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XX BIENAL INTERNACIONAL DE ARTE DE CERVEIRA . De 10 de agosto a 23 de setembro de 2018
Fotorreportagem António Garrido
Vila Nova de Cerveira acolhe "1º Encontro Regional de Cuidadores Informais"
A Associação Nacional de Cuidadores Informais promove, a 8 de setembro, o "1º Encontro Regional de Cuidadores Informais" no Cineteatro de Vila Nova de Cerveira. A iniciativa, que visa o reconhecimento do importante papel do cuidador informal pela criação do estatuto específico, conta com a presença de vários representantes de altas entidades do foro político e médico-científico, para além de testemunhos na primeira pessoa. O Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, vai presidir à sessão de encerramento.
De um conjunto de cuidadores e ex-cuidadores de familiares diagnosticados com demência e/ou de crianças com considerável grau de dependência surgiu, no passado mês de junho, a Associação Nacional de Cuidadores Informais, movimento nacional que luta pela dignificação do cuidador, materializada na criação do Estatuto do Cuidador Informal.
Com o intuito de informar e apoiar uma missão que abrange inúmeras famílias portuguesas, esta associação tem dinamizado alguns encontros regionais que despoletem uma maior reflexão e debate para esta causa. Com o apoio da Câmara Municipal, Vila Nova de Cerveira acolhe, na tarde de 8 de setembro, uma ação de sensibilização de âmbito distrital, mas com grande participação e impacto nacional.
A sessão de abertura deste "1º Encontro Regional de Cuidadores Informais" em Vila Nova de Cerveira está agendada para as 14h00, com a presença do presidente da Câmara Municipal, Fernando Nogueira, e da Vice-Presidente da Alzheimer Europe e Eurodeputada Marisa Matias.
O programa é constituído por três painéis complementares: o dos cuidadores informais e as questões legais e sociais que aborda relatos de como vivem os cuidadores e os seus familiares a necessitar de cuidados, os apoios sociais disponíveis e o testamento vital; o painel político para salientar a importância do estatuto do cuidador informal e que vai contar com a presença de Deputados da Assembleia da República; e uma terceira abordagem de cariz médico-cientifico, com médicos da especialidade e a participação de investigadores da Universidade de Coimbra.
A sessão de encerramento será presidida pelo Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, um defensor do estatuto do cuidador informal, e pela Presidente da Associação Nacional de Cuidadores Informais, Sofia Figueiredo.
Neste momento, a pré-proposta do grupo de trabalho do Governo para uma nova Lei de Bases da Saúde já integra o Estatuto para Cuidadores Informais. O documento elaborado pela equipa de Maria de Belém Roseira estabelece que deve ser promovido "o papel da família, das pessoas próximas e da comunidade na saúde e no bem-estar das pessoas com doença, dependência, parcial ou total", cabendo ao Estado, através dos ministérios da Saúde e da Segurança Social, definir as medidas necessárias de apoio aos cuidadores e à pessoa cuidada com vista a assegurar a melhoria de qualidade de vida de ambos.
De sublinhar que todo este processo foi desencadeado há cerca de dois anos, com o lançamento de uma petição para a criação de um estatuto que enquadrasse as suas funções. Após entregue a um relator no Parlamento, em março deste ano o tema desceu para discussão em sede de Comissão, dando início a uma fase de auscultação das 20 associações de doentes para darem a conhecer o que têm vivido, desde a aceitação da doença dos familiares, à situação quase inevitável de desemprego, entre outras histórias de vida.
O Cuidador é toda a pessoa que assume como função a assistência a uma outra pessoa que, por razões tipologicamente diferenciadas, foi atingida por uma incapacidade, de grau variável, que não lhe permite cumprir, sem ajuda de outro(s), todos os atos necessários à sua existência, enquanto ser humano (Oliveira et al., 2007).
XX BIENAL INTERNACIONAL DE ARTE DE CERVEIRA: JÁ FORAM REGISTADOS MAIS DE 50 MIL VISITANTES
Bienal de arte mais antiga do país mantém-se de portas abertas até 23 de setembro
Atingindo metade do tempo de calendário, a XX Bienal Internacional de Arte de Cerveira já recebeu mais de 50 mil visitantes nos diversos espaços expositivos, voltando a afirmar-se como um dos eventos obrigatórios do verão minhoto. Os números são a prova do êxito da edição comemorativa dos 40 anos, marcada pela homenagem ao último dos surrealistas portugueses, o mestre Cruzeiro Seixas.
Voltando-se a realizar em anos pares, a XX Bienal Internacional de Arte de Cerveira está de portas abertas até 23 de setembro para apresentar mais de 600 obras de 400 artistas de mais de 30 países e celebrar quatro décadas de existência. E o público tem respondido à efeméride com entusiasmo.
"É com muita satisfação que já atingimos mais de 50 mil visitantes, neste que é um dos acontecimentos mais marcantes das artes plásticas do país e que tem atraído milhares de portugueses e estrangeiros", anunciou o presidente da Fundação Bienal de Arte de Cerveira, Fernando Nogueira.
Segundo o coordenador artístico Cabral Pinto, "ao fim de 40 anos, Vila Nova de Cerveira tem resistido aos modelos que aniquilaram outras iniciativas congéneres e é um exemplo de persistência e de empenhamento, tendo desempenhado um papel importantíssimo no desenvolvimento local e regional".
O destaque da edição é o artista homenageado Cruzeiro Seixas, também ele um resistente aos 97 anos. "Na cabeça de todos nós, existem ideias e sonhos para realizar que se tornam vitais para a vida de um país. Estou muito emocionado com esta homenagem, obrigado", referiu este que é um dos máximos expoentes do surrealismo português por altura da inauguração. Através de uma exposição retrospetiva da sua obra plástica e poética, composta por 120 peças provenientes de coleções públicas e privadas, é proposta ao público uma nova leitura sobre o movimento artístico.
A bienal de arte mais antiga do país e da Península Ibérica mantém um formato de sucesso, que tem procurado inovar e a encontrar novas formas de cativar o público, com atividades para todas as idades. O evento integra projetos curatoriais, artistas convidados, representações de 21 instituições de ensino superior nacionais e estrangeiras, performances, residências artísticas, workshops, ateliers infantis, conferências e debates, visitas guiadas e espetáculos.
Horário até 1 de setembro:
Segunda a sexta-feira: 14h30-22h30 | Sábados, domingos e feriados: 10h30-22h30
Horário de 2 a 23 de setembro:
Segunda, terça, quarta e quinta-feira: 14h30-20h00
Sexta-feira: 14h30-22h30 | Sábado: 10h30-22h30 | Domingo: 10h30-20h00
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Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"
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Edição: C@2000/Afrontamento Apoiado pela Fundação EDP
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Da Monarquia à República no Concelho de Caminha Crónica Política (1906 - 1913)
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Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000
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e outros sonetos políticos satíricos
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Organização e estudo biográfico do autor
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