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Vila Praia de Âncora

Centro Social e Cultural assinalou 35 Anos de existência com uma exposição e registo de testemunhos

Foi inaugurada no passado dia 15 a exposição evocativa dos 35 Anos de actividade do Centro Social e Cultural de Vila Praia de Âncora, a qual poderá ser apreciada até ao próximo dia 10 de Novembro.

Projecto consolidado

Trata-se do "registo de uma trajectória de uma actividade que já se encontra consolidada" e com um futuro assegurado, garantiu José Luís Presa, um dos fundadores da instituição e seu presidente desde então.

Este dirigente associativo vincou no acto inaugural que "temos vindo a registar para memória futura as nossas actividades, bem como os usos e costumes em risco de desaparecimento", bem como toda a vida associativa do Vale do Âncora.

Após assinalar que no final estava previsto um convívio de todos os colaboradores e trabalhadores que "fazem no dia-a-dia que isto funcione a nível cultural e sócio-profissional", José Luís Presa recuou até ao ano de 1976, data em que se realizaram as primeiras eleições autárquicas. A partir de então, Vila Praia de Âncora não se cansou de reivindicar um lar de idosos, dado que o concelho de Caminha apenas possuía duas casas de repouso, mas "no Vale do Coura". Contudo, segundo as regras de então da Segurança Social, o município de Caminha não necessitava de mais lares.

No entanto, frisou, com o aparecimento de "uma geração de valências sociais, como eram os centros de dia e os apoios domiciliários, foi possível começar a construir o edifício, e conseguir criar um lar e uma escola profissional, incluindo o jardim infantil". Pormenorizou que um dos problemas para conseguir apoios financeiros, tinha sido a relutância da Segurança Social em permitir a coexistência entre iodosos e crianças, até que mudou de opinião.

José Luís Presa agradeceu o apoio da Câmara Municipal representada neste acto pelo vice-presidente Guilherme Lagido, embora essa colaboração não se tenha traduzido tanto do ponto de vista financeiro, mas através de outras vertentes.

Elogiou o trabalho "exemplar" do Centro de Memória - e da sua responsável, autora das recolhas e da exposição - cuja actividade pretende estender a um plano municipal e, posteriormente, regional, tudo dependendo dos "nossos eleitos locais, com quem já reunimos" nesse sentido, assinalou.

"Isto é uma marca em Vila Praia de Âncora"

Guilherme Lagido aproveitou para elogiar esta "marca" de Vila Praia de Âncora, dizendo recordar a divisão de opiniões existente no passado, entre aqueles que se interrogavam sobre a necessidade de um lar e outros que diziam "ainda bem", frisando que alguns dos que duvidavam, viriam posteriormente a ser seus utentes.

Elogiou José Luís Presa por ter sido um "visionário" intergeracional, porque o apoio social "rapidamente se generalizou" e a "capacidade de dar resposta não pára", assim como teve palavras de encómio em relação aos "bons profissionais" que ali trabalham, a quem agradeceu o seu profissionalismo.

Prometeu que não deixará apagar a memória, classificando-a "tão importante como os monumentos ou o rio Âncora", sem esquecer o desempenho do Centro de Memória.

"Há um antes e um depois desde Centro"

Antes de iniciar as explicações sobre a mostra em si, Cláudia Fernandes, responsável pelo Centro de Memória, salientou o trabalho conjunto do Centro Social e Cultural neste projecto prestes a ser inaugurado, cuja preparação incluiu a audição dos fundadores e colegas que ali trabalham.

Esta técnica vincou que havia "um antes e um depois" desde Centro Social e Cultural, cujo desenvolvimento se fez à custa de "dar respostas", tornando-se uma "vanguarda", pelo que felicitou todos.

Iniciou-se então a visita aos painéis e à exposição retrospectiva, com as pertinentes explicações da técnica do Centro de Memória.


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