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Acção de limpeza da praia da Foz do Rio Minho
no Dia Internacional de Defesa Costeira

Numa acção conjunta da COREMA e da Associação Portuguesa de Lixo Marinho, com o apoio da Câmara Municipal de Caminha, decorreu no passado dia 15 (Dia Internacional de Defesa Costeira) na praia de mar da Foz do Rio Minho, uma acção de recolha de lixo.

Por tal motivo, acções idênticas decorreram em inúmeros pontos do globo.

Patrícia Louro, da APLMarinho (criada em 2013), revelou ao C@2000 que têm vindo a levar por diante uma série de acções de sensibilização "para boas práticas e bom uso do ambiente marinho e costeiro, trabalhando com as comunidades, escolas e fazendo acções como esta que estamos a fazer aqui em Caminha, no âmbito de uma iniciativa internacional de defesa costeira".

Sediada em Lisboa, esta associação estabeleceu uma parceria com o Município caminhense, em colaboração com a Corema, a Raia, de Monção e o Eco-Museu do Rio Minho, de V. N. de Cerveira, o que permitiu angariar voluntários e "recolher todo o tipo de lixo que será contabilizado e pesado no final, cujos dados serão enviados para uma associação norte-americana que centraliza tudo".

Embora o lixo recolhido seja dividido, Patrícia Louro lamenta que nestas acções, "acabe por ser enviado para os aterros" pelas empresas contratualizadas pelos municípios, "a não ser que haja já um destino selectivo".

"Apenas no que conseguirmos fazer triagem, será separado", aduziu Patrícia Louro.

8 000 toneladas de plástico ao ano no fundo do mar

Questionada sobre o problema do lixo concentrado no fundo do mar, soltou uma gargalhada porque "tínhamos aqui tema para uma palestra para um ano, porque temos cada vez mais". Acrescentou que "estamos a debitar à média de oito mil toneladas ao ano para o fundo do mar a e zonas costeiras" e, mais grave do que isso, disse-nos que "não há tendência para pôr um travão nisso", sentindo que "tem de haver um trabalho de consciencialização muito bom".

Falou-nos da dificuldade e dos custos em remover os detritos existentes no fundo do mar, a par de serem arrastados pelas correntes marítimas "para áreas remotas onde é mais difícil o acesso", levando-o a insistir que o essencial, neste momento, é conseguir parar de produzir lixo e "se conseguirmos chegar aí, já temos meio caminho andado".

Embora na costa e nas águas marítimas portuguesas ainda não existam ilhas de lixo à tona de água, esta activista do ambiente não descarta a possibilidade de haver concentrações de detritos submarinos, "tudo dependendo das condições de mar e atmosféricas", concluiu.

"Oceanos transformados numa sopa de plástico"

Por seu lado, José Gualdino, presidente da Corema, referiu ao C@2000 que a adesão da associação a esta campanha reside "na gravidade da concentração dos resíduos sólidos nas praias e no mar".

Referiu que "ainda há pouco tempo, um responsável da Greenpeace dizia que os oceanos estão a ser transformados numa autêntica sopa de plástico", porque "85% desse resíduos são plásticos", considerando ainda mais preocupante as "micropartículas de plástico que estão por todo o lado, do que o plástico visível". Estas micropartículas entram na cadeia alimentar e, como dizia, Cousteau, esse lixo acaba por ser servido à mesa de cada um".

José Gualdino referiu igualmente a separação de certo tipo de lixo (beatas e plástico) de modo a ser contabilizado, mostrando-se satisfeito com a adesão de cerca de 30 sócios da Corema nesta campanha.

Assegurou que a partir de agora, "a Corema está interessada em participar anualmente nesta campanha cada vez mais importante, e ainda face à necessidade de atacar este problema".

Referiu que esta campanha nada tem a ver com o "Coast-Watch", apesar desta iniciativa também acabar por fornecer dados e informações importantes sobre os resíduos nas praias.

Situação nas praias do concelho melhorou

Comentando a situação das praias no concelho de Caminha quanto às quantidades de resíduos, "a situação melhorou muitíssimo, a partir do momento de que os municípios galegos de A Guarda e Baiona deixaram de despejar directamente no mar os resíduos sólidos urbanos, como acontecia há uns anos atrás, o que era um perfeito disparate e um absurdo", porque esses plásticos vinham todos parar às praias do concelho de Caminha.


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