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Vila Praia de Âncora

Junta de Freguesia com 592 mil euros para 2018

PS diz que Plano de Actividades parece um Manifesto Eleitoral

Os delegados socialistas eleitos nas últimas Autárquicas para a Assembleia de Freguesia (AF), ao analisarem o Plano de Actividades e Orçamento da Junta de Freguesia para o corrente ano, consideraram-no uma "opção, que não seria a nossa", além de os definirem como um "manifesto eleitoral"(…)"pouco rigoroso e à deriva".

O delegado socialista Manuel Luís Martins advertiu sobre três lapsos eventualmente existentes no Plano, ao incluírem a Trav. 5 de Outubro, a Rua de Vales e a 2ª fase da Rua Luís de Camões. O delegado alertou que a Trav. 5 de Outubro e a Rua Luís de Camões se encontravam inseridas no projecto de revitalização das zonas da Sandia e Vista Alegre que a Câmara Municipal vai levar a cabo já a partir deste ano, pelo que não fazia sentido que a Junta incluísse estas obras no seu Plano de Actividades, tal como já existe um projecto camarário para a Rua de Vales.

Este elemento da oposição à Junta perguntou ainda ao Executivo social-democrata quanto tinha gasto com a 1ª fase da obra da Rua Luís de Camões e alertou para o facto de terem sido incluídos dois caminhos (20.000€) "sem cabimento orçamental", situação que se poderia repetir no aumento do quadro de pessoal.

Dos 8.000€ previstos gastar em 2018 com a Educação, Manuel Luís perguntou se iria reservar metade desta verba para a acção social.

Este delegado socialista, atendendo a que a Câmara Municipal vai aproveitar verbas do Programa Comunitário 2020 para intervir na floresta, interpelou o Executivo ancorense sobre idêntica aposta da parte da Junta liderada por Carlos Castro.

Cemitério na encruzilhada

O impasse no alargamento do cemitério motivou o mesmo delegado eleito pelo PS a confrontar a Junta sobre a dificuldade com esta obra. Acusou a anterior Junta de não ter alienado nada, embora tenha aparecido a falar em verbas de 330.00€, mas, depois, apenas apresenta 296.000€. Falou nos problemas relacionados com o PPDM para que esta obra vá avante e perguntou a Carlos Castro se já tinha reunido com a Camara a fim de tentar solucionar o impasse, inclusivamente obtendo algum financiamento municipal parava expansão do cemitério.

O delegado socialista aconselhou a Junta a retirar esta proposta e a "repensá-la muito bem".

"Há má vontade camarária"

Pegando no caso do cemitério, Carlos Castro referiu que tinham comprado dois terrenos para construção no valor de 35.000€ e pago 3.500€ com o projecto. Iniciaram a construção do muro (30.000€), mas lamentaram que só oito meses depois e com o novo PDM já aprovado é que a Câmara tenha dado parecer negativo.

Perante esta situação, Carlos Castro desabafou: "Que abertura é que temos para ir à Câmara pedir dinheiro?". Insistiu que "se conseguirmos fazer a obra sem apoio da Câmara é melhor, caso contrário vão dizer que é deles".

Segundo se depreendeu das palavras de Carlos Castro, o valor do terreno que pretendiam vender em Vilarinho a fim de custear os trabalhos no cemitério baixou 40% devido à diminuição dos índices de construção decorrentes das novas directrizes do Plano Director Municipal e não aparecem interessados. Carlos Castro assegurou que "há má vontade" camarária.

Quanto às obras inseridas no Plano de Actividades que suscitaram interrogações à oposição socialista, o presidente da Junta admitiu ter sido um lapso a inserção da Trav. da R. 5 de Outubro, tratando-se da Trav. da R. 31 de Janeiro. Sobre os projectos para a Sandia, o autarca disse que "não fomos ouvidos", mas, admitiu que "estas obras eram muito desejadas".

Compra de duas carrinhas

Defendendo o seu Plano e Orçamento para 2018, Carlos Castro assinalou que pretendem adquirir duas carrinhas para as limpezas.

Respondendo à questão da limpeza da floresta baldia, o autarca eleito para Vila Praia de Âncora informou a AF e os presentes de que tinham em preparação seis candidaturas para a zona (caminho) de Bulhente (incluindo Vile) e limpeza de uma linha de água e que deverão ser comparticipadas a 100%.

Sobre projectos camarários para a Rua de Vales, assegurou que nada sabia.

Chamados a sufragar os documentos, os três eleitos socialistas votaram-nos desfavoravelmente, essencialmente devido à alienação de património, sendo aprovados pela maioria social-democrata.

Mapa de pessoal

Esta sessão permitiu aprovar por unanimidade o Mapa do Quadro de Pessoal, em que Sandra Fernandes (socialista) pediu esclarecimentos, ficando a saber que a Junta possui dois trabalhadores a tempo indeterminado (uma administrativa e um coveiro) e diversos a recibo verde.

Tendo sido agendada para esta AF o averbamento das campas do cemitério, Sandra Fernandes pretendeu saber se o público tinha informação deste processo, garantindo Carlos Castro que serão colocados editais.

Futebol Feminino reconhecido

Os bons resultados obtidos pelo Futebol Feminino e a selecção de duas atletas para a selecção Sub-15, todas pertencendo ao Âncora-Praia Futebol Clube, mereceram a apresentação de dois votos de louvor por parte do PSD e PS, que acabaram por se fundir num único texto.

Esta sessão permitiu ainda aprovar dois votos de pesar apresentados por PSD e PS e guardar um minuto de silêncio pelo falecimento de Luís Gomes Fernandes, o primeiro presidente da Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora após o 25 de Abril.

"Devemos estar orgulhosos pelas obras em curso"

Tendo como pretexto a inauguração da obra da 2ª fase do Nó de Erva Verde, o delegado socialista Rui Amorim elogiou a série de obras realizadas na freguesia, incluindo esta, as ecovias e futuramente na Sandia/Vista Alegre, entendendo que os ancorenses "devem estar orgulhosos pelas obras em curso".

A apreciação à obra de Erva Verde mereceu igualmente um comentário de Carlos Castro, porque "veio beneficiar o local", considerando que "está lindíssima".

Contudo, o presidente da Junta chamou a atenção para os problemas de trânsito na Rua António Ramos, durante o verão, por não ter passeios, haver necessidade de realizar cargas e descargas e existir uma esplanada de uma unidade de restauração.

LEDS na Av. Ramos Pereira: "-Como é?"

É conhecida a polémica gerada ao redor da instalação de luzes verdes na Av. Ramos Pereira (sul) e na ponte sobre a foz do rio Âncora.

O delegado "laranja" José Vieira pediu à Junta de Freguesia que esclarecesse a assembleia sobre este processo e garantiu que a colocação dessas luzes não criaria problemas na rede pública. Achou estranho que muitos outros pontos da vila também estivessem apagados.

"Já passei muitas noites sem dormir"

Carlos Castro admitiu que este assunto já o fez passar "muitas noites sem dormir".

Esclareceu que já "conversámos" com a EDP e já se pediram mais candeeiros. Um piquete da EDP já se deslocou ao local a fim de reparar uma fase que se tinha queimado.

O autarca insistiu que o que se passou com os LEDS não tinha sido nada agradável, porque lhes tinham tirado os candeeiros (colocados sem autorização da EDP, registe-se) e que este equipamento tinha uma protecção. Atribuiu as avarias na rede à existência de "cabos podres" e à existência de um único fio.

Insurgindo-se contra a insistência na ilegalidade da colocação das iluminação por parte da Junta, Castro referiu que se estas se encontravam irregulares, todas as outras nas demais freguesias também o estavam.

Acrescentou que a APAmbiente e a Capitania tinham autorizado as LEDS. Contrataram uma empresa para a instalação e ligação à rede pública e que a EDP tinha acompanhado "aquilo", sendo ligado por um piquete dessa empresa no dia da inauguração.

Comentando outra intervenção de José Vieira (ex-vogal da Junta) ao referir-se à falta de limpeza na Duna dos Caldeirões, Carlos Castro disse que a Agência Portuguesa do Ambiente tinha prometido intervir neste cordão dunar, mas não o tinha feito.

OP para o Monte Calvário

A Junta de Freguesia tem procedido a algumas limpezas no Monte Calvário, mas, sublinhou o autarca, este monte "tem dono" e uma das propostas do Orçamento Participativo de 2017 contemplava uma intervenção mais alargada, devendo aguardar-se pela sua concretização, concluiu a sua resposta a Tiago Castro e José Vieira, delegado que pretende também iluminar a cruz.

Forte da Lagarteira fechado

A denúncia do encerramento há já dois meses do Forte da Lagarteira, feita por José Vieira, levou o presidente da Junta a sublinhar somente que tinha sido a Câmara a encerrá-lo.

O público também costuma intervir nestas sessões, como foi o caso de Ana Maria Castro, a quem costumam apelidar de "resmungona", reconheceu. Teceu diversas considerações sobre as negociações estabelecidas com a Câmara, nomeadamente com o presidente, em relação a alterações introduzidas no projecto do Nó de Erva Verde, as quais resultaram, congratulou-se.


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Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"
Autor: Paulo Torres Bento
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Da Monarquia à República no Concelho de Caminha
Crónica Política (1906 - 1913)

Autor: Paulo Torres Bento
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O Estado Novo e outros sonetos políticos satíricos do poeta caminhense Júlio Baptista (1882 - 1961)

Organização e estudo biográfico do autor por Paulo Torres Bento
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