condições para a usufruição turística a branda responde a grupos sociais que privilegiam o contacto com a flora e a avifauna, ao mesmo tempo que descobrem, com surpresa, caminhos íntimos da cultura. O gado cavalar, bovino e caprino enriquecem a paisagem cultural serrana.
Os brandeiros podem ser considerados artistas que moldaram os pedaços de terra nas altitudes, conseguindo meios para a sua economia.
Podemos dizer, com António Aleixo: "A arte é a força imanente, / Não se ensina, não se aprende, / Não se compra, não se vende, / Nasce e morre com a gente".
Para além da cultura da batata, do centeio e do feno, muitos brandeiros dedicam-se à apicultura. Encontramos homens de cajado firma possuidores de éguas, vacas e vitelos, contando "estórias" em que "o lobo matou uma cria e o dono não topou o lobo nem a cria". Pois o lobo não espera…
No dizer do grande geógrafo Orlando Ribeiro " aqui se encontra também os últimos restos de deambulações do gado grosso, outrora transumante, reduzida à oscilação periódica dos cimos para os vales; e, nas brandas e inverneiras da Serra da Peneda, um caso de povoamento desdobrado, pelas necessidades da pastagem e da cultura, entre os campos e lameiros de verão e o abrigo das terras baixas e exíguas, durante o inverno - dupla migração anual que afeta a população de algumas aldeias".
A transumância que se opera da freguesia da Gave, para a Branda da Aveleira, vem de longa data. Já nas inquirições se alude "a foros cedidos na serra, embora esteja patente a vontade de proteger os bens comuns".
CULTURA VIVA
O Comité do Património Mundial (UNESCO) adotou em 1992 a categoria de paisagens culturais. "Trata-se de lugares criados, moldados e mantidos por laços e interacções entre indivíduos e o seu ambiente". A sua conservação depende da permanência desses laços, que encontramos bem evidenciados na Branda da Aveleira, revelando um património vivo.
DIA DO BRANDEIRO
De acordo com a antropóloga Lourdes Arizpe é urgente "olharmos para as culturas vivas" pois é necessária uma grande força para construirmos as sociedades nesta nova era planetária".
Para preservar e revitalizar o património natural e cultural da Branda da Aveleira, realiza-se todos os anos o Dia do Brandeiro no primeiro sábado de Agosto, homenageando todos aqueles que através dos tempos usufruíram das terras de altitude e nos legaram memórias singulares.
Ao peregrinar pela branda e contactando a paisagem cultural, tentamos localizar o Coto Grande com a coroa, a Pata do Mouro na Caçada de Moniz, a Cova dos Anhos ou o Poulo das Beiguinhas.
O geógrafo Orlando Ribeiro, referindo-se às brandas, conjunto serrano, afirma que " a geografia a história a economia formam uma trama espessa e indissolúvel".
Nestes lugares diferentes, lance novos olhares.
Voltaremos à Branda da Aveleira com J.Rosseau no pensamento: "Quando queremos estudar os homens precisamos de olhar à nossa volta; mas para estudar os homens precisamos aprender a levar mais longe o nosso olhar; devemos primeiro observar as diferenças para lhes descobrirmos as propriedades"
Também nas montanhas e nos vales está a história da Terra e a memória dos homens, desejando que as exigências das mudanças preservem a continuidade da vida cultural dos povos.
DECLARAÇÃO PATRIMONIAL
Em 2016, acrescentamos à Declaração de 1996:
De acordo com a Carta da Terra (2000) "transmitiremos às futuras gerações valores, tradições e instituições que apoiem, a longo prazo, a prosperidade das comunidades humanas e ecológicas da Terra";
Perspectivamos "adoptar em todos os níveis, planos e regulamentações ao desenvolvimento sustentável que façam com que a conservação e a reabilitação ambiental sejam parte integral de todas as iniciativas do desenvolvimento";
Sugerimos o objectivo do Ano Internacional das Montanhas (2002) que preconiza "incrementar a consciência e o conhecimento dos ecossistemas de montanha, suas dinâmicas, seu funcionamento e sua importância decisiva em proporcionar alguns bens e serviços estratégicos para bem estar dos habitantes das terras altas e das terras baixas, tanto no contexto urbano como rural, particularmente o fornecimento de água e segurança alimentar";
Conforme doutrina expressa na Encíclica "Laudato Si" (Sobre o cuidado da casa comum) ("015), do Papa Francisco: "integraremos a história, a cultura e a arquitectura de um ugar, salvaguardando a sua identidade original"
Bibliografia:
FERRO, Gaetano, "Sociedade humana e ambiente, no tempo". Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1979.
OLIVEIRA, Ernesto Veiga de, "Construções primitivas em Portugal. Lisboa, Publicação Dom Quixote. 1991.
PAVILHÃO DO FUTURO - Exposição Mundial do Lisboa, Catálogo Oficial, 1998.
POIRIER, Jean, "O tempo, o espaço e os ritmos". Lisboa, Editorial Estampa, 1998.
RIBEIRO, Orlando, "Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico". Lisboa, Livraria Sá da Costa, 1986.
CICLISTAS DE PORTUGAL, BÉLGICA, COLÔMBIA E DE ESPANHA PEDALAM RUMO AO GRANDE PRÉMIO DO MINHO
De 25 a 28 de julho com Melgaço, Guimarães e Vieira do Minho a assumirem um papel de destaque no desenrolar da competição
Cerca de centena e meia de ciclistas, em representação de 24 equipas, 17 portuguesas, uma belga, uma colombiana e cinco espanholas, rumam à estrada a partir da próxima quinta-feira, dia 25 de julho, para a 31ª edição do Grande Prémio do Minho. A competição arranca em Melgaço com um contrarrelógio por equipas, pelas 16h00, na Praça da República.
O evento, destinado ao escalão de juniores e organizado pela Associação de Ciclismo do Minho, em colaboração com a Federação Portuguesa de Ciclismo, prolonga-se até domingo, dia 28 de julho, com Melgaço, Guimarães e Vieira do Minho a assumirem um papel de destaque no desenrolar da competição.
A primeira etapa terá início no centro da cidade de Guimarães e terminará em Santo Antonino, na freguesia vimaranense de Mesão Frio. Vieira do Minho acolhe a partida e chegada da segunda etapa. No último dia, o pelotão rumará até Melgaço, o Destino de Natureza Mais Radical de Portugal, nomeadamente a Castro Laboreiro.
Durante os 278,6 kms da prova estarão em disputa diversas contagens de montanha e metas volantes, assim como as classificações gerais individual por tempos (Camisola Amarela: Discover Melgaço), por pontos (Camisola Verde: Score Tech), da Montanha (Camisola Azul: Arrecadações da Quintã), do melhor júnior de primeiro (Camisola Laranja: Cision), do melhor atleta da Associação de Ciclismo do Minho (Camisola Branca: Universidade do Minho) e por equipas. A montanha será um fator decisivo na definição dos vencedores do 31º Grande Prémio do Minho, estando previstas oito contagens de montanha, mas as metas volantes, num total de sete, constituirão certamente um fator que aumentará a competitividade até ao último momento.
Recorde-se que no ano passado Vieira do Minho consagrou João Macedo (Sicasal/Liberty Seguros/Bombarralense) como o grande vencedor da 30ª edição do Grande Prémio do Minho. João Macedo conquistou a camisola amarela (CJR - Cândido José Rodrigues) e a laranja (Cision), enquanto João Afonso (Centro Ciclista Barcelos A.F.F/Orbea/Onda) a camisola verde (Controlsafe), Pedro Andrade (Vito/Feirense/Blackjack) a azul (Arrecadações da Quintã) e Pedro Silva (Seissa|KTM-Bikeseven|Matias&Araújo|Frulact) a branca (Universidade do Minho).
RESUMO DAS ETAPAS
Prólogo (CRE) - quinta-feira, 25 de julho
Melgaço > Melgaço - 6,4 kms
Partida: 16h00 (1ª equipa) - Praça da República (Melgaço)
Chegada: 16h10 (1ª equipa) - Rua Dr. Afonso Costa (Melgaço)
1ª etapa - sexta-feira, 26 de julho
Guimarães > Santo Antonino (Mesão Frio) - 69,6 kms
Partida: 13h30 - Largo da Mumadona (Guimarães)
Chegada: 15h24 - Santo Antonino (Mesão Frio - Guimarães)
2ª etapa - sábado, 27 de julho
Vieira do Minho > Vieira do Minho - 97 kms
Partida: 13h00 - Avenida Barjona de Freitas (Vieira do Minho)
Chegada: 15h33 - Avenida Barjona de Freitas (Vieira do Minho)
3ª etapa - domingo, 28 de julho
Melgaço > Castro Laboreiro (Melgaço) - 105,6 kms
Partida: 12h10 - Avenida da Inês Negra (junto à Câmara Municipal de Melgaço)
Chegada: 15h01 - Castro Laboreiro (Melgaço)
O Grande Prémio do Minho, cuja primeira edição remonta a 1977, é o ponto alto de sucessivas épocas desportivas levadas às estradas da região pela Associação de Ciclismo do Minho (ACM). É promovido sob a égide e cooperação com a UVP - Federação Portuguesa de Ciclismo. Esta edição conta com o apoio de diversas entidades: Câmara Municipal de Melgaço, Câmara Municipal de Guimarães, Câmara Municipal de Vieira do Minho, Score Tech (Camisola Verde), Arrecadações da Quintã (Camisola Azul), Cision (Camisola Laranja), Universidade do Minho (Camisola Branca), Junta de Freguesia de Mesão Frio - Guimarães, Fermir, Confeitaria Alvorada, Raiz Carisma - Soluções de Publicidade, POPP Design, Navega Rías Baixas, AFAcycles, Guimarpeixe, Café Bogani, Auto Terror, Centro de Estágios de Melgaço, Workview, Jopedois, RS Bikes, Roda na Frente e do Correio do Minho (jornal oficial).
MELGAÇO TEM "POP-UP"
Projeto será apresentado no próximo sábado, dia 27 de julho, pelas 16h30!
Melgaço, atento às dinâmicas europeias, apresenta à Comunidade Melgacense um projeto que visa revolucionar conceitos. Falamos das POP SHOPS e serão apresentadas no próximo sábado, dia 27 de julho, pelas 16h30, na "loja do Sr. Hilário" (Rua Dr. Afonso Costa).
O projeto enquadra-se no Programa URBACT: "Finding opportunities in declining cities. Working with civil society to reverse decline in small and medium sized towns - Altena", onde Melgaço participa em conjunto com diversas cidades europeias. Juntos, trabalham em busca de soluções, em conjunto com a sociedade, para reverter a perda de população. Um problema que afeta quase metade (40%) das cidades europeias.
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Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"
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Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000/Afrontamento Apoiado pela Fundação EDP
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Da Monarquia à República no Concelho de Caminha Crónica Política (1906 - 1913)
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Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000
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O Estado Novo
e outros sonetos políticos satíricos
do poeta caminhense
Júlio Baptista (1882 - 1961)
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Organização e estudo biográfico do autor
por Paulo Torres Bento
Edição: C@2000
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Rota dos Lagares de Azeite do Rio Âncora
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Autor: Joaquim Vasconcelos
Edição: C@2000
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Memórias da Serra d'Arga
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Autor: Domingos Cerejeira
Edição: C@2000
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Outras Edições Regionais
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