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TRIBUNA
Espaço reservado à opinião do leitor

EU SOU O ANO 2017

Eu sou o 2017, Vida Nova, Ano Novo.
Vou nascer, cheio de força e vontade,
Para dar a este País Pobre, sem verdade,
Uma luz que o ilumine o nosso povo.

Vou lutar, para dar esta juventude.
Tão briosa, tão humilde, tão capaz,
Que merece ganhar o pão. É uma virtude,
Ser-se jovem, hoje, rapariga ou rapaz.

Eu sou o 2017, Ano Novo de Esperança,
Num mundo mais justo, mais humano,
Que dê força, aquela pobre criança,

Que vagueia, pelas cidades, pela natureza
A pedir um naco de pão, pró mano.
Pais com fome, sem emprego. Que tristeza!

Antero Sampaio


Novo Ano para um Mundo Melhor

Mais um Ano Novo se apresenta à humanidade, esta considerada no seu todo, independentemente de nacionalidades, credos, ideologias político-partidárias, género, raças, orientações diversas, estatutos e quaisquer outras situações, admitindo-se, isso sim, que qualquer pessoa, organização ou país, tenha objetivos e os deseje alcançar, contudo, a incompatibilidade dos diferentes interesses, será, sempre, uma realidade, muito embora deva haver a preocupação na busca dos equilíbrios, da harmonia e a prossecução do bem-comum.

É fundamental que mulheres e homens, com responsabilidades várias: políticas, religiosas, financeiras, empresariais e outras, se preocupem com o bem-comum, porque: "Não existe verdadeira promoção do bem-comum, nem verdadeiro desenvolvimento do homem, quando se ignoram os pilares fundamentais que sustentam uma nação, os seus bens imateriais: a vida que é um dom de Deus, um valor que deve ser sempre tutelado e promovido; a família, fundamento da convivência e remédio contra a desagregação social; a educação integral, que não se reduz a uma simples transmissão de informações com o fim de gerar o lucro; a saúde que deve buscar o bem-estar integral da pessoa, incluindo a dimensão espiritual, que é essencial para o equilíbrio humano e uma convivência saudável; a segurança, na convicção de que a violência só pode ser vencida a partir da mudança do coração humano." (PAPA FRANCISCO, 2016:58).

Pensar-se que o Novo Ano tarará a Paz ao mundo, podendo ser o desiderato maior, ela, a Paz Universal, vai ser muito difícil de alcançar, no entanto, caberá a cada pessoa, instituição, países e à sociedade global, tudo fazer para, pelo menos, se darem passos positivos e seguros, no sentido de se alcançar este bem supremo, porque atrás dele, outros se seguirão: saúde, trabalho, qualidade de vida, segurança, felicidade e a Graça Divina.

Em cada ano que se inicia, uma nova esperança renasce e com ela, ainda que temporariamente, um sentimento de alegria nos invade, um pressentimento de tranquilidade futura nos alimenta e dá forças para encararmos o porvir com otimismo, e assim termos condições para uma vida verdadeiramente humana, com a dignidade que é própria e exigível para toda a pessoa.

As mensagens de Ano Novo sucedem-se, a todos os níveis das organizações: religiosas, políticas, institucionais nacionais e internacionais; nos mais diversos fóruns os votos formulados pelos mais altos dignatários, praticamente apontam todas no mesmo sentido: o desejo unânime de um mundo melhor, no qual se possa coabitar, independentemente de posições geoestratégicas, de interesses económico-financeiros, da diferença de estatutos, crenças e ideologias.

Em cada Ano Novo, primeiro dia de Janeiro, também se comemora o "Dia Mundial da Paz", porém, nesse mesmo dia, tão insistente e persistentemente invocado, os conflitos, as guerras a destruição maciça de patrimónios mundiais, vidas humanas e da própria natureza, continuam, não há tréguas, nem sequer para, durante esse dia, duplamente importante, os responsáveis pelas situações degradantes e que estão conduzindo a humanidade, pararem para pensar no mal que estão fazendo.

É fundamental, em todo o caso, que se continue a acreditar na boa-vontade de quem tem o poder e deseja melhorar as condições de convivência solidária neste mundo, porque enquanto fisicamente por cá permanecemos, tudo deveremos fazer para exercer os mais nobres valores que são próprios da humanidade civilizada: solidariedade, amizade, lealdade, respeito, benevolência, caridade, humildade, gratidão, felicidade, paz e a Graça da Entidade Divina que consideramos ser necessária, independentemente das religiões de cada pessoa.

Neste ano que se inicia, todas as pessoas em geral têm perspetivas de vida, eventualmente, diferentes, ou então, desejam concretizar os projetos que não conseguiram no ano que agora termina, ou, ainda, concluir uns e iniciar outros, sendo certo que, quaisquer que sejam os desideratos, uma nova esperança nos anima.

O ano que agora termina, terá proporcionado, a nível mundial, avanços positivos em diversos domínios da vida societária. Várias ciências e tecnologias terão alcançado resultados que vão beneficiar a humanidade, desde logo: na Saúde, Genética, Biologia, muitas outras especialidades médicas, mas também as Arquiteturas, Engenharias, Educação, e, de um modo geral, em toda a investigação científico-tecnológica, entre outras.

Um novo período se inicia, sob os auspícios de uma promissora era, até porque o mundo está cansado, descrente e inconformado com muitas situações injustas, ilegítimas e até ilegais, que afetam a qualidade de vida e a dignidade individual de cada pessoa, não obstante, praticamente, a maioria dos responsáveis proclamarem um mundo "cor-de-rosa".

Quaisquer que sejam as perspetivas, designadamente, boas; independentemente da esperança que se possa ter neste Novo Ano e seguintes, jamais poderemos ignorar que esta "Casa Global", que habitamos, ela se sustenta em diversos pilares fundamentais, entre os quais, se podem aceitar que: a) Deus é Imenso, Omnipotente e Omnisciente; b) o mundo está cheio de esquinas, numa das quais, nos encontraremos, pelo menos uma vez na vida; c) a vida é composta de altos e baixos e nem sempre estamos por cima; d) o tribunal da nossa consciência nunca falha, ele nos julgará imparcial e, se necessário, implacavelmente; e, finalmente, e) a verdade triunfará, mais tarde ou mais cedo.

Bibliografia

PAPA FRANCISCO (2016) Proteger a Criação. Reflexões sobre o Estado do Mundo. 1ª Edição. Tradução Libreria Editrice Vaticana (texto) e Maria do Rosário de Castro Pernas (Introdução e Cronologia), Amadora-Portugal:20/20 Nascente Editora.

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo


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