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Vilar de Mouros

Cerca de 600 motards trilharam caminhos do concelho

O 2º maior evento do distrito

O Grupo Motard de Vilar de Mouros vê crescer um evento criado há 16 anos, atingindo no passado Sábado perto de 600 motos e motos-quatro inscritas em mais um percurso por caminhos e trilhos escolhidos a preceito, de modo a atrair cada vez mais entusiastas deste desporto motorizado.

"A crescer de ano para ano"

Se na primeira edição foi o CIRV a organizá-lo, no seguinte, já com o Grupo Motard constituído, este clube não mais deixou de estar à frente da preparação de uma das mais apetecíveis viagens (trepidantes) do Alto Minho, como o atestam inúmeros inscritos da Galiza e até de Léon, Astúrias e Madrid.

"Está a crescer de ano para ano", referiu-nos Joaquim Oliveira, fundador e actual presidente do Grupo Motard (com cerca de 140 sócios), perante a linga fila de motoqueiros preparando-se para se inscrever na manhã desse Sábado, junto à Capela de Stº Amaro, à volta da qual foi montado o staff de apoio à prova.

Joaquim Oliveira, depois de nos explicar que este grupo de desporto motorizado tem a sua sede numa das dependências do Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense, com quem celebraram um protocolo de utilização, referiu que o itinerário deste ano será "bastante duro", passando por Vila Nova de Cerveira, nomeadamente por Covas, "para que não seja sempre pelos mesmos sítios", justificou.

Às cinco da tarde acaba o estradão

Embora tivessem criado uma alternativa para aqueles que preferem um trajecto mais fácil, a "linha dura" prevalece neste enduro, nomeadamente para os pilotos espanhóis que gostam de "dureza e não andar a passear em estradões, estando às vezes uma ou duas horas para fazerem 100 metros" dos mais de 60 quilómetros que constavam desta prova, mas sem poderem ir além desta distância, justificou, porque "tem muita dureza". Frisou que "no mais tardar, às cinco horas da tarde vem tudo para estrada". O estradão acabou a partir daí, atendendo a que começa a cair a noite, embora "muitos fiquem chateados, mas tem de ser", reconheceu.

"Equipa fantástica"

Quatro dezenas de voluntários dão suporte logístico a esta prova, levando Joaquim Oliveira a considera-los uma "equipa fantástica", porque é necessária gente no seu início, no monte, na estrada, controlando o percurso e fornecendo os reforços alimentares. Estes, logo à partida, uma hora depois, e o almoço no meio do monte, "com bifanas grandes, caldo verde e fruta, e quando acabarem, dirigem-se para o CIRV, onde temos presunto para todos eles cortarem - e isso é que dá gozo -, rematando com um cozido à portuguesa", pagando cada participante 40€ pela inscrição com direito a tudo, "mas os que não quiserem o cozido, pagam 35€".

O presidente do Grupo Motard não hesita em afirmar que evento igual a este no distrito, só o dos Arcos de Valdevez, que "mete mais de mil motos".

Galiza sempre presente

Julian veio de Nigran com um grupo de amigos. Foi a primeira vez, mas garantiu ao C@2000 que "de agora em diante será todos os anos, porque Vilar de Mouros é a melhor ruta que há em Portugal", considerando mesmo que esta prova é "muito melhor do que o Festival de Vilar de Mouros". Alexandro, outro dos componentes deste grupo, é de Baiona e veio até cá atraído pelos amigos que já tinham percorrido os estradões da região nos anos anteriores e "eu venho a ver que tal e espero que passe tudo bem".



Ponte sustém lixo que desce pelo Coura

Como é habitual em tempos de cheias no Rio Coura, o lixo composto por troncos de árvores, galhos e ramagens fica preso a montante da ponte românica, junto aos seus pegões, como a foto documenta.



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Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"
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Edição: C@2000/Afrontamento
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Da Monarquia à República no Concelho de Caminha
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O Estado Novo e outros sonetos políticos satíricos do poeta caminhense Júlio Baptista (1882 - 1961)

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