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Vilar de Mouros

CIRV em vias de encontrar solução directiva

"Avisei há dois anos que este seria o meu último mandato e não estou disponível para continuar", asseverou Basílio Barrocas, actual presidente do Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense, durante uma assembleia geral que tinha como um dos objectivos eleger os corpos gerentes para o próximo biénio.

Basílio Barrocas referiu que há quatro anos tinha sido pressionado por um grupo de jovens a presidir à direcção da colectividade vilarmourense, mas esse desafio tinha expirado e a motivação desaparecera por uma série de condicionalismos, alertando os sócios para a necessidade de encontrarem uma saída.

Garantiu apenas que permaneceria no cargo até final deste mês a fim de serem cumpridos alguns formalismos fiscais, após o que se demitiria.

De modo a assegurar o interregno que venha a ser criado, Sónia Fernandes referiu que embora o presidente se possa demitir, os demais membros da direcção seguirão nos seus lugares, embora "o ideal era que aparecesse uma lista".

"Estava meio falada"

Foi nessa ocasião que um dos sócios presentes aventou a possibilidade de aparecimento de uma lista candidata aos órgãos sociais do CIRV. Embora lhe fosse pedido que a apresentasse, apenas garantiu que "estava meio falada". Em face disto, foi decidido marcar nova assembleia geral para o próximo dia 21, pelas 21H15.

Aproveitando o momento, Basílio Barrocas desejou "sinceramente, sucesso" à nova direcção e manifestou disponibilidade para um apoio "pontual", se para tal for solicitado, fazendo votos para que o Parque Infantil a instalar junto ao espaço do CIRV venha a ser concluído brevemente, atendendo a que começaram as obras mas foram interrompidas sem explicação.

Esta reunião permitiu ainda aprovar o relatório de actividades e as contas do último ano, em que o teatro mereceu algumas considerações da parte de Basílio Barrocas.

O ainda presidente referiu que o plano de actividades tinha sido cumprido, com excepção do teatro, o qual é muito "querido" pelos vilarmourenses desde que seja representado pelos actores locais. Deu como exemplo um espectáculo "com muita qualidade" proporcionado pela Krisálida, mas a realização de muitas festas nesse dia impediu também que o público comparecesse em maior número.

Legalização do edifício é cara e difícil

Deu conta de diligências e obras entretanto realizadas no edifício, tendo em vista conseguir a sua legalização e centrou seguidamente as suas explicações relacionadas com uma proposta do Conselho Directivo dos Baldios de Vilar de Mouros ao pretenderem utilizar umas das dependências do CIRV para sua sede.

Os Baldios estavam dispostos a celebrar um contrato de arrendamento e pagar 10.000€ por ano que seriam aplicados nas obras necessárias à legalização da construção.

Contudo, assaltavam-lhes algumas dúvidas visto que o edifício ainda não se encontra legalizado e temerem ainda que perdessem a isenção de pagamento de IMI pelo facto de procederem ao arrendamento.

"Resto zero"

Após consultas jurídicas e procedendo-se a uma rectificação da verba porque não dava "resto zero" (!), o assunto foi-se protelando em face da aproximação do acto eleitoral.

Assim, a nova direcção deverá reatar os contactos com os Baldios a fim de tentar retomar o processo, caso esteja interessada nele, referiu Basílio Barrocas.

Quanto às contas, o saldo foi de 4.392€ e esperavam que com o dinheiro pago pelo Grupo Motard pela utilização de uma sala como sede, seria possível substituir o telhado de amianto, o que não foi suficiente.

Mais uma vez foi confirmado que os bailes de Carnaval já não resultam em termos de tesouraria, "porque a juventude tem muitas opções", resssaltando que em termos de actividades da colectividade, o Grupo dos Reis constitui o único fundo de maneio relevante.



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