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Arga de Baixo

Arte na Leira mais do que actual na Serra d'Arga

"Cada vez vem cá mais gente", Mário Rocha

"Vale sempre a pena e desde o primeiro e segundo ano que me sinto realizado", confessou-nos o artista Mário Rocha no decorrer da inauguração da Arte na Leira deste ano.

Este artista instalou-se na Casa do Marco, em Arga de Baixo, e aqui tem concentrado entre Julho e Agosto de cada ano "arte urbana", o que "é sempre complicado", admitiu.

Atribui também o êxito da Arte na Leira às pessoas que "começaram a visitar-me, caso contrário já teria desistido de continuar a expor coisas".

O aumento de visitantes a esta mostra que junta umas dezenas de trabalhos de pintura, cerâmica, fotografia e escultura espalhadas pelas várias dependências da Casa do Marco sem que "tenha feito muita divulgação", acrescenta este ceramista e pintor, incentiva-o a continuar com esta aposta na Serra d'Arga.

"Mário Rocha é um privilégio"

Na cerimónia de inauguração, com um painel de azulejos tendo o popular tocador de concertina Vilarinho de Covas como figura dominante, Rui Teixeira, o até agora presidente do IPVCastelo, após elogiar o percurso do autor desde a infância e a sua "extrema simplicidade", deu relevo ao facto de ter reunido em Arga de Baixo autores de todas as expressões, alguns deles premiados por diversas vezes.

"Uma vez por outra venho aqui comer à serra e quando saio daqui, à uma ou duas horas da manhã, fico com a noção de que me senti roubado", porque, justificou Rui Teixeira, "eu teria assunto para ficar aqui mais duas horas".

"E isto é que é Mário Rocha", completou.

"Uma nova centralidade para a Serra d'Arga"

Coube a Luís Mourão, presidente da Assembleia Municipal de Caminha, representar o Município de Caminha na abertura da exposição que se manterá até 25 de Agosto.

De um projecto considerado por muitos de "utópico", precisou Luís Mourão, "nasceu um espaço com ar campestre, simples, gracioso" do qual "nasceu a Arte na Leira".

Acrescentou que o pintor e ceramista conseguiu "envolver nos recursos naturais, os equipamentos e os recursos humanos, conseguindo algo diferente na rústica Serra d'Arga".

Aproveitou para elogiar a tentativa de criar na Serra d'Arga um estatuto de "paisagem protegida com a contribuição do Município de Caminha", com a colaboração de outros municípios, Junta de Freguesia e populações locais, sendo exemplo mais paradigmático já concretizado, "a recuperação do Mosteiro de S. João d'Arga".

"Experimentem a ignorância"

No entender do presidente da AM de Caminha, a cultura contribui igualmente para "potenciar o desenvolvimento não só das gentes que deles usufruem, mas também de toda a comunidade".

Assim, Luís Mourão entende que "o Município de Caminha está hoje mais rico no plano da cultura e da arte", levando-o a agradecer a Mário Rocha esta proposta inédita, e aproveitando para dizer aos que "criticam o poder central, regional e local na arte, cultura e educação": apenas aconselho com ironia - experimentem a ignorância".



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