Após termos consultado um especialista em árvores, com uma larga experiência neste campo, apraz-nos tecer as seguintes considerações acerca da araucária em questão:
- O Estudo de Avaliação Fitossanitária apresentado pela proprietária da araucária, elaborado por um professor da UTAD, assegura que o exemplar se encontra em bom estado sanitário. Esta conclusão deverá ser tida como credível por resultar de um estudo realizado com o rigor técnico-científico que se impunha.
- Não fará sentido, pois, elaborar um outro estudo. Quando muito, completar um ou outro aspecto nele versado.
- Só se deverá falar no abate desta araucária se tal veredicto estiver devidamente sustentado cientificamente. Desconhecemos quais os fundamentos invocados para concluir que este exemplar representa um perigo para a segurança de pessoas e bens.
- Face ao atrás descrito, consideramos que a sua proprietária tem toda a legitimidade de defender a árvore em causa, porque está a fazê-lo não de uma forma gratuita mas suportada por um estudo técnico que teve o cuidado de apresentar.
- Pese embora o facto de não se tratar de uma espécie autóctone, é um exemplar que, pelo seu porte e idade confere singularidade ao lugar e identidade paisagística ao local, constituindo já um elemento do património natural da freguesia.