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Assembleia Municipal

"O tempo do terror e da ameaça acabou em Caminha em 2013", Paula Aldeia

"Não julgue ou insulte aquilo que não sabe", Júlia Paula

"Talvez seja esta a diferença maior entre o passado de Júlia Paula Costa e o presente e futuro de Miguel Alves" disse a determinado ponto do seu discurso a deputada municipal socialista Paula Aldeia, no decorrer da última sessão da Assembleia Municipal de Caminha, ao realizar uma intervenção de fundo sobre uma queixa em tribunal apresentada por uma eleita pelo PSD contra um militante socialista, devido a escritos nas redes sociais, a par de intimidações eventualmente feitas por outros "destacados dirigentes e militantes do PSD local" junto de algumas pessoas, incluindo uma trabalhadora camarária.

Soubemos que a vereadora Liliana Silva apresentou uma queixa-crime por difamação em tribunal contra Joaquim Rodrigues, militante socialista, ex-presidente da Junta de Freguesia de Lanhelas e antigo membro da Assembleia Municipal

"Questão particular"

Interpelada, a vereadora disse ao C@2000 que a queixa não tinha nada a ver com política, tratando-se de uma questão particular.

Sem medo

Joaquim Rodrigues não quis comentar o assunto, mas segundo nos dizem, continua a escrever nas redes sociais e invocando a liberdade de expressão, assegurando que não se intimidará.

Nessa intervenção na AM, Paula Aldeia recordou ainda as "heranças judiciais que o executivo anterior decidiu deixar", acusando ainda o PSD de pretender um "regresso ao passado" recente em que foi poder, "mas estou certa que a população, continua a preferir a Liberdade, o Desenvolvimento e o Prestígio da nossa terra e das suas instituições", vincou.

"Hoje em dia ninguém poder dizer que é perseguido por discordar"

Miguel Alves, presidente do Município, pegando nas palavras de Paula Aldeia, sublinhou que a despeito das diferenças de opinião, "não se deveria embarcar nalgum tipo de perseguição que acaba por ter efeitos nefastos" tanto para as pessoas perseguidas como para a própria Câmara Municipal que "teve de pagar indemnizações", recordou. Considerou esses processos judiciais devido mais a "acções pessoais do que propriamente uma acção ponderada", frisou.

Aludiu ainda a perseguições no passado a juntas de freguesia de cor contrária ou a associações que "têm uma posição mais crítica ou menos alinhada com o poder público ou autárquico", e por esse facto "não eram apoiadas da mesma maneira".

Referiu que hoje em dia, ninguém pode dizer que é perseguido por discordar de opinião ou ter ideias diferentes, ao contrário do que sucedia nos anos de poder social-democrata.

"Serei eu a dar-vos uma ajudinha"

Estas intervenções não deixaram indiferentes a anterior presidente de Câmara e actual deputada municipal Júlia Paula, considerando que tinham sido as palavras de Paula Aldeia a ter uma faceta "intimidatória e sobretudo difamatória".

Assinalou que perante a "incapacidade" do actual Executivo em resolver os problemas com os processos do passado, "serei eu a dar-vos uma ajudinha e serei eu resolvê-los", numa referência à sua candidatura à Câmara de Caminha.

Entendeu que a intervenção da deputada se inseria no clima de campanha eleitoral autárquica, porque o PS pretenderia que não houvesse alternativas credíveis, atirou. Mas como "tenho um grande orgulho naquilo que fiz", ela própria constituía-se nessa alternativa, indo ao encontro dos que a "incentivaram e me pediram que me candidatasse e é a esses que eu devo respeito e respostas", vincou Júlia Paula.

Dirigindo-se ainda à deputada municipal socialista, disse estar certa que as pessoas "a seu tempo e em liberdade" saberão escolher, aconselhando-a a "não julgar ou insultar aquilo que não sabe".

Considerando-se vítima, Júlia Paula acrescentou que fora ela própria a ser perseguida com "denúncias anónimas com custos pessoais e para a minha família", acusando o PS de continuar a falar de processos que "outros promoveram contra a Câmara de Caminha", e de "darem-se ao direito de insultarem nas redes sociais e de dizerem tudo aquilo que querem", afirmando depois - prosseguiu a deputada municipal -, que eles é que asseguram ser vítimas de atentados contra a liberdade de expressão.

Júlia Paula referiu ainda que tinha percebido "a tentativa de denegrir a imagem da candidata do PSD", mas que se encontrava perfeitamente de consciência tranquila "por tudo aquilo que fiz até hoje ao serviço do município de Caminha".

Terminou assegurando que não sabia a que processo se referia Paula Aldeia, nem a que "abordagem de uma funcionária a senhora fala", estando convicta, contudo, de que "a tónica da campanha do PS vai ser esta: insinuação e continuar a insultar, difamar, mentir e sobretudo, maldizer".

"Vou esclarecê-la"

A intervenção de Júlia Paula levou Paula Aldeia a responder, dizendo que ia ajudá-la a esclarecer quem tinha sido o militante socialista alvo de uma queixa-crime. Referiu o nome de Joaquim Rodrigues e que tinha sido a líder do PSD de Caminha a avançar com a denúncia "a fim de o calar".

E quanto aos outros, "se continuarem com esta senda, nós iremos aqui divulgá-los um a um", porque, adiantou, "nós, - nem ninguém - nos deixamos intimidar", manifestando, por isso, confiança que Júlia Paula tivesse ficado "esclarecida".

"É preciso ter calma"

Esta intervenção motivou nova réplica de Júlia Paula, acusando a socialista de "misturar um facto que eu desconheço", assegurou, mas logo a seguir disse que a queixa se reportaria a alguém que, "em termos privados, terá reagido com um processo-crime" levando a que a deputada Paula Aldeia "tivesse colado isso à minha imagem, dizendo que por causa disso todos (os do PSD) somos iguais", acrescentou a eleita pelo PSD.

Dado que o tempo de intervenção da Júlia Paula já se tinha esgotado, Luís Mourão, presidente da Assembleia Municipal, por mais do que uma vez, chamou-lhe a atenção para esse facto e pediu-lhe que tivesse calma, recordando que o regimento da AM tinha sido aprovado por todos os deputados e que se deveriam submeter às regras definidas por unanimidade.


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