Os delegados da Assembleia de Freguesia (AF), por unanimidade, evidenciaram o seu apreço pela realização do Presépio Vivo de Natal por parte da Junta de Freguesia. Josefina Covinha, presidente da Junta, manifestou o seu regozijo pelos elogios recebidos e agradeceu os apoios e colaboração nesta iniciativa. Contudo, sublinhou que o som não esteve nas melhores condições, o que não quer que se repita em futuras edições. O papel do encenador/ensaiador Fernando Borlido, neste Presépio Vivo mereceu também uma referência elogiosa da parte de Teresa Dantas, presidenta da AF.
Este foi um dos assuntos apreciados na última sessão da AF de final do ano passado, em que algumas carências em termos de limpeza de ruas, iluminação pública, nomeadamente junto à beirada do rio, foram trazidos à liça por Fernando Silva, delegado do PSD.
A existência de um único funcionário da junta, destinado às limpezas públicas, obsta a que seja executado um trabalho mais regular, justificou Josefina Covinha, presidente a Junta, frisando ainda que não conseguem encontrar na freguesia outra pessoa mais adequada a este tipo de trabalho. E, comparativamente a outras freguesias, a autarca assegurou que não via um trabalho melhor do que o que está a ser executado em Lanhelas. Recordou, a propósito, que de modo a limpar a beirada do rio e a zona do Cruzeiro da Independência, tiveram de recorrer a pessoal externo à freguesia. Insistiu ainda que esta Junta não utiliza herbicidas nas limpezas.
Sobre a iluminação pública, Josefina Covinha, a exemplo das manifestações de descontentamento ouvidas noutras freguesias pelo C@2000, admitiu que a EDP não corresponde às exigências das populações e autarcas, apesar dos constantes telefonemas e e-mails enviados a essa empresa agora privatizada, refira-se.
Confirmou também a realização de uma reunião com a Câmara e EDP em que discutiram este assunto.
Monumento na beirada do rio agradou
A instalação de um monumento junto à beirada do rio, mereceu igualmente a aprovação dos delegados da AF, realçando Josefina Covinha que a Junta nada terá que pagar à APA pelo aproveitamento deste pequeno espaço, uma vez que se tratou de uma iniciativa no âmbito da CIM Alto Minho, com a indicação da escolha deste ponto do litoral caminhense por parte da Câmara Municipal. Referiu uma vez mais que este monumento fará parte de um roteiro, incluindo as demais obras de arte instaladas nos 10 municípios do distrito, o que poderá contribuir para incrementar o número de turistas na região.
Rectificação de área encalha nas Finanças
A rectificação de uma área na Boucinha já se arrasta há dois anos, recordou a presidente da Junta, perante pedidos de esclarecimento de delegados, situação que coloca interrogações à Junta sobre este atraso. Atendendo a que as Finanças tinham prometido que resolveriam o caso em Janeiro, a autarca vai contactar a secção de Caminha nesse sentido.
Rua da Roda será requalificada este ano
Embora seja reconhecida a necessidade de requalificação da Rua da Estação, conforme sugerira Maria João Varanda, a Junta de Freguesia afirmou que vai apostar na Rua da Roda em 2019, atendendo a que os custos com a intervenção nessa estrada serão bastante elevados, justificou a líder do Executivo local, acrescentando que já tinham procedido ao pedido de um orçamento a fim concretizar a obra. Aproveitou ainda para anunciar que já se encontrava concluído o arranjo do piso a norte da Rua das Fontainhas.
Junta só quer ecovia pela beirada do rio
Sendo a ligação da ecovia entre Lanhelas e Seixas uma assunto de actualidade, Josefina Covinha afirmou que enquanto este Executivo estiver em funções, apenas permitirá que o troço da ecovia siga junto ao rio, a despeito das "dificuldades" que o proprietário da Casa da Torre esteja a apresentar. A autarca acentuou que a ecovia não tem nada que passar junto à EN13.
Madeireiros displicentes
A Assembleia abordou o problema emergente dos cortes de madeiras, dado que após esses trabalhos são deixados os restos no local, situação aproveitada por alguns para aí depositar entulhos e lixo.
Josefina Covinha lamentou também que alguém tivesse colocado uma cabeça de carneiro numa das pedras contendo figuras rupestres, o que denota o desprezo pelo património da freguesia.
As entradas da freguesia, junto à EN13, evidenciam algumas deficiências, como resultado de toques de viaturas que deterioram ou derrubam a sinalização, conforme explicou Josefina Covinha, perante uma interpelação de um delegado.