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APANHA DA LAMPREIA NAS PESQUEIRAS ABRE AMANHÃ

A pesca da lampreia na zona das pesqueiras, construções de pedra nas margens do rio Minho, abriu a 15 de fevereiro, prolongando-se até meados de abril. Neste período, centenas de pescadores entre Lapela, em Monção, e o concelho de Melgaço, vão "atirar-se" ao rio para a apanha deste afamado ciclóstomo.

Por força do Regulamento de Pesca no Troço Internacional do Rio Minho, o uso do colete de salvação é obrigatório. Uma medida aprovada pela Comissão Internacional de Limites entre Portugal e Espanha, surgindo na sequência de dois acidentes mortais registados no último ano.

Mais batidas e esguias, as lampreias apanhadas com utilização das redes colocadas nas pesqueiras são, regra geral, mais rígidas e saborosas. Tal deve-se à perda de gordura na exaustiva "viagem" entre a foz do rio Minho e a zona das pesqueiras.

Desde 15 de janeiro até 15 de abril, decorre a iniciativa "Lampreia do Rio Minho - Um Prato de Excelência", partilhada pelos seis concelhos do Vale do Minho. No caso de Monção, participam 23 restaurantes localizados no centro histórico da localidade e em várias freguesias do concelho.

Com tradição, requinte e inovação, disponibilizam a afamada Lampreia do Rio Minho, apresentando, nas respetivas ementas, o tradicional arroz de lampreia ou à bordalesa, bem como opções mais contemporâneas: sushi, escabeche ou empanada. Para acompanhar, uma garrafa de Alvarinho, um dos melhores vinhos brancos do mundo.

Neste período, o Município de Monção disponibiliza um programa complementar que engloba visitas a locais de interesse cultural, percursos por lugares naturais e patrimoniais e atividades de desporto e lazer. O ponto alto acontece no fim de semana, 23 e 24 de fevereiro, com a realização do Rali à Lampreia. Este ano, com a novidade de uma prova de qualificação noturna.

Dados recentes da Capitania de Caminha, referem que estão registadas 660 pesqueiras na margem portuguesa, das quais 130 estão ativas. Presentemente, decorre o processo, encabeçado pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho, para distinguir aquelas estruturas seculares como Património de Interesse Nacional.

Municipio de Monção



ALTERAÇÕES AO TRÂNSITO - 1ª FASE

REQUALIFICAÇÃO URBANA NO CENTRO HISTÓRICO

Com a requalificação urbanística no centro histórico, torna-se necessário, até ao final do ano, fazer determinadas modificações à postura do trânsito. Com o objetivo de informar a população, foram colocados dois painéis informativos em locais estratégicos.

A Rua 25 de Abril, a Praça da República, a Rua Eng. Duarte Pacheco e a Rua Pimenta de Castro vão ser objeto de trabalhos de requalificação, implicando, até ao final do presente ano, duração das empreitadas, alterações à circulação/estacionamento do trânsito no centro histórico.

Nesta primeira fase, a Rua 25 de Abril terá, unicamente, circulação em sentido ascendente (entrada na vila), sendo proibido o sentido descendente (saída da vila). O acesso à antiga Praça do Peixe, traseiras do Palácio da Justiça, mantém-se aberto à circulação automóvel.

A Rua Eng. Duarte Pacheco fecha para obras na sua totalidade, o mesmo acontecendo na Rua Pimenta de Castro, na chamada "Rua dos Bancos", e na Praça da República, entre a Alfaiataria Luís Nunes e o Café República. Assim, quem quiser deslocar-se à Praça Deu-la-Deu terá de contornar à esquerda, junto à Nova Rede e descer pelos Correios.

Neste acesso, que passa a ter dupla circulação entre o Restaurante Deu-la-Deu e os Correios, deixa de ser possível estacionar, sendo apenas permitido fazê-lo no percurso entre a Nova Rede e o Talho Rosinha do Lapa, com sentido único. A entrada e saída da vila pela Estrada da Lodeira encontra-se disponível, com viragem, em ambos os casos, junto ao Cine Teatro João Verde.

Com o objetivo de informar a população local sobre as alterações à postura do trânsito, o Município de Monção colocou dois painéis informativos em locais estratégicos do centro histórico. A divulgação é feita ainda pelos meios digitais da autarquia e imprensa local.

Investimentos próximos de 2.3 milhões de euros

A Rua 25 de Abril, cujos trabalhos foram adjudicados à empresa "Armindo Afonso, Lda", pelo valor de 749.083,52 €, vai tornar-se mais funcional e vistosa, substituindo-se o inestético muro de suporte de terra atual por um espaço comercial com acesso à zona da antiga estação da CP.

A Praça da República, com artéria vedada ao trânsito e um acesso pedonal das traseiras da Casa do Curro ao Cine Teatro João Verde, passará a permitir a realização de eventos de vária ordem, transformando-se numa nova centralidade do casco urbano. O investimento situa-se em 741.968,73 €, tendo sido entregue à empresa "Primus Lean, Engenharia e Construção, Lda".

Ambos os investimentos, focados na atratividade do centro histórico e reforço de atividades culturais e sociais, serão complementados com a requalificação da Rua General Pimenta de Castro, adjudicada por 227.001,14 €, e a Rua Eng. Duarte Pacheco, adjudicada por 97.827,70 €. As duas empreitadas serão executadas pela empresa "Sebastião da Rocha Barbosa, Lda".

Nesta estratégia de revitalização do centro histórico, referência ainda para a intervenção na Rua da Independência e Edifício Souto d`El Rey. Os trabalhos, avaliados em 413.292,41 €, tiveram inicio em novembro, visando a recuperação daquela artéria que conduz à Porta de Salvaterra e garantindo a dignidade a um edifício histórico com vocação cultural e turística.

Estes investimentos, adjudicados pelo valor global de 2.229.173,50 €, constituem uma aposta forte do atual executivo presidido por António Barbosa que, registe-se, está a ser acompanhado pela iniciativa privada na requalificação dos imóveis degradados.

O Município de Monção solicita a melhor compreensão e lamenta eventuais transtornos que a presente situação possa causar. Muito obrigado.

Municipio de Monção



"ROTEIRO DE PROXIMIDADE" EM CÔRTES

EMPRESÁRIOS OTIMISTAS COM RETOMA DA ECONOMIA

A primeira reunião descentralizada de fevereiro realizou-se no dia 11, segunda-feira, na sede da Junta de Freguesia de Côrtes. Durante o dia, decorreu o "Roteiro de Proximidade" com visita a vários locais, entre os quais, três empresas com atividade na freguesia.

No período da manhã, o autarca monçanense, António Barbosa, e a Chefe do Gabinete de Apoio à Presidência, Célia Rodrigues, deslocaram-se às empresas "Clideal, Climatizações e Gás, Lda" e "All Stars Motorsports". Ao início da tarde, com o Vereador das Obras e Urbanismo, Duarte Amoedo, decorreu a visita à "Roypasa, Lda".

Marcos Temporão, gerente da "Clideal, Climatizações e Gás, Lda", deu nota que a empresa atravessa, presentemente, uma fase de trabalho, após um período complicado de alguns anos. À pergunta "quais os principais constrangimentos à atividade?" respondeu: "é muito difícil encontrar pessoal especializado, sendo essencial a formação de jovens nesta área".

Com 5 funcionários, Marcos Temporão equaciona a possibilidade de alargar o número de pessoal, fazendo face à procura, e defende uma maior promoção das empresas localizadas no Polo Empresarial da Lagoa, através de uma maior divulgação das empresas à entrada do parque.

Há cerca de 3 anos, o casal Cédric e Ludovina Domingues, abriu em Monção a empresa "All Stars Motorsports". Uma opção que consideram acertada. Ao ponto de já terem alugado um novo pavilhão para responder às solicitações dos seus clientes, um pouco de todo o mundo.

Dedicada à comercialização de peças de automóveis de gama alta, a empresa "All Stars Motorsports" é representante em Portugal de 38 marcas reconhecidas a nível mundial. Com 9 funcionários, o próximo passo é a construção de uma estrutura para concentrar os serviços e fabricar as próprias peças.

Após o almoço, realizou-se a visita à "Roypasa, Lda", empresa de fabricação de portas e janelas em PVC e em alumínio. Com 54 funcionários diretos, 70 por cento das vendas são para o exterior, sendo os restantes 30% comercializados em território nacional.

Recebidos pelo proprietário da empresa, Ramon Vilan, falou-se do atual momento da economia e do papel empresarial crescente da região fronteiriça. Posteriormente, realizou-se uma visita aos dois espaços do pavilhão, um de fabricação de PVC e outro de alumínio.

Neste percurso pelo "miolo" do pavilhão, foi possível constatar a qualidade dos materiais fabricados em equipamentos de última geração. Destacaram-se ainda breves contactos com os funcionários da empresa, na sua larga maioria naturais de Monção.

Municipio de Monção



TRÊS CENTENAS DE CRIANÇAS VÃO APRENDER FOLCLORE NA ESCOLA

Com a implementação do projeto "Folclore vai à Escola", as crianças do ensino pré-escolar do Agrupamento de Escolas de Monção e da Santa Casa da Misericórdia de Monção, vão familiarizar-se com a arte do folclore, prática cultural com larga tradição no nosso concelho.

Desafio lançado pelo Grupo Folclórico das Lavradeiras de S. Pedro de Merufe e aceite pela autarquia local e mais seis ranchos do concelho, o "Folclore vai à Escola" iniciou-se na passada quinta-feira, dia 7 de fevereiro, e termina a 21 de junho, envolvendo um total de 319 com idades entre 3 e 6 anos.

O projeto foi apresentado na Escola Secundária de Monção, tendo contado com a presença do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Monção, João Oliveira, a Vereadora da Educação, Juventude e Recursos Humanos, Natália Rocha, os professores Sérgio Nascimento e Viriato Ferreira, e diversos elementos dos grupos participantes.

"Constitui um motivo acrescido para as nossas crianças vivenciarem uma prática ancestral enraizada no nosso concelho" refere João Oliveira. "Uma iniciativa valiosa numa perspetiva de continuidade dos nossos usos e costumes" acrescenta Natália Rocha. Ambos agradecem a disponibilidade do Agrupamento de Escolas de Monção, da Santa Casa da Misericórdia de Monção e dos grupos participantes na iniciativa.

O objetivo central do "Folclore vai à Escola" incide na preservação da identidade cultural e etnográfica local, no reforço da transmissão de saberes geracionais e na motivação das crianças para a importância e fortalecimento dos valores distintivos do nosso território. Revela-se ainda como promotor do processo de sociabilização junto das crianças.

O projeto, entre as 16h00 e as 17h00, realiza-se uma vez por mês na Santa Casa da Misericórdia de Monção e em cada uma das escolas (EB Vale do Mouro/Tangil, EB Estrada/Mazedo, EB Pias, EB José Pinheiro Gonçalves, JI Cortes) com a participação de sete agrupamentos folclóricos do concelho (Lavradeiras de S. Pedro de Merufe, Os Amigos de Longos Vales, Santa Maria de Moreira, Grupo Folclórico de Pinheiros, Estrela de Longos Vales, Casa do Povo de Barbeita e Moleirinhos do Gadanha).

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Edições C@2000
Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"
Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000/Afrontamento
Apoiado pela Fundação EDP

Da Monarquia à República no Concelho de Caminha
Crónica Política (1906 - 1913)

Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000


O Estado Novo e outros sonetos políticos satíricos do poeta caminhense Júlio Baptista (1882 - 1961)

Organização e estudo biográfico do autor por Paulo Torres Bento
Edição: C@2000


Rota dos Lagares de Azeite do Rio Âncora

Autor: Joaquim Vasconcelos
Edição: C@2000


Memórias da Serra d'Arga
Autor: Domingos Cerejeira
Edição: C@2000

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