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Seixas

Casa de S. Bento confirma adaptação do antigo Lar de Idosos num albergue de peregrinos

Instituição respira saúde financeira e agrada aos utentes

Manuel Vilares, presidente da direcção do Centro Bem Estar Social de Seixas, vulgo Casa de S. Bento, assinalou que a adaptação do antigo edifício do Lar, e no qual funcionou até este ano o Centro de Atendimento Permanente-Casa Benjamim, a um albergue de peregrinos "vai ao encontro da génese desta Casa", na sua área da beneficência, além de estar "bem localizado em termos geográficos".

O presidente da Casa de S. Bento reconfirmou este projecto - anunciado anteriormente por Miguel Alves, presidente da Câmara Municipal - no decorrer de uma assembleia geral desta instituição, e garantiu que "irá avançar brevemente".

"Emprestar 40.000€ com retorno assegurado"

Acrescentou que "não vamos alugar, vender ou deixá-lo fechar", prometendo "pôr mãos à obra" e como que "emprestar" cerca de 40.000€ para a sua reabilitação, acreditando que terá retorno face ao número crescente de peregrinos do Caminho da Costa para Santiago de Compostela que cruzam esta freguesia, acreditando ainda que o comércio local beneficiará com a paragem e estadia destes caminhantes em Seixas.

No piso superior serão contemplados alugueres (alojamento local) e no de baixo será mais direccionado para um tipo de albergue.

Para tal, prevê instalar um sistema de detecção de incêndios nesse edifício agora encerrado - a exemplo da substituição de idêntico plano (central de incêndios nova, com 80 detectores e quilómetros de cabos, num valor de 12.000€) a concretizar no actual Lar, dado que o existente se encontra "inoperacional".

A par do projecto de arquitectura deste alojamento local com características especiais, será ainda adquirido mobiliário adequado e aquecimento central.

O espaço onde funcionou uma clínica de recuperação, nos baixos do edifício antigo, deverá receber o espólio da instituição, nomeadamente os troféus e espólio das extintas secções de Hóquei e de Folclore.

"Estamos mais desafogados"

Manuel Vilares evidenciou confiança no futuro da Casa de S. Bento ao ser debatido o plano de acção e contas previstas para 2019, frisando que "estamos melhor do que em 2018 e estaremos melhor em 2020, porque estamos mais desafogados" financeiramente, pese embora se preveja um prejuízo de 20.000€, "em que eu não acredito", completou, adiantando que "vamos sair disto de uma forma positiva", no que foi secundado por João Leão, tesoureiro desta IPSS, admitindo este que "as coisas correram bem, não mexemos nos depósitos e que constituem sempre uma boa almofada".

Obras no 1º piso praticamente concluídas

Nesta linha de orientação, concluídas as intervenções no 1º piso do Lar (incluindo um investimento completado há duas semanas no sistema de campainhas na ordem dos 21.000€, contemplando a instalação de uma rede de Internet por sistema de antenas e que permitirá ainda controlar os doentes com Alzheimer, e mais 6.000€ na aquisição de novas camas, roupas e louças), avançaram para as obras no 2º piso estimadas em 65.000€ ("um investimento impensável há 6 anos"), seguindo-se todo o edifício.

Projecto global

A par destes melhoramentos, os responsáveis pela Casa de S. Bento já avançaram com um projecto global que "preveja a remodelação e ampliação de todo o edifício a pensar no futuro e aumentando a capacidade do Lar", para que a instituição se torne cada vez mais sustentável. O projecto custou 12.000€ e já se encontra em parte pago e entregue na Câmara Municipal para apreciação.

Elogio às funcionárias

Satisfeito com a forma como o Lar tem evoluído, Manuel Vilares apontou como exemplo deste sucesso a inexistência de queixas com a comida - considerada "uma das áreas mais difíceis de contentar" -, evidenciando ainda a sua alegria pela "imagem" que o Lar de S. Bento "tem lá fora", fruto do "trabalho das funcionárias", as quais se têm revelado inexcedíveis mesmo junto dos utentes que não possuem qualquer família.

Lucros são para investir

Na perspectiva desta direcção, "comigo não haverá lucros", disse o presidente, porque entendem que eles "são para investir", dando como exemplo o Piso 2 que "vai ficar muito bem", e vincando que cada um dos pisos será adaptado a "esta nova realidade".

Com 58 utentes e 36 funcionárias ("ratio cumprido", anotou) que se escalonam por turnos para que o atendimento seja o ideal (apontando a forma como se organizam da parte da manhã).

Um dos lares com maior referência

Perante este cenário favorável, Manuel Falcão, presidente da Assembleia Geral, elogiou o "sucesso desta gestão" iniciada há sete anos, nomeadamente no apoio aos utentes.

"Se os sócios não comparecem (às AGs), é porque a Casa está sólida", completou Manuel Carlos Falcão perante a ausência de associados, considerando o Lar de S. Bento, uma das instituições de "maior referência na região".



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