Aproximam-se eleições autárquicas, escrutínio que permite escolher para os próximos quatro anos, a equipa que desempenhará funções executivas - significando isso importantes tomadas de decisões para o futuro, e mais próximos tempos da engrenagem politica que interferirá com variadíssimos aspectos da nossa vida quotidiana imediata e longínqua, quer na área empresarial, quer pessoal.
Apesar de ser uma equipa a eleita para esse mandato governativo concelhio, as atenções e o elemento que faz os eleitores votar numa ou noutra lista, recai na maioria dos casos, no cabeça de lista. Portanto o candidato a presidente da autarquia.
Essa escolha, antes de mais, tem a ver com uma decisão unilateral, pessoal, de reflexão do individuo, em que ele analisa as propostas e perfil do candidato.
Daí o voto ser secreto.
Nesse âmbito e para dizer ao que venho, como indivíduos, com pensamento livre, devemo-nos essa escolha em solitário.
Antes de sermos deste ou daquele partido, temos a consciência de seres livres de pensamento desprendido, e efectivamente, o estudo a que devemos proceder na tomada de decisão levar-nos-á a essa opção.
Eu, antes de, como entidade, ser militante de um partido, sou ser individual, com pensamento próprio, sou elemento de um agregado familiar, e sou munícipe de um concelho e de uma vila que adoro, e para a qual obviamente quero o melhor.
Na minha opinião, na perspectiva do que será melhor para o governo do concelho de Caminha no próximo quadriénio, a nossa aposta deverá ser num candidato de perfil dialogante, jovem e arejado.
Um candidato com um perfil cultural e social moderno, próximo dos munícipes e que fundamentalmente aceite a crítica, o contraditório e que não perca de todo tempo e energia em perseguições que fazem lembrar o pior da revolução soviética e os gulags aqui conhecidos por "unidade de queimados".
Não devemos permitir que esses tempos de vinganças, revanches, manietações de pensamento, pressões, voltem.
Não permitamos que a teimosia bacoca e ignóbil de uma única pessoa ponha em causa milhares de euros de indemnizações por parte de todos nós…
Depois, o período de campanha visa tão só o debate politico de ideias, de projectos, mas afigura-se-me que tal não vai acontecer por parte de determinadas candidaturas.
Ai, o candidato com mais elevação, com melhores ideias, sem ataques pessoais e mesquinhos será obviamente o nosso candidato preferido e o mais apto a ter nas mãos o futuro da autarquia.
Enaltecer o papel da "Mulher-Mãe": constitui um ato de justiça da sociedade no seu todo; mas também o reconhecimento da sua importância, num mundo extremamente difícil, repleto de problemas, da mais diferente e imprevisível natureza; conceder às Mães, a todas as Mães do mundo, as condições éticas, morais e materiais para que elas possam exercer, plenamente, esta notável e sublime missão, é uma obrigação de todos os Governos, das empresas, da família.
É a partir da intervenção sensata, amorosa e benevolente da Mãe, no seio da família, que se fomenta a educação e formação das mulheres e dos homens do futuro, naturalmente, em consonância com o Pai, porque ambos são os principais pilares que, inicialmente, nos protegem das vicissitudes da vida, que nos orientam para objetivos verdadeiramente humanistas, também materiais e espirituais.
Mãe, palavra morfologicamente tão pequenina, contudo, simbolicamente grandiosa. Ela, a palavra Mãe, comporta, em cada letra, um significado profundo que muito dificilmente, algum outro animal consegue igualar: "M" de maternidade, uma dimensão maravilhosa, que a maioria das mulheres espera e deseja realizar; "A" de amor, sentimento que, tanto quanto se julga saber, não existe em nenhum outro ser vivo, tão intensa quanto conscientemente, embora se aceite que poderá haver noutros animais, que serão, eventualmente de proteção das suas crias, ou algo do género; "E" de energia vital, inata, para enfrentar todos os obstáculos da vida e vencê-los em benefício dos seus filhos.
Curiosa é a posição da letra "A" que, tanto na palavra Mãe como na de Pai, ambas, igualmente com três letras, mas em que o "A" de amor, fica sempre no meio, porque não devemos ter dúvidas, até prova em contrário, que tanto a Mãe como o Pai, são fontes de amor genuíno, não interessando agora as infelizes exceções de algumas mães e muitos pais.
Certamente que em vista das leis positivas, há deveres e direitos das Mães e Pais para com os filhos, como, igualmente, destes para com os seus progenitores, mas no que respeita, aos sentimentos mais profundos de uma Mãe, pelos seus filhos, nenhuma lei humana estipula quais os limites, a sua natureza, a intensidade e a dádiva com que eles são vivenciados, porque a Mãe tem a noção de quanto representam, e o que significam os seus filhos, quase sempre fruto do amor que a levou a entregar-se ao homem amado, Pai dos seus filhos.
A Mãe, também na sua dimensão de esposa, tem o direito de ser amada, incondicionalmente, pelo seu companheiro, Pai dos seus filhos que ela gerou no mais íntimo do seu corpo: durante longos, por vezes dolorosos, meses; outras vezes com inefável amor, prazer e alegria, porque se trata de uma nova vida, inocente, indefesa, porém, amada, desde o momento da conceção. É indiscutível que: "As mães são o antídoto mais forte para a propagação do individualismo egoísta. "Indivíduo" quer dizer que não se pode dividir". S mães, em vez disso, "dividem-se" quando hospedam um filho para dá-lo ao mundo e fazê-lo crescer." (Catequese, 2015, in FRANCISCO, 2016:99)
Neste "Dia da Mãe", todos nós, mulheres e homens, temos a obrigação de louvar a nossa Mãe, a nossa esposa e/ou marido, porque é nesta bidimensionalidade e conjugação física, espiritual e sentimental de atos íntimos que o ser humano, desejável e conscientemente, produz: o milagre da vida; o rejuvenescimento da humanidade; e a educação de crianças e jovens para um mundo bem melhor. A Mãe, tal como o Pai, estão no centro deste milagre da vida. Um beijo à minha Mãe, com saudade eterna.
Bibliografia.
PAPA FRANCISCO (2016). Todos os Dias com Francisco. Prefácio, Padre Vitor Melícias. Selecção e Organização, Helder Guégués. Lisboa: Guerra & Paz, Clube do Livro.
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
Virgem Celestial, abençoai-nos
Há momentos na vida de uma pessoa que, independentemente de convicções religiosas, mais intensas, ou não, percebe-se que existe uma outra dimensão, imaterial, metafísica que, no mínimo, nos leva a refletir sobre: o que realmente somos; o que estamos a fazer neste mundo terrestre; de onde viemos e para onde iremos pós-morte biológica? Questões que, de alguma forma, nos intrigam e nos deixam algo inseguros, porque nos faltam as "certezas rigorosas e técnicas", a chamada "verdade científica".
No presente ano de 2017 e, mais concretamente, a treze de maio, celebra-se o centenário da primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima, aos Pastorinhos, na Cova da Iria. Há quem acredite, quem duvide, quem não acredite, ou este tema lhe seja indiferente. Obviamente que se respeitam todas as posições, como de igual modo se pede que reverenciem as convicções daquelas pessoas crentes que, sem quaisquer dúvidas, aceitam as Aparições de Fátima.
Nesta reflexão, comemorativa de uma data tão importante para os crentes católicos, permitam-me analisar o evento pela perspetiva da Fé em Deus, através de Nossa Senhora de Fátima, na medida em que: "Fátima é uma das manifestações mais espetaculares da presença de Deus na História da Humanidade ao longo do século XX e com uma clara projecção para o nosso século XXI. Estamos perante um acontecimento que, quer queiramos quer não, faz parte da nossa memória coletiva e da nossa História não só nacional, mas do mundo. A História da Igreja em Portugal, a História de Portugal e mesmo a História Universal não podem ser escritas sem fazer uma referência a Fátima." (TRINDADE, Manuel de Almeida (Bispo Emérito de Aveiro), in: CARVALHO, 2017:21).
Escamotear, ridicularizar, denegrir e humilhar os crentes cristãos por estes vivenciarem, intensa e publicamente, a Fé em Nossa Senhora de Fátima, parece configurar uma atitude, incompreensivelmente, preconceituosa, de alegada e infundamentada superioridade racional, como ainda, para algumas destas pessoas, entenderem que possuem um coeficiente intelectual muito elevado, quando, em boa verdade, no seio da população mundial crente, se multiplicam, precisamente, pessoas do mais alto nível racional e intelectivo, ocupando, na sociedade, posições de imensa responsabilidade, a que ascenderam, justamente, pelas suas inigualáveis capacidades: inatas e adquiridas; pelas competências profissionais e pelas dimensões pessoais, seja no âmbito material; seja no círculo mais íntimo da espiritualidade.
Invocar Maria, todos os dias do ano, todos os segundos da nossa vida, revela humildade, fragilidade humana para a qual pedimos, incessantemente, proteção, porque se a "Fé é que nos salva", então devemos ser coerentes e não nos recordarmos d'Ela, apenas, quando estamos aflitos, de resto como refere o aforismo popular: "Só nos lembrarmos de Santa Bárbara quando troveja".
A dimensão espiritual da pessoa humana, revela-se em todos os momentos da vida, mesmo naquelas criaturas não-crentes, porque sendo elas, igualmente racionais, inteligentes e pensantes, reconhecem, ainda que para si próprias, que existe "Algo" para além de toda a materialidade de que se compõe o corpo humano, e tudo o que o rodeia.
Nesta dimensão espiritual a figura santificada de Nossa Senhora de Fátima é incontornável, e pode-se considerar que o seu Santuário é um dos mais visitados do mundo, com uma afluência de peregrinos impressionante. Fátima, "arrasta" multidões de todas as idades, etnias, estatutos, condições socioprofissionais, crentes de todo o mundo, muitos dos quais têm um sonho na vida: visitar este simples, mas imponente, "Altar do Mundo", o Santuário de Fátima, em Portugal.
Com efeito: "É evidente que Fátima tem uma importância especial, única, que não têm outros Santuários. A importância de Fátima deriva da importância da Mensagem, que é, antes de mais, um apelo à fé. Num mundo em que a fé está a desaparecer, em que os ateus aumentam, é um apelo ao mundo de hoje para viver a fé que os cristãos professam, não só teoricamente, mas concreta, vivida, existencial." (MARTINS, D. José Saraiva, Prefeito Emérito da Congregação Para as Causas dos Santos, 2016, in: CARVALHO, 2017:117-118).
Os Portugueses, na sua maioria, certamente, que se orgulham de Fátima, do seu Santuário, da afluência de crentes peregrinos e, provavelmente, até de turistas religiosos, ou não, que, diariamente, visitam aquele local Sagrado, porque eles sentem-se: reconfortados nas suas dificuldades; mitigados nas suas dores; e esperançados numa interceção miraculosa da Virgem Santa e, não se pode (nem deve) duvidar de quem se considera "atendido" nas suas preces.
Numa retrospetiva político-ideológica, e talvez nacionalista, alguém afirmava, designadamente, no antigo regime ditatorial em Portugal, que o nosso país era conhecido por atributos muito específicos e consubstanciados em três "F's": Fátima, Fado e Futebol. Acredita-se que não haverá ofensa premeditada e humilhante contra a religião católica, então em vigor, inclusive, apoiada pelo próprio Estado, contudo, será sempre de bom-senso, separar estas atividades, muito embora, todas elas constituam atributos nacionais, nada despiciendos.
Importa, isso sim, nesta reflexão, analisarmos a importância da crença em Nossa Senhora de Fátima, ou seja: como podemos reforçar a Fé que a Ela nos une e, na medida do possível, trazer, pela conversão, mais aderentes a esta Força Espiritual que Ela nos transmite; aceitarmos a sua proteção, sem reservas nem complexos; implorarmos sempre a sua benevolência e interceção junto de Deus, porque, mesmo para os não-crentes, nada há a perder, pelo contrário, ganha-se: confiança, tranquilidade e paz.
Neste treze de maio de dois mil e dezassete, é tempo de festejar a primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima, aos três pastorinhos: Jacinta, Francisco e Lúcia, que tiveram a felicidade de desfrutarem da visão esplendorosa e da presença luminosa de Nossa Senhora de Fátima, que os premiou pela sua Fé, pela sua inocência e pela importância que iriam ter o mundo, de resto, e como se sabe: "Depois da beatificação de Jacinta e Francisco, em Fátima, pelo Papa João Paulo II, em 13 de maio de 2000, todos esperamos, ansiosos, que seja o Papa Francisco a canonizar os irmãos beatos e a presidir à beatificação de Lúcia." (CARVALHO, 2017:141).
Hoje, é cada vez mais necessário vivermos de forma superior, precisamente, adotando uma cultura de grandes princípios, valores e sentimentos, onde a religião tenha um lugar de destaque e, na circunstância, nós, Portugueses, possamos continuar a venerar a Virgem de Fátima, depositando n'Ela: as vicissitudes da vida; orando para que Ela nos defenda de todos os males possíveis, tal como a Mãe que ama, intensa e infinitamente os seus filhos; curiosamente, não é por acaso que o "Dia da Mãe", também se celebra no mês de maio e não é uma feliz simultaneidade, mas antes, uma opção de Fé.
Virgem Mãe, também a nossa Mãe biológica, ou adotiva, ou de acolhimento, todas, porém, com amor de Mãe, que nos amam, nos orientam na vida, que nos protegem até ao limite das suas forças. Esta Mãe Celestial, que sempre vela por nós, tem de ser venerada, respeitada e a Ela lhe pedimos para nos acompanhar sempre, porque sem esta dimensão espiritual, e a Fé nesta Mãe adorável, teremos muitas dificuldades em nos afirmarmos nas duas dimensões que integramos em nós: o corpo físico; a alma inefável espiritual.
Nestes cem anos de devoção intensa a Nossa Senhora de Fátima: é provável que continuem a existir dúvidas sobre as aparições de 1917; é compreensível que os não-crentes continuem a manterem-se afastado de todas e quaisquer cerimónias religiosas, peregrinações, cumprimento de promessas e de outras manifestações de adoração à Virgem Celestial, até porque, em boa verdade, compete aos crentes, exteriorizarem respeito por tais comportamentos.
Em todo o caso, pode-se aceitar que: "A mensagem de Fátima mostra-nos uma experiência universal e permanente: o confronto entre o bem e o mal que continua no coração de cada pessoa, nas relações sociais, no campo da política e da economia, no interior de cada país e à escala internacional. Cada um de nós é interpelado a corresponder ao chamamento de Deus, a combater o mal a partir do mais íntimo de si mesmo, a compreender o sentido da conversão e do sacrifício, em favor dos outros, como fizeram os três pastorinhos, na sua pureza e inocência." (Ibid.:130).
São biliões as pessoas que em todo o mundo creem em Nossa Senhora de Fátima, independentemente do nome que se possa seguir ao título de "Senhora": Fátima, Aparecida, Lourdes, Dores, Rosário, Minho, Assunção, Remédios, Desatadora dos Nós, Imaculada Conceição, dos Milagres e tantas dezenas de outros nomes. Nossa Senhora é sempre a mesma, una e indivisível, Mãe de todos nós, que nunca nos abandona, se quisermos sintetizar, diríamos: Nossa Senhora do Mundo, ou Nossa Senhora da Paz.
Na celebração deste centenário, invoquemos Nossa Senhora de Fátima, roguemos-lhe que conceda a todas as pessoas e ao mundo; saúde, estabilidade, segurança, amor, felicidade e paz e não esqueçamos que: "Na sua dupla dimensão mística e profética Fátima - na sua mensagem e no seu Santuário - tem uma missão a cumprir na Igreja e no mundo: ser farol e estímulo para a conversão pastoral da Igreja e critério e bússola a orientar o compromisso dos cristãos nos conflitos do nosso mundo" (Ibid.:136).
Bibliografia.
CARVALHO, José, (2017). Francisco e Nossa Senhora. Um Amor Incondicional. S. Pedro, do Estoril: Prime Books
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo