Até Setembro, Assembleia e Junta da Freguesia de Seixas deverão escolher as pessoas ou entidades a prestar homenagem no Dia da Comunidade Seixense (9 de Novembro).
Rui Ramalhosa, presidente da Junta de Freguesia, entende que "devemos falar uns com os outros" a fim de seleccionar os nomes a distinguir no próximo dia 9 de Novembro, data em que os seixenses comemoram o Dia da sua Comunidade, conforme adiantou no decorrer da última Assembleia de Freguesia.
Os delegados do PSD já avançaram com dois nomes: Fernando Catarino e Catequistas.
Referiram que já tinham contactado com o responsável pelos Escuteiros de Seixas que este ano celebraram 30 Anos, a fim de aquilatarem da sua disponibilidade para ser homenageado.
Festa do Rio em preparação
Nesta reunião, Rui Ramalhosa anunciou que já tinham elaborado um ante-programa da Festa do Rio do mês de Agosto (14/15), estando a pensar na realização de uma cerimónia da benção do capacete do Grupo Motard. Uma regata de remo (pouco provável, registe-se) e o lançamento de balões biodegradáveis para o rio, poderão constituir também hipóteses para o programa deste ano.
A execução do programa "extraordinário que proporcionaram" aquando do 30º aniversário dos Escuteiros mereceu um agradecimento por parte do presidente da Assembleia de Freguesia, com uma referência à oferta concedida a este órgão autárquico.
Prazos de envio de documentos
"Não vimos cá para votar de cruz!", asseguraram os delegados do PSD na Assembleia de Freguesia (AF) de Seixas, a propósito dos prazos de envio das convocatórias e demais documentação da ordem de trabalhos destas reuniões, tendo pedido tempo para os analisar mais detalhadamente.
A Mesa da AF admitiu ter existido alguma confusão com as convocatórias, mas "não houve má fé", assegurou João Gonçalves, que vai cumprir o regulamento aprovado pelos delegados, completou o autarca, presidente da Mesa.
Marginal e marina no centro das preocupações
Gorada a aprovação de uma candidatura que permitisse "encher" a marina e colocar a prancha de atracação por fora do paredão da marginal, os delegados do PSD sugeriram a apresentação de nova candidatura, "ouvindo os seixenses", assinalou Nuno Cabral, a par de pretenderem vedar a marina de modo a evitar acidentes.
A abertura do Bar da praia e a situação de um terreno anexo, no Cais de Sebastião, mereceram um pedido de explicações por parte de António Rodrigues.
"Perdemos o projecto mas não o dinheiro", esclareceu Rui Ramalhosa a propósito da intervenção na marina, a qual não querem deixar escapar, assinalou.
A Câmara disponibilizou 100.000€, mas o empreiteiro aponta para um orçamento de 300.000€ a fim de remover o lodo e fechar a marina, prosseguiu.
O presidente da Junta admite que terá de "moldar o orçamento", mas insiste em que a Câmara deverá vedar a marina.
No que concerne ao Bar da Praia (mais conhecido pelo Bar dos Pescadores), a Junta apenas sabe que foi entregue e que se encontra em obras, contudo, o seu proprietário é a Câmara Municipal. E ignora se o assunto da titularidade se encontra em tribunal.
A questão da utilização dos painéis existentes na Sª da Ajuda voltou à discussão da AF, com Rui Ramalhosa a não entender a razão da polémica, porque existe um livre, a norte, "e ninguém o ocupa".
Relativamente ao cruzeiro derrubado por uma viatura ("qualquer dia levam as pedras", teme António Rodrigues) num dos entroncamentos da EN13, divulgou que apenas falta ultimar alguns detalhes com a seguradora e construir um novo.
Tendo os delegados sociais-democratas assinalado o excesso de velocidade na Av. das Faias e proposto a colocação de lombas, a sugestão não foi bem acolhida pela Junta, por temer que os moradores desta artéria sejam perturbados pelo ruído dos carros ao passarem por cima delas e podendo inclusivamente originar mais acidentes. Segundo pensa Rui Ramalhosa, será preferível reforçar a sinalização de redução de velocidade, pretendendo agora recolher a opinião da GNR.
Dinheiro escasseia
A Junta lamenta a falta de dinheiro para levar por diante o parque infantil junto ao Cais de S. Sebastião, em cujo espaço existem umas barracas que se encontravam abertas, levando a autarquia seixense a solicitar à Câmara que os encerrasse. A abertura de uma venda de gelados era outra proposta da sua autarquia, destacou Rui Ramalhosa.
As vistas desde o monte do Gurito são espectaculares, vincou o presidente da Junta, que gostaria de ver os Executivos camarários a apostarem no seu aproveitamento turístico. Como a delegada social-democrata Anabela São S. Bento tinha chamado a atenção para a existência de restos de madeira e ramagens deixadas pelos madeireiros, após um corte de pinheiros, a Junta prometeu retirar os galhos, a fim de diminuir o risco de incêndio.
Dos inúmeros assuntos tratados nesta reunião, o futuro do antigo edifício da escola primária de Coura voltou a ser abordado, referindo a Junta que a Câmara deseja que surja uma associação interessada em recebê-la como sede.
"Obras são as de sempre, há cinco anos"
Acerca de obras, a Junta reconheceu que "são as de sempre, há cinco anos" e, "só quando houver dinheiro" é que poderão ser materializadas.
Rui Ramalhosa, ao prestar informações à AF, incluiu a marina e a ecovia até Caminha, porque, de momento, vai avançar apenas até Perdas Ruivas e pretende ainda um "enrocamento" desta margem do Rio Minho.
O prolongamento do saneamento é outra das intenções da autarquia seixense, contudo, vincou o presidente da Junta, "fomos a primeira freguesia" a ser dotada com este benefício.
A situação dos parques de merendas da Boalheira e Sª da Ajuda mereceu alguma discussão entre António Rodrigues e Rui Ramalhosa, com o primeiro a pedir mais mesas e limpeza para este espaço, e o presidente da Junta a lamentar a fraca utilização do primeiro, o que contribui para a sua degradação.
"Estamos às escuras"
Para não variar à regra, também a Junta de Seixas não quer receber a delegação de competências sem que as transferências de verbas sejam devidamente negociadas "anualmente", defendeu o presidente socialista, o que deveria ter acontecido até final do ano passado, acentuou.
A rejeição de aceitação de competências foi aprovada pelos cinco delegados do PS, tendo o PSD justificado a sua abstenção, devido ao atraso verificado na documentação recebida, o que teria impedido analisá-la devidamente, levando António Rodrigues a frisar que "estamos às escuras", prometendo tomar uma posição num futuro próximo.