"Os agricultores esperam que alguém lhes faça as candidaturas", respondeu Miguel Alves, presidente da Câmara Municipal de Caminha, a uma interpelação da oposição social-democrata na última reunião camarária, após Paulo Pereira se ter referido a uma petição dos agricultores pedindo acções de formação que lhes permitam preparar candidaturas que terminam em Abril.
O presidente da Câmara confirmou que tinha reunido com cerca de 60 agricultores (28/Janeiro, tinha precisado Paulo Pereira), e pretendia criar um gabinete de apoio à actividade agrícola, pesca e floresta chefiado por uma técnica.
Contudo, após essa reunião, a Câmara recebeu duas cartas pondo em causa a legalidade dessa medida, nomeadamente a da Cooperativa Agrícola de Viana do Castelo contestando a "intromissão" camarária nesta matéria.
Na tentativa de esclarecer a situação, o Executivo enviou uma carta ao IFAP (Instituto de Financiamento de Agricultura e Pescas) há três semanas, aguardando por uma resposta, porque os lavradores necessitam que alguém lhes faça as candidaturas.
Em complemento das explicações do presidente da Câmara, o vice Guilherme Lagido precisou que compete às associações de agricultores preparar as candidaturas - dando como exemplo a existência de uma técnica da AJAP (Associação de Jovens Agricultores de Portugal) -, as quais possuem "recursos disponíveis" para as elaborar.
Perante esta situação, o vice-presidente questionou a legitimidade da autarquia para avançar com o auxílio desejado pelos homens e mulheres do campo, a par de o IFAP poder rejeitar as candidaturas preparadas pela Câmara, a não ser que haja um protocolo estabelecido com alguma associação de agricultores.