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COMÉDIAS DO MINHO APRESENTA 'QUE FESTA É ESTA?'

Em digressão pelos cinco municípios do Vale do Minho

'QUE FESTA É ESTA?' é o próximo espetáculo de teatro que a Comédias do Minho traz a Melgaço, de 13 a 16 de julho. Parada do Monte, Vila, Paços e Alvaredo são os locais a receber a cena. O espetáculo, com criação de Ricardo Alves, e já em digressão, vai percorrer os cinco municípios do Vale do Minho.

'Há um festim no teatro. É uma festança que mistura cores de muitas partituras, sons de muitas paletas e palavras de silêncios vários. O teatro é sempre encontro. Como devem ser todas as festas. Um cruzamento de múltiplas vontades que se expõem a quem tem vontade de ver as coisas expostas. E depois a responsabilidade de vos ocupar o tempo, num tempo em que é o tempo o nosso bem mais precioso e que tanta falta nos faz para o podermos deitar fora em deliciosos momentos inúteis. Temos a responsabilidade de vos dar um tempo, útil ou inútil mas bom. Um tempo que dedicais a ouvir o que temos a dizer. Que seja bom o ato de sair de casa e estar com os vizinhos, em sítio público, a ocupar a praça ou a rua para função que não só passar mas nela permanecer, comer, beber, conversar e ouvir o que os doidos em cima do triângulo têm para partilhar.', sustenta Ricardo Alves em modo de incentivo a assistirem a peça.

VN CERVEIRA: 22 - 25 JUN

P COURA: 29 JUN a 2 JUL
29 JUN | Padornelo Sra. das Angústias| 21h30
30 JUN | P Coura Largo Hintze Ribeiro | 21h30
1 JUL | Formariz Largo da Chão do Abade | 21h30
2 JUL | S. Martinho de Coura Largo da Igreja| 21h30

VALENÇA: 6 a 9 JUL
6 JUL | S. Pedro da Torre Largo da Igreja| 21h30
7 JUL | Valença Fortaleza| 21h30
8 JUL | Verdoejo S. Tomé | 21h30
9 JUL | Gandra Largo da Igreja | 21h30

MELGAÇO: 13 a 16 JUL
13 JUL | Parada do Monte Largo da Igreja | 21h30
14 JUL | Melgaço Largo Hermenegildo Soalheiro | 21h30
15 JUL | Paços Largo da Igreja | 21h30
16 JUL | Alvaredo Ass. A Batela | 21h30

MONÇÃO: 20 a 23 JUL
20 JUL | Bela Largo da Sede da Junta | 21h30
21 JUL | Monção Largo de Camões | 21h30
22 JUL | Riba de Mouro Lugar do Cruzeiro | 21h30
23 JUL | Moreira Terreiro de Santa Luzia | 21h30

A entrada é gratuita.

Sinopse
Um petisco? Um copinho? Cerveja ou vinho? Bebem-se os risos, engolem-se as mágoas. Hoje há festa lá no largo, no descampado. Hoje há teatro e música e pezinho de quem dança. Hoje é dia de sair à rua para dar de beber aos olhos, para dar de comer aos ouvidos e cantar os dias quentes.
Sai de casa, vem para a rua, junta as mesas e agarra-me na mão antes que, perdido de amor, caia no chão.
Sai de casa, areja a graça, vem rasgado e de rosto aberto, vem connosco que o dia é certo e a noite acossa.
'Que festa é esta?!' - É a nossa!

ENCENAÇÃO Ricardo Alves
TEXTO a partir da obra 'Como vos Aprouver' de William Shakespeare e improvisos
CRIAÇÃO E INTERPRETAÇÃO Gonçalo Fonseca, Joana Magalhães, Luís Filipe Silva, Rui Mendonça e Tânia Almeida
DIREÇÃO MUSICAL Vasco Ferreira
FIGURINOS Inês Mariana Moitas

Municipio de Melgaço



CADO participa em campanha de Crowdfunding para conseguir uma resposta mais eficaz

O Centro de Apoio ao Doente Oncológico - Heróis e Espadachins está a organizar uma campanha de Crowdfunding para conseguir um carro que permita a utilização do mesmo para dar uma resposta mais eficaz a cada um dos seus pacientes.

LINK: https://ppl.com.pt/pt/causas/herois-e-espadachins

O CADO cuida de doentes oncológicos, familiares e cuidadores. Com aldeias remotas no Alto Minho, e uma população mais envelhecida e isolada, é preciso o uso de um veículo para transportar doentes para as consultas e tratamentos oncológicos. Viana do Castelo tem 10 concelhos, cada um diferente do outro, cada um com as suas culturas e tradições, mas sempre um povo muito unido em torno da sua população. O Centro de Apoio ao Doente Oncológico (CADO) nasce com este propósito, unir e ajudar a população!

Muitos de nós comovemo-nos com o empenho e compaixão dos voluntários que, no seu veículo próprio, transportam para consultas e tratamento no IPO do Porto os doentes oncológicos. Os problemas logísticos de transportar estas pessoas são consideráveis.

Estes doentes oncológicos que acompanhamos, muitas vezes, não têm ninguém para os ajudar nesta batalha. Outros têm de sair de casa às 7 horas da manhã e voltar, após uma sessão de quimioterapia - debilitados - do Porto, em autocarros. Não queremos estas situações. Queremos dar uma resposta eficaz e eficiente ao nosso país, criar qualidade de vida a estas pessoas!

Tendo em consideração estes pontos achamos oportuno adquirir um carro para os voluntários poderem usufruir e ajudar os doentes oncológicos. A campanha ficará aberta durante 90 dias; se não alcançarmos o nosso objetivo, as doações serão devolvidas (salvo aquelas designadas como incondicionais).

CADO



LEITURAS AO AR LIVRE NO MUNICÍPIO MAIS A NORTE DE PORTUGAL

O projeto estimula a criação e o desenvolvimento de hábitos de leitura durante as férias de verão

A Biblioteca Municipal de Melgaço 'abandona' na próxima semana (04 de julho) o seu espaço tradicional e convida a momentos de descontração com a natureza como pano de fundo. Durante os próximos dois meses vai ser possível desfrutar de leituras ao ar livre, através da Biblioteca de Jardim, instalada nos jardins da Alameda Inês Negra, e da Bibliopiscina, a funcionar no Centro de Estágios de Melgaço. A iniciativa, 'Bibliotecas de verão', convida a ler um livro, um jornal ou uma revista, a jogar um jogo ou a assistir a uma atividade de animação desfrutando da natureza, assinalando também o Dia Mundial das Bibliotecas, celebrado mundialmente a 1 de julho.

Este é um projeto que estimula a criação e o desenvolvimento de hábitos de leitura durante as férias de verão, ao mesmo tempo que se realizam pequenas dramatizações, teatro de marionetas, ateliers de expressão plástica, dramática e corporal, sessão de contos e jogos, especialmente vocacionados para o público infantil e juvenil. Pretende-se implementar serviços em espaços informais, de modo a proporcionar o acesso da população à consulta e leitura de livros, jornais e revistas, contribuindo assim para responder às necessidades de informação e de lazer e atrair novos leitores.

A Biblioteca Pública é um serviço municipal aberto a todos, que tem como missão satisfazer as necessidades de informação, cultura, lazer e educação permanente de todos os cidadãos. Nas Bibliotecas de verão poderão inscrever-se como leitores da Biblioteca Municipal, ler e requisitar livros, revistas, audiovisuais e material multimédia, participar nas atividades de promoção da leitura. Os serviços básicos da biblioteca são gratuitos.

Bibliopiscina - Mergulhos na leitura
Neste serviço a comunidade pode requisitar para leitura domiciliária ou para leitura de presença os documentos existentes.
Piscinas do Complexo Desportivo e de Lazer - Centro de Estágios
3ª e 5ª das 14h30 às 17h30

Biblioteca de Jardim - Jardim de letras
Este é um serviço destinado aos mais jovens do concelho que se situa numa casinha em madeira em pleno centro da vila, no Jardim da Alameda Inês Negra. Aqui, pais e filhos podem participar em atividades de animação da leitura, jogos, ateliers, hora do conto, etc., além de poderem requisitar documentos ou simplesmente passar uma tarde diferente. Apenas são necessárias inscrições para as instituições que participem em grupo.
Casinha de madeira colocada à entrada da Alameda Inês Negra, junto à Praça da República
4ª e 6ª das 14h30 às 17h30

A frequência na Biblioteca implica a observância das normas sociais de comportamento. As crianças não deverão ser deixadas sozinhas, sendo que os pais e/ou acompanhantes são os responsáveis pela segurança e comportamento das mesmas.

Municipio de Melgaço



MELGAÇO E ARCOS DE VALDEVEZ APRESENTAM ROTA CISTERCIENSE DO ALTO MINHO-GALIZA

Trilhos pelo noroeste peninsular vão ligar o Vale do Lima e o Vale do Minho, através das montanhas

Os municípios de Melgaço e Arcos de Valdevez organizam, no próximo dia 1 de julho, uma visita cultural para apresentarem a Rota Cisterciense do Alto Minho- Galiza. Os dois concelhos assumiram a realização do percurso com marcas culturais do Noroeste Peninsular contribuindo para a conservação, divulgação e promoção do Património que a Ordem de Cister legou à Europa, e que está bem evidenciado na zona transfronteiriça: "os caminhos monacais estão enriquecidos pela história, arquitetura, antropologia, música e mística, onde se respira o legado secular do 'ora et labora'.", considera o antropólogo e promotor de educação para o património, José Rodrigues Lima.

Os participantes ficarão fascinados pela diversidade cultural, verificando 'lugares da memória' e descobrindo 'a alma dos lugares' no território do infinito. Os trilhos serão apresentados em vários pontos-âncora do itinerário cultural e místico como o Mosteiro de Santa Maria do Ermelo (Arcos de Valdevez), o Mosteiro de Santa Maria de Fiães (Melgaço), rumando terras da Galiza pelo Mosteiro de Santa Maria de São Clódio (Leiro), atingindo a grande abadia de Santa Maria de Oseira, na província de Ourense. O caminho transfronteiriço, que poderá ser percorrido futuramente a pé, a cavalo ou em motociclo, terá início no mosteiro de Ermelo e terminará na abadia de Oseira, na Galiza.

A Rota Cisterciense do Alto Minho-Galiza pretende dar visibilidade ao Património material e imaterial; concretizar leituras multidisciplinares na Rota Cisterciense; reconhecer o valor dos conjuntos monacais no desenvolvimento do turismo cultural e religioso; lançar um olhar humanista e místico sobre 900 anos de História; dar um contributo para o Itinerário Cultural Europeu dos Caminhos de Cister; valorizar o legado 'Ora et Labora'; ligar o Vale do Lima ao Vale do Minho pela montanha, contribuindo para o seu desenvolvimento; fortalecer os laços transfronteiriços, tendo referências memoriais e registos raianos; e constatar a existência de laços antigos entre os cistercienses do Alto Minho e Galiza.

O projeto conta, entre outros, com a colaboração dos párocos Manuel Domingues, do Mosteiro de Fiães; Belmiro Amorim, do Mosteiro do Ermelo; Raúl Fernandes, de Parada do Monte; César Maciel, de Castro Laboreiro; Custódio Branco, do Soajo; e de João Paulo Torres, arcipreste de Melgaço.

Sobre a Ordem de Cister

Fixada em Portugal desde o século XII, a Ordem de Cister acompanhou a formação do território e a armação política da primeira dinastia.

Ordem contemplativa na sua essência, os cistercienses, enquanto beneditinos reformados, não deixaram de valorizar a oração e o trabalho (ORA ET LABORA) como um binómio basilar na sua vivência comunitária. Procurar Deus e orar era melhor em silêncio, o que motivou a busca de lugares afastados das grandes cidades. Os mosteiros tinham designações baseadas na natureza, obedeciam, quando criados de origem, a um modelo-tipo: respondiam às exigências de funcionalidade e economia de espaço e de movimento abolindo o supér uo. O conjunto monacal articula a vida e as obrigações distintas de monges, noviços e conversos. Eram caracterizados pela racionalidade na articulação dos espaços e despojamento de elementos decorativos. Usavam soluções locais com materiais disponíveis e tradições culturais existentes. O seu revestimento era branco. Na abadia os monges oravam, ilustravam-se na Lectio Divina, geriam a propriedade monástica no seu todo, celebravam e ensinavam (por vezes).

Este esquema de organização foi um dos motivos do êxito de Cister, principalmente em termos económicos. A hidráulica, a metalurgia, a mineração, muitas técnicas agrícolas, a piscicultura, entre outras inovações muito devem ao labor dos monges brancos.

Municipio de Melgaço

Edições C@2000
Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"
Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000/Afrontamento
Apoiado pela Fundação EDP

Da Monarquia à República no Concelho de Caminha
Crónica Política (1906 - 1913)

Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000


O Estado Novo e outros sonetos políticos satíricos do poeta caminhense Júlio Baptista (1882 - 1961)

Organização e estudo biográfico do autor por Paulo Torres Bento
Edição: C@2000


Rota dos Lagares de Azeite do Rio Âncora

Autor: Joaquim Vasconcelos
Edição: C@2000


Memórias da Serra d'Arga
Autor: Domingos Cerejeira
Edição: C@2000

Outras Edições Regionais