Assuntos relacionados com o ensino no concelho de Caminha mereceram tratamento na reunião camarária desta semana.
Com um agenda "a pedir férias", a sessão presidida por Miguel Alves foi quase inteiramente dedicada ao debate de temas relacionados com a educação no concelho.
O vereador da oposição Flamiano Martins trouxe o tema à colação, quando pediu mais material informático "moderno" para a escolas - nomeadamente a nível de "hard-ware -, voltando a perguntar para quando o arranque das obras na EB 2,3/S de Caminha e congratulando-se pelo início das obras de construção de mais três salas na EB e Secundária do Vale do Âncora.
Contudo, este vereador e coordenador da escola ancorense, pediu "compensações" para esta escola, pelo facto de ter encerrado a Ancorensis. Referiu a existência de materiais de fibrocimento na parte sul da EB e Secundária do Vale do Âncora e nos balneários, que devem ser removidos. Pediu um recreio coberto, atendendo a que após o aproveitamento do espaço existente com essa finalidade para a construção das aludidas três salas novas para o ensino secundário, esse recinto será eliminado. Pediu ainda a ligação com cobertura desde a paragem dos autocarros até ao interior desta escola.
Após ter perguntado ao presidente da Câmara quem era o novo chefe de Divisão de Educação, Cultura, Desporto, Turismo e Acção Social, referiu-se a uma reclamação (de um seu colega na escola ancorense) concorrente a esse posto de chefia. Disse que lhe parecia "razoável" a reclamação apresentada e perguntou por que razão não lhe tinha sido dada resposta.
Acerca do material informático, Rui Fernandes, vereador com o pelouro da Educação respondeu que aguardavam pelo resultado de uma candidatura cujo prazo expirava em Agosto, estando em crer que a partir do momento em que as provas de aferição venham a ser feitas online, a aposta na informatização "disparará".
O caso da obra da C+S de Caminha, estará dependente da apresentação do projecto de infra-estruturas por parte do respectivo arquitecto, respondeu Miguel Alves, prometendo que a obra orçada em cerca de 3 milhões de euros será lançada logo a seguir.
Miguel Alves dissertou sobre o funcionamento da Escola de Vila Praia e Âncora, referindo a falta de pessoal administrativo para os 1400 alunos do Agrupamento concelhio.
Prometeu interceder junto do Ministério da Educação a fim de encontrar soluções para um espaço coberto durante os períodos de recreio.
Abordando a questão da admissão do Chefe de Divisão, referiu que a contestação ao concurso "não é connosco, é com o júri", sendo essa a resposta que tinham dado ao reclamante.