O Município de Caminha vai gastar cerca de 350 mil euros com o ensino durante o próximo ano lectivo, correspondentes a diversos apoios a juntas de freguesia e associações para o transporte de alunos, actividades escolares e de apoio à família.
Os respectivos contratos foram aprovados na última reunião camarária, em que foram ainda concedidos subsídios para a manutenção do Núcleo Museológico da Memória, Artes e Ofícios de Riba d'Âncora e Moinhos d'Apardal de Riba d'Âncora; à SIRA, de Âncora, para aquisição de cadeiras; ao Clube de Hóquei de Vila Praia de Âncora (ADJVP) destinado à formação e organização de torneios de hóquei em patins; à Desnível Desportivo para a realização de actividades de montanha.
Um morador, Manuel Chevarria Glória, compareceu na reunião, manifestando a sua discordância pela presença de vereadores num festa realizada este Verão na Casa da Torre, em benefício da Casa do Povo de Lanhelas. Este munícipe entendeu a presença dos edis dos dois partidos como uma forma de subserviência ao proprietário dessa quinta, o qual criticou por ter vedado a beirada do rio.
Miguel Alves replicou que "não lhe devemos favores" (ao dono da Casa da Torre), o qual terá provado que os terrenos junto ao rio lhe pertencem, daí resultando o impedimento de acesso a esse espaço, o que impede o prolongamento da ecovia pela beirada do rio Minho. Referiu que presença dos vereadores se prendeu apenas com a iniciativa de angariação de fundos para a Casa do Povo.
Esta situação levou o vereador Rui Fernandes a sugerir que se expropriassem os terrenos em causa, alegando-se interesse público, tal como sucedeu com as bouças através das quais foi aberto o IC1/A/28.
O mesmo munícipe deu ainda algumas sugestões sobre a forma de contribuir para a limpeza das florestas e financiar os Bombeiros, o que levou o vereador Guilherme Lagido a comentar as suas palavras e a evidenciar a inexequibilidade das suas propostas.