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Vila Praia de Âncora

Lancha rápida destinada ao turismo marítimo danifica pontão e polui águas do Portinho

Está atracada há mais de dois anos e mar encarrega-se de a destruir

Os pescadores de Vila Praia de Âncora vêem com apreensão a degradação de um barco rápido de recreio inicialmente destinado a passeios marítimos que se encontra amarrado ao pontão sul do Portinho há mais de dois anos.

O barco, com 8,5 metros de comprimento e 3,5 de largura, avaliado em cerca de 30.000€, pertencente a um cidadão francês que negociara a sua venda com um emigrante, veio de Viana do Castelo para Vila Praia de Âncora, chegando a sair para o mar, mas após uma avaria na embraiagem, voltou ao porto de abrigo e nunca mais saiu de lá.

Associação de Pescadores avisou

Com as maresias deste Inverno, já se afundou por três vezes junto ao pontão móvel existente a sul do porto de abrigo e onde se encontrava amarrado. A Associação de Pescadores tinha comunicado a situação à Docapesca quando a embarcação se afundara pela primeira vez

Um cabeço já foi arrancado do pontão que se encontra a ser "roído" pelo embate da lancha (tendo já partido tábuas que funcionam como estruturas de defesa do atraco) e, esta semana, a popa da embarcação (parcialmente destruída por bater sistematicamente na estrutura de amarração) enfiou-se por debaixo do pontão.

Os pescadores temem que a erosão da ré do barco cause danos graves à própria plataforma à qual os barcos de pesca se encontram amarrados, a par de óleos existentes no seu interior estarem a ser derramados na água . A colocação de um cabo a fim de evitar os embates não resultou, acabando por rasgar a fibra de que é feito o barco.

Os profissionais de pesca receiam ainda que o barco se volte a soltar e venha a impedir a circulação da frota pesqueira local na boca do Portinho ou causar danos noutras embarcações, bem como na rampa metálica de acesso ao pontão.

Docapesca em silêncio

Contactado o Comandante da Capitania do Porto de Caminha, o Capitão-tenente Pedro Costa, foi-nos dito que a Polícia Marítima já tinha tomado conta da ocorrência e notificaram o proprietário do barco a fim de retirá-lo. Acrescentaria que a gestão deste espaço portuário pertence à Docapesca, entidade que tentamos contactar sem sucesso, porque um dos seus responsáveis se negou a responder a qualquer pergunta.


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