O PSD considera que a situação financeira camarária é "calamitosa" e o PS manifesta contentamento por terem acabado as "retaliações" às freguesias da oposição.
Pedro Casal e Josefina Covinha foram o rosto diferenciado de uma visão da gestão camarária actual e de um passado recente.
O primeiro, deputado municipal eleito pelo PSD, na última reunião da Assembleia Municipal realizada há um mês, quando procedeu à análise da informação prestada pelo presidente da Câmara a este órgão autárquico, sobre a actividade do Município e as suas contas, mostrou-se receoso quanto à "situação financeira crítica" actual.
"PSD nunca baixou carga fiscal"
Pedro Casal disse existir menos dinheiro em caixa, mais dívida a curto prazo (teria passado de quatro milhões para sete milhões de euros) e que o Executivo camarário se encontrava sem dinheiro para pagar aos trabalhadores e às freguesias, porque "tinham baixado as taxas" há cinco anos, equivalendo a menos um milhão de euros por ano, representando um total de seis milhões nestes mais de cinco anos.
Após frisar que o PSD nunca tinha diminuído a carga fiscal nos anos em que foi poder, apelidou de "calamitosa" a situação actual e perguntou ao presidente que medidas iria tomar.
"Sei bem do que falo"
Por seu lado, a presidente da Junta de Freguesia de Lanhelas, Josefina Covinha, eleita pelo PS, falou e elogiou a opção tomada pelo Executivo de estabelecer protocolos de cooperação com as juntas de freguesia, apesar de a legislação não o obrigar.
Esta lanhelense, após pedir uma maior mobilização dos recursos humanos camarários para atender às necessidades das freguesias, sublinhou a importância de ter ficado estabelecida até final do ano a verba (270.000€) a colocar ao dispor destas autarquias, respeitante aos dinheiros das conta-correntes, os quais "já entraram nos cofres de Lanhelas", anunciou.
Considerou ser uma "boa notícia", porque todas as juntas já tinham conhecimento do que poderiam contar em cada ano, "independentemente da cor política".
Josefina Covinha acentuou que "sei bem do que falo", em relação à "retaliação" exercida sobre juntas da oposição no período em que os sociais-democratas mantiveram o poder no concelho de Caminha (2001-2013), e congratulou-se pelo facto desses tempos terem acabado ("felizmente", vincou) e fez votos para que "não voltem".