A Assembleia Municipal de Caminha aprovou um regulamento de incentivos anuais a cinco estudantes do ensino superior do concelho de Caminha, cujos rendimentos dos pais se comprovem serem baixos.
Os estudantes contemplados com estas bolsas de estudo receberão entre 120/130€/mês. Miguel Alves, presidente da Câmara Municipal, assegurou que "serão os filhos das famílias mais pobres" a receber este complemento à "bolsa" atribuída pelo Estado através da Segurança Social.
Embora haja concordância na atribuição destes apoios por parte do Município, o deputado municipal social-democrata Carlos Videira pretendeu deixar alguns "contributos" com a finalidade de os melhorar, "baseado na sua experiência" como dirigente associativo universitário.
Recordou que para a atribuição destes incentivos, os alunos terão de estar incluídos nos apoios que a Segurança Social concede às famílias com recursos económicos comprovadamente baixos.
Contudo, há famílias carenciadas que "por poucos euros a mais dos seus rendimentos", já não são abrangidas pelos apoios atribuídos pelo Estado. "Estão na zona cinzenta", assim os definiu Carlos Videira, mas são igualmente agregados familiares com dificuldades económicas assinaláveis e que ficam de fora dos apoios estatais e do próprio Município.
Assim, o deputado municipal sugeriu que o regulamento deveria "evoluir", de modo a evitar a falta de apoio a alguns estudantes comprovadamente carentes do ponto de vista económico.
Esta sugestão mereceu um agradecimento da parte do presidente da Câmara, referindo, no entanto, que "são os filhos das famílias mais pobres" do concelho que auferem estes apoios, porque "nada têm", reforçou.
Apesar de não pretender retirar o mérito à iniciativa camarária, Carlos Videira insistiu para que o próximo regulamento seja reformulado, no intuito de abarcar os tais agregados familiares que se encontram na apelidada "zona cinzenta".