Evento: "Sente a História: Ação Promocional de Música e Património - Novas Abordagens, Novos Talentos"
Tipologia: Concerto Banda Velha de Barroselas
Data: 16 de março
Hora: 22h
Local: Igreja do Espírito Santo - Arcos de Valdevez
Preço: Entrada gratuita e não sujeita a inscrição
Site: https://senteahistoria.com/2019/03/16/banda-velha-de-barroselas/
Evento: "Sente a História: Ação Promocional de Música e Património - Novas Abordagens, Novos Talentos"
Tipologia: Visita guiada e animada à Igreja do Espírito Santo
Data: 16 de março
Hora: 21h30
Local: Arcos de Valdevez
Preço: Entrada gratuita e não sujeita a inscrição
Site: https://senteahistoria.com/dias-de-patrimonio-aberto/
A Igreja do Espírito Santo, em Arcos de Valdevez, vai transformar-se este sábado, dia 16 de março, numa verdadeira Porta do Tempo para o Barroco. Com recurso a óculos de realidade virtual, ecrãs tácteis e outros dispositivos tecnológicos, será possível conhecer o património do Alto Minho daquela época e ouvir ao vivo obras de Albinoni, Handel, Vivaldi, Pachelbel, Clarke e Bach, numa atuação da histórica Banda Velha de Barroselas.
O evento acontece no âmbito do projeto "Sente a História", iniciativa que está a realizar 30 concertos em 30 locais históricos do Alto Minho, envolvendo mais de 1500 músicos e 10 municípios. Este é já o vigésimo concerto da iniciativa.
Às 21h30 realiza-se a visita guiada e animada à Igreja do Espírito Santo, que foi recentemente reabilitada e na qual se encontra um centro de interpretação, dotado das mais recentes tecnologias de realidade aumentada e realidade virtual, para dar a conhecer aos visitantes o vasto património barroco do Alto Minho.
Às 22h00 terá início o concerto da Banda Velha de Barroselas que acedeu ao desafio lançado pelo projeto Sente a História e vai interpretar um repertório musical especialmente encomendado, focado exclusivamente no período Barroco.
Além de permitir uma experiência de história ao vivo, onde a música vai ao encontro da arquitetura dos monumentos, a iniciativa "Sente a História" contempla três linhas de programação (bandas filarmónicas, coros e jovens solistas do Alto Minho em contexto de música de câmara), tendo como objetivo surpreender o público com novas abordagens e novos talentos.
O concerto e a visita têm entrada gratuita.
*Sobre a Banda Velha de Barroselas
A Banda Velha de Barroselas foi fundada por Manuel José Meira de Oliveira na primeira metade do século XIX, não se sabendo ao certo o ano da sua fundação. Sabe-se, contudo, que, a exibição pública mais antiga desta banda (que se encontra documentada) ocorreu a 24 de julho de 1864, na inauguração da Capela de Santa Ana, na freguesia de Carvoeiro.
Aliás, a Banda Velha de Barroselas, ao longo de um século e meio, esteve presente nos grandes momentos da sua comunidade tais como: em 1937, na inauguração da ponte que liga Barroselas a Tregosa; em 1951, na inauguração da luz elétrica; em 1985, na inauguração da rede de água domiciliária; em 1988, nas festas da elevação de Barroselas a Vila ou, em 2005, na inauguração do seu centro escolar.
A qualidade e mérito pedagógico e artístico da Banda Velha de Barroselas são reconhecidos possuindo, desde 1984, uma escola de música que capta talentos e forma os novos músicos da banda.
O reconhecimento público por esta banda expressa-se pelo título de "Instituição de Mérito", atribuído pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, seguindo-se, em 2005, distinção homóloga pela Junta de Freguesia de Barroselas e o reconhecimento como Instituição de Utilidade Pública, no ano de 2008.
Mais recentemente teve papel de destaque Isaac Rego, que tomou posse da sua regência em 1983, tendo feito um grande esforço no sentido da renovação e modernização do seu instrumental.
Em 2010 decidiu passou a liderança da Banda, sendo esta dirigida desde essa data até à atualidade por Jorge Pires, um dos músicos formados nesta banda.
Sobre o "Sente a História"
O programa cultural "Sente a História - Ação Promocional de Música e Património - Novas Abordagens, Novos Talentos" apresenta características inéditas no país. Centrado na capacitação, valorização e no desenvolvimento de competências de diferentes gerações de músicos locais, bem como na criação de novos talentos, o programa decorre de 13 maio de 2018 a 20 de julho de 2019 e envolve os municípios de Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira.
Além de permitir uma experiência de história ao vivo, onde a música vai ao encontro da arquitetura dos monumentos, contempla três linhas de programação (bandas filarmónicas, coros e jovens solistas do Alto Minho em contexto de música de câmara), tendo como objetivo surpreender o público com novas abordagens e novos talentos.
As bandas filarmónicas, com os novos maestros a garantirem o rejuvenescimento desta arte na sequência das ações de capacitação deste programa, vão atuar em contexto de concerto com interpretações surpreendentes com jazz, rock, fado, música barroca, popular ou erudita, em formato acústico ou com o som amplificado.
No que diz respeito aos coros, vai estar também patente o cruzamento da tradição com a inovação. Exemplo disso é o facto de o cantor popular repentista Augusto "Canário" ter escrito as letras das canções que vão invocar as lendas da região. Em paralelo, seis compositores de referência do jazz à música erudita (Afonso Alves, Eurico Carrapatoso, Carlos Azevedo, Fernando Lapa, Mário Laginha e Telmo Marques) compuseram sobre as palavras do sentir tradicional, 10 peças corais polifónicas dedicadas a uma lenda de cada município e, ainda, um Hino do Alto Minho. Vozes de todos os coros da região vão fundir-se no Coro Intermunicipal do Alto Minho, num gran finale a encerrar o projeto em julho de 2019, onde interpretarão todas as canções das lendas e o Hino do Alto Minho.
De modo a fomentar os tesouros patrimoniais do Alto Minho, os dias em que ocorrerem os concertos serão também de património aberto, ocorrendo ainda visitas e tours guiados. Os horários das aberturas e os locais de interesse a visitar serão divulgados em www.senteahistoria.com, app e nas redes sociais da iniciativa. Em simultâneo irá decorrer um passatempo onde os visitantes poderão registar fotografias suas, tiradas nessas visitas e concertos, habilitando-se a ganhar vouchers para desfrutar em restaurantes da região.
A iniciativa é organizada pela CIM Alto Minho, produzida pela Eventos David Martins e cofinanciada pelo Norte2020 - Programa Operacional Regional do Norte.
A ARDAL, com o apoio do Município de Arcos de Valdevez, está a desenvolver um projeto para a criação de uma Dark Sky Reserve (DSR) na Porta do Mezio, entrada do Parque Nacional da Peneda-Gerês, que deverá ser implementado até ao final deste ano. Esta iniciativa encontra-se incluída no programa "Norte 2020 Património Natural" e surge na sequência da aprovação da candidatura "Local Dark Sky no território do Parque Nacional da Peneda- Gerês". A criação desta DSR visa promover o ecoturismo e a proteção de habitats noturnos, ideais para a astronomia profissional e/ou amadora, bem como alertar para a preservação e reconhecimento dos céus escuros como um recurso valioso.
As Dark Sky Reserve (DSR) são territórios de tamanho considerável, que possuem uma qualidade excepcional de noites estreladas e um ambiente noturno que é protegido pelo seu interesse científico, natural, educacional e/ou cultural. Neste momento, encontram-se concluídas as fases de estudo global de requisitos da certificação, levantamento do nível de cumprimento de requisitos LDS no território do PNPG, seleção de locais de elevado potencial e auditoria técnica dos mesmos.
Atualmente, as populações citadinas raramente têm a oportunidade de observar a galáxia devido ao aumento da poluição luminosa. Graças a este projeto, passará a existir um espaço privilegiado para a observação de astros e estrelas em pleno coração do Minho, presenteando os visitantes com uma oportunidade única e inigualável de desfrutar de todas as maravilhas que orbitam nos céus da nossa galáxia.
No portfólio da Porta do Mezio já existem eventos de trekking noturno com orientação pelas estrelas, outros dedicados à observação de corpos celestes através de telescópios e ainda atividades de fotografia noturna e astrofotografia. Com este projeto será possível aumentar e diversificar a oferta e proporcionar experiências disruptivas a todos os que participem nestas iniciativas, permitindo um contacto mais próximo com o universo e a exploração do território de uma forma inovadora e aliciante". Além disso, a implementação de uma DSR irá contribuir para a captação de novos segmentos do mercado de turismo na natureza e a promoção da região a nível nacional e internacional.