Uma fuga de informação ocorrida ontem (dia 29/Ago), após a realização de uma assembleia geral da Ancorensis Cooperativa de Ensino em que foi decidido proceder ao despedimento colectivo dos seus 46 professores e 27 funcionários e não abrir o ano lectivo de 2016/17, gerou alvoroço entre os encarregados de educação do alunos dos 8º, 9º, 11º e 12º anos de escolaridade inscritos nesta escola particular, que logo pela manhã de hoje (30/Ago) tentaram obter informações sobre a situação deste estabelecimento de ensino e o futuro escolar dos cerca de 400 jovens que se preparavam para iniciar as aulas no próximo dia 15 de Setembro.
Apesar de ter a garantia do Estado de que receberiam 900.000€ durante o próximo ano lectivo, a Ancorensis entendeu não ter condições económicas para assegurar o ensino, após lhe ter sido impedido aceitar inscrições de alunos para os 7º e 10º anos, ensino que será assegurado pela escola pública.
Contudo, ainda a 26/7/16, a direcção da Ancorensis assegurava que existiam "condições fundamentais para que o ano lectivo decorra entre os dias 9 e 15/Setembro de 2016", desmentindo assim os rumores que na altura "davam como certo o encerramento da Ancorensis".
Um mês depois, a Ancorensis mudava de opinião, optando por terminar em definitivo com o ensino particular financiado pelo Estado.
Câmara de Caminha em contacto com o Ministério da Educação
Entretanto, a Câmara Municipal de Caminha reagiu ainda hoje à decisão da Ancorensis, perante a instabilidade que eventualmente pudesse ser gerada no seio da comunidade escolar, remetendo-nos um comunicado em que assegura que tudo fará para que os alunos do concelho de Caminha possam ter garantido o ensino nas escolas do município caminhense, solidarizando-se ainda com os trabalhadores despedidos.
PSD lamenta "decisão histórica" tomada pela Ancorensis
Perante estes acontecimentos, a Comissão Política Concelhia do PSD tomou uma posição pública em que critica a Câmara de Caminha e o Ministério da Educação, temendo pelas consequências económicas e sociais que o encerramento da Ancorensis possa acarreter para Vila Praia de Âncora, e pelos transtornos que esta situação ocasione na comunidade escolar.
(Actualização: 21h30 - 30 Ago/16)
Ministério da Educação garante aulas nas escolas do concelho
As notícias decorrentes do encerramento da Ancorensis sucedem-se.
O Ministério da Educação veio garantir esta noite vagas para os 247 alunos inscritos na Ancorensis, nas escolas do Agrupamento do Concelho de Caminha.
(Actualização: 23h45 - 30 Ago/16)