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Jucaminha juntou 400 participantes

Ricardo Lopes vice-campeão nacional

O Jucaminha organizou no passado Sábado uma Gala Gímnica no Pavilhão Municipal de Caminha que reuniu mais de 400 atletas praticantes de diversas modalidades, desde o judo ao karaté, da dança à zumba.

Com bancada repleta, esta gala proporcionou uma excelente divulgação de desportos de pavilhão.

O ancorense Ricardo Lopes, com 17 anos, acabado de se sagrar vice-campeão nacional de Juniores B em Judo, exibiu-se neste evento e recebeu aplausos calorosos da assistência.

José Oliveira, presidente do Jucaminha, ao apresentar este seu atleta que tem obtido diversas medalhas em competições internacionais, não descartou a possibilidade de vir a integrar a selecção nacional que irá participar nos próximos Jogos Olímpicos. "Vou trabalhar para isso", vincou.

"Com trabalho e apoio tudo é possível", concordou o próprio atleta quando o abordamos e pedimos uma apreciação ao comentário do presidente do clube, bastando que "eu queira trabalhar", completou.

Está ligado à modalidade há cinco anos, após um interregno por motivos pessoais, devido à insistência de seu pai e "acabei por gostar, ao participar nas diversas competições".

Explicou que é decisivo para se ser um bom judoca, essencialmente, "querer" e gostar de judo", porque, prosseguiu, "há dias em que temos os melhores resultados e outros não", levando-o a reforçar a importância do "querer, como em tudo na vida".

Considera que o melhor resultado obtido tinha sido precisamente este ano, ao obter o vice-campeonato nacional de Juniores, resultando daí a convocatória para estágio da selecção nacional e a participação em provas.

Apesar da rivalidade em combate, depois "somos quase todos amigos, porque gostamos todos da mesma coisa".

Tem como objectivo continuar a praticar judo mesmo após atingir a idade sénior, "sem sair do Jucaminha", onde existem "bons praticantes, apesar de não termos as melhores condições, mas com esforço conseguimos resultados, graças à sua dedicação" e ao empenho do mestre Oliveira.

Refere que cada semana, treina duas vezes em Caminha, outras tantas em Viana do Castelo e, por vezes, vai treinar com colegas espanhóis a fim de "melhorar cada vez mais o meu nível".

Reconhece que o Judo a nível nacional atravessa um bom momento, "com bons atletas, tanto femininos como masculinos", levando-o a concluir que a modalidade melhora cada vez mais.

Cláudio Lopes aconselha os jovens a praticar judo porque é um desporto onde impera "o respeito pelo outro, apesar de ser uma modalidade de luta, tentando sempre não aleijar o outro". Refere que se aleijar o adversário, "ele não vai querer voltar a treinar comigo e, sozinho, não consigo treinar".

Assinala ainda que muitos dos bons resultados conseguidos se devem igualmente aos colegas que treinaram com ele, porque "se eles caiem por mim, em caio por eles", o que o faz apreciar imenso esse "respeito e amizade".

400 praticantes em diferentes modalidades

David Costa, natural de Vila Praia de Âncora, está ligado ao Jucaminha e ao Judo há mais de 30 anos, inicialmente como praticante e, agora, como treinador, cargo que exerce há 18 anos.

Ao mesmo tempo que participava na preparação deste festival gímnico, foi-nos contando que em 1985 começou a participar em competições federadas, e, presentemente, aos 40 anos, colabora como técnico deste clube.

Judo, ginástica, danças, step e outras mais modalidades integram as componentes deste clube.

Referindo-se à sua predilecção pelo Judo, confessou-nos que "ao princípio até nem gostava muito de Judo, era mais um miúdo de Ninjas, mas após ter começado a competir já um bocado tarde, por volta dos 15 anos, em Esperanças, foi a partir daí que comecei a ver que gostava de Judo".

O facto de ser uma modalidade individual, permite que "dependa de mim próprio", assume David Costa na justificação para o interesse suscitado, pese embora "dependa dos meus colegas e adversários" para treinar e competir.

Acrescenta ainda "os valores que o Judo transmite" no envolvimento deste desporto, tais como a "cortesia, respeito, humildade, entre tantos outros".

Judo é uma referência desportiva concelhia

Desta forma, rejeita que se diga que o Judo seja um desporto violento, antes preferindo classifica-lo como "duro", e "é preciso gostar mesmo", concluindo que ele "não é para todos", além do mais pelo "sacrifício" que exige, não só da parte dos atletas, como da própria família.

Dá como exemplo desse esforço os estágios com uma semana e meia de duração e os treinos bi-diários em Portugal e as deslocações a Espanha a que o Ricardo recorre a fim de apurar a sua performance.

Este técnico reconhece ser grande a compensação que a dedicação ao Judo lhe concede, não a nível monetário, mas "enche-nos de orgulho ter estes miúdos e é o que levamos de ganho", insiste David Costa, para quem "não trocaria o Judo por nada".

Fotorreportagem Município de Caminha



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