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Argas

Freguesias das Argas querem recuperar 400 hectares

Exige-se marcação da estrada municipal

Pontão do Lobo ainda por recuperar

As freguesias de Arga de S. João, de Baixo e de Cima, agora reunidas numa única freguesia, pretendem manter na sua posse cerca de 400 hectares de terreno baldio que as freguesias de Dem e Argela pretenderão reivindicar como seus.

No decorrer da última Assembleia de Freguesia realizada na sede da Junta de Arga de Baixo, Octávio Pires, morador em Arga de S. João, denunciou a "forma como a nossa freguesia está a ser expropriada de centenas de hectares" que Dem e Argela reservaram "a seu bel-prazer".

Esta morador disse que só há pouco tempo tinha tido conhecimento desta situação, mas "em 2007 a Junta de Freguesia de Freguesia de Arga de S. João já sabia" disto.

Pedida a voz das Argas na Assembleia Municipal

Octávio Pires exigiu firmeza à Junta de Freguesia e desafiou o seu presidente a fazer ouvir a voz das Argas na Assembleia Municipal, para que o presidente da Câmara se pronuncie sobre este caso, dizendo ainda saber que em Caminha se apregoa que as "Argas não lhes dão chatices".

"Se não nos querem, que nos deixem de cobrar os nossos impostos", insistiu este morador, irritado ainda pelo facto de "ninguém (da Câmara) vir cá limpar as valetas".

Outro morador referiu que os de Dem "estão a mamar", levando Ventura Cunha, presidente da Junta de Freguesia a admitir que já tinha falado com o presidente da Câmara sobre este assunto. Recorde-se que está em curso o processo de georreferenciação e registo de terrenos rústicos e urbanos, sendo Caminha um dos 10 concelhos-piloto a nível nacional a experimentar e encimar este levantamento cadastral.

Ventura Gonçalves, presidente da Assembleia de Freguesia, deu razão a Octávio Pires na questão dos terrenos, embora esta situação já tivesse como proveniência anteriores juntas, frisou. Reconheceu que a freguesia das Argas estava a ser prejudicada, atendendo ainda a que "só temos o dinheiro do FFF".

Manuel Gonçalves, natural de Arga de S. João, insistiu que a freguesia se deveria pronunciar sobre os terenos em causa, um assunto que "já vem de longe", recordou, não devendo estar à espera que a Câmara resolva o conflito, porque não é da sua competência, mas sim das próprias freguesia envolvidas. Na sua opinião, as freguesias "perderam identidade" com as uniões verificadas, lamentando que as mais fortes se tenham apropriado destas áreas.

"Quem tem dinheiro contrata advogados e safa-se", acrescentou neste seu "alerta" para um caso que promete continuar a gerar polémica.

Plástico perigoso

Manuel Gonçalves chamou ainda a atenção da Junta para a necessidade de recolher o lixo, nomeadamente os plásticos dos trilhos, porque são arrastados pelo rio abaixo, com todos os inconvenientes conhecidos. Admitiu que a culpa não era da Junta, mas que deveriam ser consciencializadas as pessoas para o mal que fazem. Sugeriu à Junta que deslocasse o contentor existente perto da ponte sobre a ribeira de S. João para outro local que não afectasse directamente este curso de água.

Esta reparo levou Ventura Cunha, presidente do Executivo local, a assegurar que iria avisar a Câmara para esta situação.

Estrada municipal sem sinalização

Terminada a discussão sobre este assunto, os delegados e público disseram à Junta que não deveria ter permitido que fosse deixado o lixo nas valetas, devendo obrigar o tractor da Câmara a recolhê-lo, de modo a impedir que a água das chuvas inundasse a estrada.

Estrada municipal esta que se encontra sem sinalização horizontal devido à circulação dos camiões que instalaram as torres eólicas, o que a torna perigosa em dias de nevoeiro, foi assinalado neste sessão serrana.

Rede de telemóveis e WI-Fi aquém do desejado

Problemas com uma cancela da Igreja e o retorno de águas em caminhos como os de Entre-as-Coutadas, da Lage, suscitaram discussão entre membros da Junta e o público assistente.

O que ainda deixa muito a desejar é a rede de telemóveis e Internet sem fios prometida. Gerou-se alguma discussão sobre os locais não abrangidos por estas redes - e que perece serem muitos, conforme foi escutado -, exigindo-se que fosse cumprida a palavra dos próprios operadores.

Pontão do Lobo

Por último, a recuperação do Pontão do Lobo, destruído pelas águas do ribeiro da Lage em meados de 2013, continua a não passar de boas intenções, apesar de ter sido prometida a respectiva obra para 2015. Sandra Costinha perguntou se não tinha vindo dinheiro para a Junta para a sua recolocação. Ventura Gonçalves referiu que a obra tem alguns custos, levando a que a Câmara tivesse optado por aguardar pela aprovação de uma candidatura que permita reerguer esta pequena travessia.


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